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sexta-feira, 8 de outubro de 2010
VAMOS JUNTOS DESCONSTRUIR AS MENTIRAS SOBRE DILMA.
Não podemos deixar que mentiras e boatos dominem uma nação!
O povo não pode se deixar dominar por fanáticos religiosos!
Vamos eleger Dilma presidente.
JUSTIÇA ELEITORAL | 08/10/2010 - 10:54 Delegado civil tenta tirar da PF uma investigação contra Riva

Sob argumento de que o ex-presidente da Assembleia Legislativa José Riva (PP) é uma pessoa pública, o delegado geral da Polícia Judiciária Civil do Estado Paulo Rubens Vilela chegou a avocar (chamar para si) o ato de investigação preliminar número 002/2010, lavrado na polícia de Campo Verde, que apontava a existência de suposto crime eleitoral praticado por Riva no município. Um dia antes da eleição após denúncia feita pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), policiais civis recolheram objetos, combustíveis, dinheiro, vale-combustível, material de propaganda eleitoral, lista de pessoas e veículos - veja mais aqui.
Conforme despacho de Paulo Vilela, ao invés da investigação ser feita pela Polícia Federal, como de praxe, as providências cabíveis deveriam ser tomadas pela Diretoria de Atividades Especiais, sendo que um delegado presidiria os autos. “Considerando ser público e notório que os delitos envolvendo pessoas públicas, partidos políticos e outros afins, geram grande conotação e especulação por parte dos interessados”, diz trecho da portaria número 64/2010, encaminhada ao juiz eleitoral de Campo Verde Renan Carlos Leão Pereira do Nascimento, em 4 de outubro.

Promotor de Justiça questiona delegado e nega pedido
No mesmo dia, ao tomar conhecimento dos fatos, o promotor de Justiça Eleitoral de Campo Verde se manifestou contrário ao pedido feito pelo delegado geral. Em seu relatório, ele salienta ter ficado bastante surpreso com o pedido feito pela Diretoria Geral da Polícia Civil, principalmente por não encontrar argumentos plausíveis na justificativa do delegado. Logo em seguida, o promotor se manifesta contrário a solicitação e pede que todo o material referente ao caso sejam remetidos para a PF. “Após a reunião de todo o material referente a investigação, seja encaminhada cópia integral à Procuradoria Regional Eleitoral para ciência, análise e adoção das providências que julgar cabíveis, visto que o fato apurado tem repercussão na esfera criminal”, salienta Arivaldo.
Conforme relatório da PF, assinado pelos agentes federais Luiz Augusto Ferreira da Silva e Diogo do Vale Rosa, as primeiras diligências ocorreram em 29 de setembro, após o registro da denúncia. Eles foram primeiro ao Posto Ideal, onde de maneira velada conversaram com frentistas que confirmaram a existência do esquema em que eleitores adesivariam os carros em troca de combustível. Eles revelaram que o posto estava autorizado a colocar até 10 litros por semana nos carros adesivados, mas que algumas pessoas haviam conseguiram até 15 litros.
Já no comitê de Riva, a atendente teria dito aos agentes federais que caso conseguissem os tickets teriam que assinar um contrato de comodato. “Onde nos tornaríamos parceiros da campanha no papel de comodantes, já que estavam muito preocupados com a fiscalização do TRE e da polícia nessas eleições e que, para tanto, deveríamos fornecer cópia do documento pessoal e do veículo”, relatam os policiais federais.
Como havia encerrado a distribuição no local, eles foram orientados a ir na Koite Som, onde confirmaram o fornecimento dos ticket-combustível, mas afirmaram que já não estavam realizando o serviço. Por fim, falaram com o ex-vereador Fernando Schoroeter, que avisou ao Policial Federal que o material de campanha tinha acabado e, desconfiado, teria desconversado sobre o abastecimento de veículos adesivados.
Durante a ação, os agentes federais apreenderam 2 agendas, tickets-combustível, títulos de eleitores, além de uma CPU, que era utilizada para gerar imagens do circuito de segurança do estabelecimento comercial. Além disso, foram encaminhados para o TRE gravações e interceptações telefônicas realizadas com autorização judicial. O inquérito possui 1 volume com 122 páginas e foi remetido para o desembargador e corregedor do TRE, Márcio Vidal. “Requisito à vossa senhoria a instauração e abertura de procedimento inquisitorial dos fatos investigados”, salienta o juiz eleitoral Renan Leão.
