sexta-feira, 8 de outubro de 2010

4 estaduais e 2 federais investigados por indícios de compra de voto


Romilson Dourado

  Quatro deputados estaduais eleitos e/ou reeleitos e dois federais aprovados nos testes das urnas no domingo passado vão enfrentar processo de investigação por prática de crime eleitoral e há risco até de não serem empossados. Contra cada foi aberto procedimento para apurar denúncias de compra de votos, inclusive com flagrante no dia das eleições.
    Estão na "corda bamba" os estaduais João Malheiros (PR), José Riva (PP), Walace Guimarães e Baiano Filho (ambos do PMDB) e os federais Homero Pereira (PR) e Ságuas Moraes (PT). Há outros candidatos investigados, mas que não se elegeram, como Ondanir Bortolini, o Nininho (PR); Maksuês Leite (PP) e Jaqueline Guimarães (PHS). Como a Justiça promete celeridade no julgamento dos processos, a decisão deve sair neste ano, antes da posse.
   João Malheiros - reeleito para o terceiro mandato, Malheiros se vê implicado em crime eleitoral em Poconé, junto com o casal Walace e Jaqueline e o federal reeleito Homero.  Foram apreendidas com correligionários de Malheiros listas com nomes de vários eleitores, com discriminação de material de construção e de valores, além de um cheque de R$ 7 mil, de R$ 25 mil e de R$ 8 mil. Um dos detidos em flagrante foi Tatá Amaral, secretário de Agricultura de Poconé. Ele carregava material de campanha de Malheiros e de Homero.
   Walace Guimarães - O ex-vereador Paulino Luiz de Barros foi detido no dia das eleições, sob acusação de tentar comprar votos para o casal Walace e Jaqueline Guimarães, candidatos a estadual e federal, respectivamente. Estava em poder de R$ 2,5 mil em dinheiro.
    Baiano Filho - No dia do pleito, foi presa em Alto Araguaia uma pessoa que fazia campanha para Baiano Filho, que se elegeu deputado. Com ela foi localizada uma quantia de R$ 20 mil em dinheiro em notas "miúdas". O porta-voz do candidato foi detido.
    José Riva - Um dia antes das eleições, a polícia fez apreensão em Campo Verde de material de campanha de Riva e recolheu também objetos, dinheiro, vários tikets de combustível, agendas, cópias e documentos originais do título de eleitor, lista com nomes de várias pessoas, fotocópias de conta de energia elétrica, blocos de recibo e outros documentos. O vereador Marcelo Vieira de Moraes (PP), um dos correligionários do deputado, chegou a ser detido. O assessor de Riva em Denise, Pedro Tercy, também acabou preso no dia do pleito, sob acusação de estar  negociando votos para Riva e para o deputado Pedro Henry. Estava com santinhos e dinheiro. Ficou detido das 11h30 até por volta de 17h30.
  Ságuas Moraes - Enfrenta duas investigações. Na mesma semana das eleições, a polícia fez apreensão de material e equipamentos, como computadores, na pasta da Educação do Estado, onde o petista foi secretário. Denúncias sustentam que a estrutura da secretaria estaria sendo usada em benefício da campanha de Ságuas, que foi eleito federal. Dois dias depois, houve flagrante num restaurante em Arenápolis, no momento em que Ságuas participava de um almoço com eleitores. Ele foi conduzido para delegacia junto com dezenas de pessoas.
    Homero Pereira - A polícia apreendeu material de propaganda, dinheiro e outros objetos que podem comprometer Homero em esquema de compra de votos em Poconé, no mesmo processo em que Malheiros é acusado de ter negociado com eleitores.
fonte: RDNEWS

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