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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

ONG denuncia Harrison por revelar em vídeo distribuição de cervej

1:00

Patrícia Sanches, Glaucia Colognesi e Gabriela Galvão

-- Harrison discursa ao lado de Celso em torneio de futebol
Harrison discursa ao lado de Celso em torneio de futebol
  O prefeito de Santo Antonio do Leverger Harrison Ribeiro (PSDB) deve responder por abuso de poder econômico e político devido à realização de campeonato de futebol bancado pela prefeitura, mas com cunho político. A acusação é da ONG Moral, que vai oficializar a denúncia no Ministério Público nesta quarta (15). As imagens foram conseguidas com exclusividade pelo RDNews e vão ser divulgadas pelo RDTV, a web TV do portal, nesta quarta.
  Apesar de não ser candidato à reeleição, durante o evento Harisson fala sobre a importância do campeonato e pede votos para o postulante à sucessão Celso Nogueira (PR). O tucano reforça em vários momentos que a prefeitura bancou o torneio e, de quebra, ainda doa caixas de cervejas para a população. “Esqueceram da torcida, vou determinar que dê de presente duas caixas de cerveja”, discursa, sendo amplamente aplaudido.
  Minutos antes, o prefeito elenca pontos positivos da gestão e alega estar tranquilo em relação ao trabalho desempenhado até agora. “Nós gostamos dessa comunidade e não vou encerrar o meu mandato, vou passar a prefeitura para Celso Nogueira, meu candidato a prefeito, que vai representar o meu município”.
  O advogado da ONG Moral, Bruno Boaventura, conta que as imagens foram enviadas à entidade num envelope fechado, sem remetente. Apesar de não ter o autor do vídeo identificado, o registro não parece ter sida feito com câmera escondida e o gestor também não demostra ter noção de que é filmado. "Ele fala abertamente e sem pudor, talvez por acreditar na impunidade", observa o jurista.
  Boaventura quer que o Ministério Público apure o caso e proponha ação de investigação judicial eleitoral. A entrega de brindes a eleitores é proibida desde as eleições de 2008 e pode ser configurada como compra de votos. Além de Celso, que pode sofrer prejuízos eleitorais por causa da denúncia, também estão da disputa pela prefeitura Valdir Ribeiro (PT) e Valter Antônio Sampaio (PSD).
   Outro lado - O prefeito garantiu à reportagem que não realizou campeonato algum. Segundo o tucano, foi a associação de moradores do município que organizou o evento e ele apenas marcou presença. Harrison também afirmou que só se pronunciaria sobre o vídeo, após ser notificado da denúncia. "Mas isso é conversa fiada de candidato adversário", disparou.
Fonte: RDNEWS

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

BRASILEIROS NÃO ACREDITAM EM PRISÃO NO CASO MENSALÃO



Apesar de 73% querer condenação e prisão dos acusados, 43% acredita que haverá absolvição no processo, segundo pesquisa da Datafolha 

Estadão.com.br - 12 de agosto de 2012 | 12h 17

SÃO PAULO - Apesar de a maioria dos brasileiros (73%) querer a condenação dos réus do mensalão, apenas 11% acredita que de fato isso ocorrerá. Já quando a pergunta é sobre a absolvição dos acusados, apenas 5% quer que isso aconteça, mas 43% acredita que eles vão conseguir sair sem punição. Os números são de uma pesquisa da Datafolha, publicada hoje na Folha de S.Paulo.

A pesquisa também mostra que 37% acredita que haverá condenação mas sem ir para a prisão. Além disso, metade dos pesquisados diz que o caso não terá influência sobre o voto nas eleições para prefeito, que ocorrem nesse ano.

Sobre as informações do mensalão, 81% diz saber o que foi o escândalo e 75% que 38 réus foram denunciados e estão sendo julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Outra conclusão é que 82% acha que o mensalão foi um caso de corrupção, 7% acredita que foi caixa dois de campanha eleitoral e 11% não sabe.

Sobre instituições, 52% diz não confiar no Congresso Nacional, número que se repete em relação à confiança nos partidos políticos.

A opinião sobre a cobertura da imprensa se divide. Do total, 45% dos pesquisados acha a coberta completa e 42%, incompleta; 46%, parcial e 39%, imparcial; 46%, séria e 38%, sensacionalista.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Mensalão. O argumento da fraude caiu

Brasília. Miraglia quer escapar do 
círculo de influência política 
na Justiça mineira

Leandro Fortes, CartaCapital

“Por uma dessas coincidências do destino, coube ao advogado Dino Miraglia Filho (entrevista à pág. 36 da CartaCapital desta semana) se apresentar ao Supremo Tribunal Federal, em Brasília, na manhã da quinta-feira 2, justamente quando os 11 ministros da mais alta corte estavam reunidos para iniciar o julgamento do chamado “mensalão”. Miraglia estava lá por causa de outro escândalo praticamente idêntico nos métodos e absolutamente igual na fonte de abastecimento de recursos: o publicitário Marcos Valério de Souza.