Cassado recentemente após ser acusado de compra de votos em Santo Antônio do Leverger em 2006, José Riva foi o candidato a deputado estadual mais votado em Mato Grosso com 93.594 votos.
(11h28) - Advogado diz não ter conhecimento sobre pedido de delegado
O advogado de Riva, Roni Márcio, que acompanha o caso, afirmou ao RDNews que ainda não tomou conhecimento sobre o pedido do delegado-geral da Polícia Judiciária Civil do Estado Paulo Rubens Vilela, que avocou o ato de investigação contra o progressista, mas garantiu que deve se pronunciar no período da tarde sobre a questão.
Patricia Sanches
fonte: rdnews
O MOMENTO POLÍTICO E A RELIGIÃO
07Out2010
07
Out
2010
“Em nota oficial, a Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP) manifestou preocupação com a ação de muitos grupos que, em nome da fé cristã, "têm criado dificuldades para o voto livre e consciente". "Esses grupos continuaram, inclusive, usando o nome da CNBB, induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem que ela tivesse imposto veto a candidatos nestas eleições. Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias".
Redação, Carta Maior
Nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz
O MOMENTO POLÍTICO E A RELIGIÃO
“Amor e Verdade se encontrarão. Justiça e Paz se abraçarão" (Salmo 85)
A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) está preocupada com o momento político na sua relação com a religião. Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente. Desconsideram a manifestação da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de 16 de setembro, “Na proximidade das eleições”, quando reiterou a posição da 48ª Assembléia Geral da entidade, realizada neste ano em Brasília. Esses grupos continuaram, inclusive, usando o nome da CNBB, induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem que ela tivesse imposto veto a candidatos nestas eleições.
Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias.
Constrangem nossa conciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial.
Os eleitores têm o direito de optar pela candidatura à Presidência da República que sua consciência lhe indicar, como livre escolha, tendo como referencial valores éticos e os princípios da Doutrina Social da Igreja, como promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, com a inclusão social de todos os cidadãos e cidadãs, principalmente dos empobrecidos.
Nesse sentido, a CBJP, em parceria com outras entidades, realizou debate, transmitido por emissoras de inspiração cristã, entre as candidaturas à Presidência da Republica no intento de refletir os desafios postos ao Brasil na perspectiva de favorecer o voto consciente e livre. Igualmente, co-patrocinou um subsídio para formação da cidadania, sob o título: “Eleições 2010: chão e horizonte”.
A Comissão Brasileira Justiça e Paz, nesse tempo de inquietudes, reafirma os valores e princípios que norteiam seus passos e a herança de pessoas como Dom Helder Câmara, Dom Luciano Mendes, Margarida Alves, Madre Cristina, Tristão de Athayde, Ir. Dorothy, entre tantos outros. Estes, motivados pela fé, defenderam a liberdade, quando vigorava o arbítrio; a defesa e o anúncio da liberdade de expressão, em tempos de censura; a anistia, ampla, geral e irrestrita, quando havia exílios; a defesa da dignidade da pessoa humana, quando se trucidavam e aviltavam pessoas.
Compartilhamos a alegria da luz, em meio a sombras, com os frutos da Lei da Ficha Limpa como aprimoraramento da democracia. Esta Lei de Iniciativa Popular uniu a sociedade e sintonizou toda a igreja com os reclamos de uma política a serviço do bem comum e o zelo pela justiça e paz.
Redação, Carta Maior
Nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz
O MOMENTO POLÍTICO E A RELIGIÃO
“Amor e Verdade se encontrarão. Justiça e Paz se abraçarão" (Salmo 85)
A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) está preocupada com o momento político na sua relação com a religião. Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente. Desconsideram a manifestação da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de 16 de setembro, “Na proximidade das eleições”, quando reiterou a posição da 48ª Assembléia Geral da entidade, realizada neste ano em Brasília. Esses grupos continuaram, inclusive, usando o nome da CNBB, induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem que ela tivesse imposto veto a candidatos nestas eleições.
Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias.
Constrangem nossa conciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial.
Os eleitores têm o direito de optar pela candidatura à Presidência da República que sua consciência lhe indicar, como livre escolha, tendo como referencial valores éticos e os princípios da Doutrina Social da Igreja, como promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, com a inclusão social de todos os cidadãos e cidadãs, principalmente dos empobrecidos.