Miraglia havia embarcado de Belo Horizonte no dia anterior para entregar ao ministro Joaquim Barbosa o original da lista do valerioduto mineiro, ou melhor, tucano, um documento de 27 páginas com o registro contábil, registrado em cartório, de 104,3 milhões de reais movimentados por meio de caixa 2. Essa é a quantia, segundo o documento, gasta na fracassada campanha à reeleição do ex-governador e atual deputado Eduardo Azeredo, do PSDB, em 1998.

Publicada na penúltima edição de CartaCapital, a lista inclui nomes de empresários, políticos, juízes, jornalistas e autoridades, quase todos tucanos, registrados no documento assinado por Marcos Valério, um dos principais réus do mensalão do PT. Também é do publicitário a assinatura de um documento de apresentação da lista, no qual ele garante ter repassado, apenas a Azeredo, 4,5 milhões de reais para a campanha.

Entre os beneficiários aparece o ministro do STF Gilmar Mendes. Por um erro de edição, o trecho no qual o nome de Mendes é citado na lista acabou suprimido da edição impressa da revista. Embora esse trecho em destaque, bem como a íntegra dos documentos, esteja disponível em nosso site desde a sexta-feira 27.

Novos documentos, todos com firmas reconhecidas em cartório, revelados agora por CartaCapital, reafirmam a existência da transação. Um deles é uma “Declaração de Desembolso” assinada por Souza em 28 de março de 1999. Nela, o publicitário declara que as empresas SMP&B Comunicação e DNA Propaganda, principais escoadouros de dinheiro do chamado “valerioduto”, destinaram a Azeredo 4,5 milhões de reais em 13 de outubro de 1998. A intermediação do pagamento, segundo o documento, foi feita por Carlos Mourão, tesoureiro da campanha do ex-governador de Minas Gerais.

A declaração do publicitário discrimina minuciosamente a origem dos 4,5 milhões de reais: Banco Bemge (350 mil reais), Cemig (estatal de energia, 500 mil reais), Comig (estatal de infraestrutura, 250 mil reais), construtora Andrade Gutierrez (500 mil reais), Construtora ARG (900 mil reais), Copasa (estatal de saneamento, 550 mil reais), Banco Credireal (350 mil reais), Loteria Mineira (estatal de loterias, 300 mil reais) e Banco Rural (800 mil reais).”
Matéria Completa, ::AQUI::

 Brasil Brasil

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Justiça autoriza primeiro casamento gay do Estad


A Justiça do Espírito Santo acaba de autorizar o primeiro casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Consultado pelo tabelião de registro civil sobre a pretensão de duas estudantes da cidade, que pretendiam ver oficializada sua união homoafetiva, o juiz Menandro Taufner Gomes, da Vara da Fazenda Pública de Colatina, região Noroeste do Estado, autorizou o casamento civil, porém, restringiu a união religiosa às convicções pessoais, de direito de crença e credo, das pretendentes.

O Ministério Público Estadual deu parecer contrário à pretensão das duas jovens colatinenses, alegando que, para realizar o casamento civil homoafetivo, haveria necessidade da prévia existência de união estável e que, portanto, deveria se restringir apenas a esta hipótese. Sobre isso, o magistrado foi incisivo em sua decisão:

“Por isonomia, seguindo esta ótica, também o casamento civil entre pessoas de sexo oposto somente poderia se realizar havendo prévia união estável. Rejeito a impugnação, deferindo a permissão para o registro do casamento civil, decorrente de relação homoafetiva, após deferida a habilitação junto à autoridade competente”.
O juiz de Colatina, ao finalizar sua decisão, salientou que “o reconhecimento da possibilidade de matrimônio para pessoa do mesmo sexo, vem para evitar que injustiças sociais continuem acontecendo, como, por exemplo, o não reconhecimento de direitos previdenciários, alimentos, direitos sucessórios, direito de habitação e, principalmente, o tratamento digno no âmbito social e familiar”.
STF
O primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo no Brasil foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal no dia 25 de outubro de 2011, quando os ministros da 4ª Turma rejeitaram decisão anterior do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul contrária à pretensão de duas mulheres do Estado.
A união estável entre pessoas do mesmo sexo foi reconhecida pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), nos dias 4 e 5 de maio de 2011, ao julgarem a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4277 e a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132. As ações foram ajuizadas na Corte, respectivamente, pela Procuradoria-Geral da República e pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.
O julgamento começou na tarde do dia 4, quando o relator das ações, ministro Ayres Britto, votou no sentido de dar interpretação conforme a Constituição Federal para excluir qualquer significado do artigo 1.723 do Código Civil que impeça o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar.
O ministro Ayres Britto argumentou que o artigo 3º, inciso IV, da Constituição Federal, veda qualquer discriminação em virtude de sexo, raça, cor e que, nesse sentido, ninguém pode ser diminuído ou discriminado em função de sua preferência sexual. “O sexo das pessoas, salvo disposição contrária, não se presta para desigualação jurídica”, observou o ministro, para concluir que qualquer depreciação da união estável homoafetiva colide, portanto, com o inciso IV do artigo 3º da CF