Nesse sentido, a CBJP, em parceria com outras entidades, realizou debate, transmitido por emissoras de inspiração cristã, entre as candidaturas à Presidência da Republica no intento de refletir os desafios postos ao Brasil na perspectiva de favorecer o voto consciente e livre. Igualmente, co-patrocinou um subsídio para formação da cidadania, sob o título: “Eleições 2010: chão e horizonte”.
A Comissão Brasileira Justiça e Paz, nesse tempo de inquietudes, reafirma os valores e princípios que norteiam seus passos e a herança de pessoas como Dom Helder Câmara, Dom Luciano Mendes, Margarida Alves, Madre Cristina, Tristão de Athayde, Ir. Dorothy, entre tantos outros. Estes, motivados pela fé, defenderam a liberdade, quando vigorava o arbítrio; a defesa e o anúncio da liberdade de expressão, em tempos de censura; a anistia, ampla, geral e irrestrita, quando havia exílios; a defesa da dignidade da pessoa humana, quando se trucidavam e aviltavam pessoas.
Compartilhamos a alegria da luz, em meio a sombras, com os frutos da Lei da Ficha Limpa como aprimoraramento da democracia. Esta Lei de Iniciativa Popular uniu a sociedade e sintonizou toda a igreja com os reclamos de uma política a serviço do bem comum e o zelo pela justiça e paz.
Brasília, 06 de Outubro de 2010.
Comissão Brasileira Justiça e Paz, Organismo da CNBB
6 de outubro de 2010
PV decidirá posição do partido no segundo turno no dia 17
O presidente te nacional do PV, José Luiz Penna, anunciou hoje (6) que o partido só definirá a posição no segundo turno das eleições presidenciais na convenção do dia 17, em São Paulo.
Segundo Penna, essa avaliação será feita por cerca de 80 pessoas, incluindo membros da executiva nacional do partido e candidatos que conseguiram se eleger
. Ele informou que serão colocadas em discussão a questão da neutralidade e da escolha de um dos candidatos à Presidência da República: ou Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB).
. Ele informou que serão colocadas em discussão a questão da neutralidade e da escolha de um dos candidatos à Presidência da República: ou Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB).
“Esse é um momento maravilhoso para o partido e queremos impregnar o programa do futuro presidente do Brasil”, destacou Penna durante a coletiva, deixando claro que o PV não abrirá mão das propostas feitas pela candidata Marina Silva, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno com quase 20 milhões de votos.
O coordenador da campanha de Marina Silva, João Paulo Capobianco, ressaltou que não está em jogo uma eventual aliança, mas apenas possibilidade de apoio.fonte:
Agência Brasil
OLHA O ESTRAGO QUE FOI FEITO
DILMA X SERRA - O voto colocado como "pecado", e a eleição como obra de um "poder satânico", recolocam o eleitorado mais pobre e menos escolarizado nas mãos de líderes conservadores, mas pela força do medo.
07/10/2010 - 17:41:00O voto do pecado e o poder satânico
por Maria Inês Nassif
VALOR ECONOMICO
A campanha religiosa contra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, estava em andamento e foi subestimada pelo comitê petista. O staff serrista prestou mais atenção nisso. No dia 14 de setembro, a mulher de José Serra, Mônica Serra, em campanha para o marido no município de Nova Iguaçu, no Rio, falou a um eleitor evangélico, para convencê-lo a não votar em Dilma: "Ela é a favor de matar criancinhas", disse, segundo relato do jornal "O Estado de S. Paulo". Mônica quis dizer, usando cores muito, muito fortes, que Dilma era a favor do aborto, e portanto não merecia o voto de um evangélico. Não deve ter sido da cabeça dela - falou porque as pesquisas qualitativas do PSDB já deviam mostrar que a onda "antiabortista" estava pegando, embalada por bispos e padres da Igreja Católica e pastores evangélicos.
Da parte da ala conservadora da Igreja Católica, a articulação foi feita com alarde, de forma a induzir os fiéis de que a recomendação de não votar em Dilma, ou em qualquer outro candidato do PT, veio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A CNBB reagiu timidamente a essa ofensiva, com uma carta que foi também instrumentalizada pelos conservadores, que hoje não são poucos. "Falam em nome da CNBB somente a Assembleia Geral, o Conselho Permanente e a Presidência", diz a nota, para em seguida lembrar que o documento oficial sobre as eleições, tirado na 48ª Assembleia Geral, foi a "Declaração sobre o Momento Político Nacional", que não faz referência direta a candidatos ou partidos. Um trecho da carta oficial, todavia, foi apresentado aos fiéis paulistanos como prova de que a Igreja, como instituição, vetava o voto aos petistas. "(...) incentivamos a todos que participem (...), procurando eleger pessoas comprometidas com o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana".
A campanha da Igreja conservadora contra Dilma está usando um sofisma: o "respeito incondicional à vida" torna a igreja antiabortista; o PT defendeu o aborto; logo, o voto em Dilma é pecado. É esse sofisma que foi colocado aos padres de São Paulo pela Regional Sul 1 da CNBB como uma ordem. A secção da CNBB no Estado está impondo a campanha política nas igrejas como obrigação de hierarquia: há uma determinação para que os padres falem na homilia que o voto ao PT é pecado. Os padres estão obrigados também a distribuir jornais de suas dioceses na porta das igrejas, que não raro colocam o veto ao voto no PT como uma determinação da "CNBB", sem especificar que é da CNBB da Regional Sul 1.
Com ajuda da Igreja, Serra chega aos pobres via medo
Guarulhos é o grande foco, mas não o único. O bispo Luiz Gonzaga Bergonzini declara publicamente "ódio ao PT". Sua diocese foi uma das formuladoras, na Comissão da Vida da Região Sul, do documento que deu "subsídios" para o manifesto anti-PT que está sendo distribuído nas paróquias como posição oficial da Igreja Católica. Um padre de Guarulhos conta que Dom Luiz Gonzaga vai se aposentar em sete meses, e tem aproveitado seus últimos momentos como bispo para militar ativamente contra o partido de Lula. Para isso, tem usado seu poder de "mordaça" - a autoridade máxima da paróquia é a diocese, e o bispo pode impor suspensões a padres que não seguirem as suas ordens, ou criticarem publicamente suas posições.
Segundo uma senhora que é católica militante, bem longe de Guarulhos, no bairro de Campo Limpo, os bispos levaram ao pé da letra a orientação da regional da CNBB. A senhora ouviu do padre da sua paróquia, durante a pregação do sermão, que os católicos que votassem em Dilma Rousseff deveriam se confessar depois, porque teriam cometido um pecado. Preferiu o discurso da corrupção ao discurso so aborto. E garantiu que recomendava o voto contra o PT por ordem do bispo.
O vereador Chico Macena (PT), da capital paulista, que é ligadíssimo à Igreja, conta que várias paróquias da região de São Lucas falaram contra o PT na homilia. Ele acredita que esse movimento da igreja conservadora paulista influenciou o voto contra Dilma em algumas regiões.
Na campanha de Dilma, soou o alarme apenas na semana anterior às eleições. Foi quando a candidata se reuniu com líderes religiosos e garantiu a eles que não havia defendido o aborto.
A guerra religiosa não se limitou a sermões de padres ou pregações de pastores evangélicos. Espalhou-se como um rastilho pela internet uma "denúncia" de envolvimento do candidato a vice de Dilma, o deputado Michel Temer (SP), com o "satanismo". O site Hospital da Alma, ligado à Associação dos Blogueiros Evangélicos, diz que Dilma, se vencer a disputa, morrerá por obra de Satã, para que o sacerdote Temer assuma a Presidência.
As versões religiosas sobre a candidatura governista são inventivas e, no conjunto, ajudam a formar um clima de pânico que, em algum momento, pode resultar numa explosão em que a racionalidade da escolha do candidato ao segundo turno escorra pelo ralo.
Não deixa de ser irônico. A Igreja progressista esteve na base da formação do PT, embora limitada a regras da não militância política dentro das paróquias. Teve um papel fundamental em São Paulo. É aqui no Estado, que deu uma guinada conservadora durante e após os governos de Fernando Henrique Cardoso, que a Igreja Católica tem imposto os maiores prejuízos à candidata petista. Dois papados conservadores reduziram os progressistas católicos de São Paulo a um rebanho desorganizado e destituído de poder na hierarquia da Igreja.
A outra ironia da história é que, no momento em que perdem significativamente a força os chefes de política locais, em função dos programas de transferência de renda do governo, e o PT passa a ser o interlocutor preferencial junto aos pobres, os seus adversários tenham arrumado um "atalho" para chegar a esse eleitor humilde, via o temor religioso. O voto colocado como "pecado", e a eleição como obra de um "poder satânico", recolocam o eleitorado mais pobre e menos escolarizado nas mãos de líderes conservadores, mas pela força do medo.
Maria Inês Nassif é repórter especial de Política. Escreve às quintas-feiras
fonte JORNAL VALOR ECONOMICO
por Maria Inês Nassif
VALOR ECONOMICO
A campanha religiosa contra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, estava em andamento e foi subestimada pelo comitê petista. O staff serrista prestou mais atenção nisso. No dia 14 de setembro, a mulher de José Serra, Mônica Serra, em campanha para o marido no município de Nova Iguaçu, no Rio, falou a um eleitor evangélico, para convencê-lo a não votar em Dilma: "Ela é a favor de matar criancinhas", disse, segundo relato do jornal "O Estado de S. Paulo". Mônica quis dizer, usando cores muito, muito fortes, que Dilma era a favor do aborto, e portanto não merecia o voto de um evangélico. Não deve ter sido da cabeça dela - falou porque as pesquisas qualitativas do PSDB já deviam mostrar que a onda "antiabortista" estava pegando, embalada por bispos e padres da Igreja Católica e pastores evangélicos.
Da parte da ala conservadora da Igreja Católica, a articulação foi feita com alarde, de forma a induzir os fiéis de que a recomendação de não votar em Dilma, ou em qualquer outro candidato do PT, veio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A CNBB reagiu timidamente a essa ofensiva, com uma carta que foi também instrumentalizada pelos conservadores, que hoje não são poucos. "Falam em nome da CNBB somente a Assembleia Geral, o Conselho Permanente e a Presidência", diz a nota, para em seguida lembrar que o documento oficial sobre as eleições, tirado na 48ª Assembleia Geral, foi a "Declaração sobre o Momento Político Nacional", que não faz referência direta a candidatos ou partidos. Um trecho da carta oficial, todavia, foi apresentado aos fiéis paulistanos como prova de que a Igreja, como instituição, vetava o voto aos petistas. "(...) incentivamos a todos que participem (...), procurando eleger pessoas comprometidas com o respeito incondicional à vida, à família, à liberdade religiosa e à dignidade humana".
A campanha da Igreja conservadora contra Dilma está usando um sofisma: o "respeito incondicional à vida" torna a igreja antiabortista; o PT defendeu o aborto; logo, o voto em Dilma é pecado. É esse sofisma que foi colocado aos padres de São Paulo pela Regional Sul 1 da CNBB como uma ordem. A secção da CNBB no Estado está impondo a campanha política nas igrejas como obrigação de hierarquia: há uma determinação para que os padres falem na homilia que o voto ao PT é pecado. Os padres estão obrigados também a distribuir jornais de suas dioceses na porta das igrejas, que não raro colocam o veto ao voto no PT como uma determinação da "CNBB", sem especificar que é da CNBB da Regional Sul 1.
Com ajuda da Igreja, Serra chega aos pobres via medo
Guarulhos é o grande foco, mas não o único. O bispo Luiz Gonzaga Bergonzini declara publicamente "ódio ao PT". Sua diocese foi uma das formuladoras, na Comissão da Vida da Região Sul, do documento que deu "subsídios" para o manifesto anti-PT que está sendo distribuído nas paróquias como posição oficial da Igreja Católica. Um padre de Guarulhos conta que Dom Luiz Gonzaga vai se aposentar em sete meses, e tem aproveitado seus últimos momentos como bispo para militar ativamente contra o partido de Lula. Para isso, tem usado seu poder de "mordaça" - a autoridade máxima da paróquia é a diocese, e o bispo pode impor suspensões a padres que não seguirem as suas ordens, ou criticarem publicamente suas posições.
Segundo uma senhora que é católica militante, bem longe de Guarulhos, no bairro de Campo Limpo, os bispos levaram ao pé da letra a orientação da regional da CNBB. A senhora ouviu do padre da sua paróquia, durante a pregação do sermão, que os católicos que votassem em Dilma Rousseff deveriam se confessar depois, porque teriam cometido um pecado. Preferiu o discurso da corrupção ao discurso so aborto. E garantiu que recomendava o voto contra o PT por ordem do bispo.
O vereador Chico Macena (PT), da capital paulista, que é ligadíssimo à Igreja, conta que várias paróquias da região de São Lucas falaram contra o PT na homilia. Ele acredita que esse movimento da igreja conservadora paulista influenciou o voto contra Dilma em algumas regiões.
Na campanha de Dilma, soou o alarme apenas na semana anterior às eleições. Foi quando a candidata se reuniu com líderes religiosos e garantiu a eles que não havia defendido o aborto.
A guerra religiosa não se limitou a sermões de padres ou pregações de pastores evangélicos. Espalhou-se como um rastilho pela internet uma "denúncia" de envolvimento do candidato a vice de Dilma, o deputado Michel Temer (SP), com o "satanismo". O site Hospital da Alma, ligado à Associação dos Blogueiros Evangélicos, diz que Dilma, se vencer a disputa, morrerá por obra de Satã, para que o sacerdote Temer assuma a Presidência.
As versões religiosas sobre a candidatura governista são inventivas e, no conjunto, ajudam a formar um clima de pânico que, em algum momento, pode resultar numa explosão em que a racionalidade da escolha do candidato ao segundo turno escorra pelo ralo.
Não deixa de ser irônico. A Igreja progressista esteve na base da formação do PT, embora limitada a regras da não militância política dentro das paróquias. Teve um papel fundamental em São Paulo. É aqui no Estado, que deu uma guinada conservadora durante e após os governos de Fernando Henrique Cardoso, que a Igreja Católica tem imposto os maiores prejuízos à candidata petista. Dois papados conservadores reduziram os progressistas católicos de São Paulo a um rebanho desorganizado e destituído de poder na hierarquia da Igreja.
A outra ironia da história é que, no momento em que perdem significativamente a força os chefes de política locais, em função dos programas de transferência de renda do governo, e o PT passa a ser o interlocutor preferencial junto aos pobres, os seus adversários tenham arrumado um "atalho" para chegar a esse eleitor humilde, via o temor religioso. O voto colocado como "pecado", e a eleição como obra de um "poder satânico", recolocam o eleitorado mais pobre e menos escolarizado nas mãos de líderes conservadores, mas pela força do medo.
Maria Inês Nassif é repórter especial de Política. Escreve às quintas-feiras
fonte JORNAL VALOR ECONOMICO
4 estaduais e 2 federais investigados por indícios de compra de voto
Romilson Dourado
Quatro deputados estaduais eleitos e/ou reeleitos e dois federais aprovados nos testes das urnas no domingo passado vão enfrentar processo de investigação por prática de crime eleitoral e há risco até de não serem empossados. Contra cada foi aberto procedimento para apurar denúncias de compra de votos, inclusive com flagrante no dia das eleições. Estão na "corda bamba" os estaduais João Malheiros (PR), José Riva (PP), Walace Guimarães e Baiano Filho (ambos do PMDB) e os federais Homero Pereira (PR) e Ságuas Moraes (PT). Há outros candidatos investigados, mas que não se elegeram, como Ondanir Bortolini, o Nininho (PR); Maksuês Leite (PP) e Jaqueline Guimarães (PHS). Como a Justiça promete celeridade no julgamento dos processos, a decisão deve sair neste ano, antes da posse.
João Malheiros - reeleito para o terceiro mandato, Malheiros se vê implicado em crime eleitoral em Poconé, junto com o casal Walace e Jaqueline e o federal reeleito Homero. Foram apreendidas com correligionários de Malheiros listas com nomes de vários eleitores, com discriminação de material de construção e de valores, além de um cheque de R$ 7 mil, de R$ 25 mil e de R$ 8 mil. Um dos detidos em flagrante foi Tatá Amaral, secretário de Agricultura de Poconé. Ele carregava material de campanha de Malheiros e de Homero.
Walace Guimarães - O ex-vereador Paulino Luiz de Barros foi detido no dia das eleições, sob acusação de tentar comprar votos para o casal Walace e Jaqueline Guimarães, candidatos a estadual e federal, respectivamente. Estava em poder de R$ 2,5 mil em dinheiro.
Baiano Filho - No dia do pleito, foi presa em Alto Araguaia uma pessoa que fazia campanha para Baiano Filho, que se elegeu deputado. Com ela foi localizada uma quantia de R$ 20 mil em dinheiro em notas "miúdas". O porta-voz do candidato foi detido.
José Riva - Um dia antes das eleições, a polícia fez apreensão em Campo Verde de material de campanha de Riva e recolheu também objetos, dinheiro, vários tikets de combustível, agendas, cópias e documentos originais do título de eleitor, lista com nomes de várias pessoas, fotocópias de conta de energia elétrica, blocos de recibo e outros documentos. O vereador Marcelo Vieira de Moraes (PP), um dos correligionários do deputado, chegou a ser detido. O assessor de Riva em Denise, Pedro Tercy, também acabou preso no dia do pleito, sob acusação de estar negociando votos para Riva e para o deputado Pedro Henry. Estava com santinhos e dinheiro. Ficou detido das 11h30 até por volta de 17h30.
Ságuas Moraes - Enfrenta duas investigações. Na mesma semana das eleições, a polícia fez apreensão de material e equipamentos, como computadores, na pasta da Educação do Estado, onde o petista foi secretário. Denúncias sustentam que a estrutura da secretaria estaria sendo usada em benefício da campanha de Ságuas, que foi eleito federal. Dois dias depois, houve flagrante num restaurante em Arenápolis, no momento em que Ságuas participava de um almoço com eleitores. Ele foi conduzido para delegacia junto com dezenas de pessoas.
Homero Pereira - A polícia apreendeu material de propaganda, dinheiro e outros objetos que podem comprometer Homero em esquema de compra de votos em Poconé, no mesmo processo em que Malheiros é acusado de ter negociado com eleitores.
fonte: RDNEWS
O RESULTADO NÃO FOI O QUE EU ESPERAVA, MAS, VALEU!!!
A eleição para mim, foi uma dura realidade. O resultado foi um choque!!!
O tempo todo eu sabia que não ia me eleger, mas, esperava fazer pelo menos um pouco mais de votos.
Confesso que fiquei triste! Me abalei com o resultado.
Sei que não fui para o corpo a corpo, pois enfrento um problema de saúde e não pude sair muito. Também não tive o tempo de propaganda na Tv, Só tinha nove segundos e mesmo assim, só apareci uma ou duas vezes. Não pude apresentar as minha propostas.
Financeiramente também foi muito complicado. Não tive como contratar um número suficiente de pessoas para levarem as minhas propostas de trabalho até o eleitor.
Entretanto fiz o que pude!
Meus sinceros agradecimentos a todos que me ajudaram.
No resultado oficial do TRE obtive 482 votos.
Votos de pessoas que sabem da importância do voto consciente.Que lutam pela verdadeira democracia
Meu muito obrigada
O tempo todo eu sabia que não ia me eleger, mas, esperava fazer pelo menos um pouco mais de votos.
Confesso que fiquei triste! Me abalei com o resultado.
Sei que não fui para o corpo a corpo, pois enfrento um problema de saúde e não pude sair muito. Também não tive o tempo de propaganda na Tv, Só tinha nove segundos e mesmo assim, só apareci uma ou duas vezes. Não pude apresentar as minha propostas.
Financeiramente também foi muito complicado. Não tive como contratar um número suficiente de pessoas para levarem as minhas propostas de trabalho até o eleitor.
Entretanto fiz o que pude!
Meus sinceros agradecimentos a todos que me ajudaram.
No resultado oficial do TRE obtive 482 votos.
Votos de pessoas que sabem da importância do voto consciente.Que lutam pela verdadeira democracia
Meu muito obrigada
Confesso que fiquei triste! Me abalei com o resultado.
Sei que não fui para o corpo a corpo, pois enfrento um problema de saúde e não pude sair muito. Também não tive o tempo de propaganda na Tv, Só tinha nove segundos e mesmo assim, só apareci uma ou duas vezes. Não pude apresentar as minha propostas.
Financeiramente também foi muito complicado. Não tive como contratar um número suficiente de pessoas para levarem as minhas propostas de trabalho até o eleitor.
Entretanto fiz o que pude!
Meus sinceros agradecimentos a todos que me ajudaram.
No resultado oficial do TRE obtive 482 votos.
Votos de pessoas que sabem da importância do voto consciente.Que lutam pela verdadeira democracia
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