@tamarafreire
http://tamarafreire.wordpress.

 Fonte A Vida como Mulhercom

domingo, 29 de julho de 2012

Consumidores recebem produtos gratuitamente caso encontrem mercadorias fora do prazo

29/07/2012 - 11h22

Douglas Corrêa
Da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O Procon do Rio de Janeiro, em parceria com a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ) e com o Núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria Pública, irá assinar, amanhã (30), acordo que garante ao consumidor o direito de receber gratuitamente outro produto caso encontre nos supermercados produtos que estejam com o prazo de validade expirado. Se não existirem mais unidades deste item, ele deverá receber um outro que seja equivalente.
De acordo com a secretária municipal de Defesa do Consumidor, Solange Amaral, a campanha “Todos de Olho na Validade” é uma forma de alertar o consumidor sobre a importância de se verificar a validade dos produtos, além de uma ser uma garantia de bem estar para si e para sua família. “A iniciativa faz com que os supermercados zelem para não ter dentre as suas prateleiras quaisquer produtos, especialmente alimentícios, que estejam vencidos”, disse Solange.
Cerca de 500 lojas que integram as redes de supermercado participarão da campanha em todo o município, que começará a valer no dia 15 de agosto. Segundo a secretária, o acordo vai trazer muitos benefícios para a população.
“Essa é uma conquista significativa, porque vai educando o consumidor para questões de defesa de sua saúde e, ao mesmo tempo, amplia o compromisso que o comércio e os fornecedores de alimento têm com os cidadãos. O Código de Defesa do Consumidor – que vai completar 22 anos no Brasil - é um dos melhores do mundo, e nós precisamos avançar mais e mais na defesa dos direitos da população”, acrescentou Solange.
 Edição: José Romildo
 Fonte Agencia Brasil

domingo, 22 de julho de 2012

justiça do trabalho Ginástica laboral rende horas extras a trabalhadora

 22/07/2012
Exigência da empresa, a participação na ginástica laboral rendeu a uma trabalhadora o pagamento, como hora extra, do tempo gasto em exercícios físicos nas dependências da Pepsico do Brasil Ltda. A empresa recorreu contra a condenação, mas a 6ª turma do TST não conheceu do recurso de revista. Apesar de não ter sido julgado o mérito da questão, a decisão é definitiva, por não estar mais sujeita a recurso.
Com horário de trabalho das 22h30 às 6h, a autora da ação contou, em seu depoimento, que antes de registrar o ponto ela trocava de roupa e fazia a ginástica laboral por determinação da empresa. A informação foi confirmada, em juízo, por testemunha da empresa.
A Pepsico foi condenada logo na primeira instância a pagar como tempo extraordinário os vinte minutos diários gastos pela empregada: dez minutos pela troca de uniforme e os outros dez referentes à ginástica laboral obrigatória. A sentença foi mantida pelo TRT da 9ª região, ao julgar o recurso interposto pela empregadora.
O TRT considerou que o tempo despendido para a ginástica é considerado como à disposição da empregadora - conforme artigo 4º da CLT -, devendo ser por ela suportado. Para isso, valeu-se dos depoimentos de testemunhas e do entendimento de que o uniforme era utilizado exclusivamente para o desenvolvimento das atividades e consistia numa exigência da empregadora. A ginástica laboral era realizada nas dependências da empresa e era atividade obrigatória aos empregados, ocorrendo em horário anterior ao registro da jornada nos cartões de ponto.
A empresa, então, interpôs recurso ao TST, alegando não ser admissível que o intervalo utilizado para participação voluntária em atividade física e o tempo reconhecidamente gasto com a finalidade exclusiva de troca de roupa seja considerado como à disposição - "na medida em que o beneficiário é o próprio trabalhador", frisou.
TST
Segundo a ministra Kátia Magalhães Arruda, relatora do recurso de revista, a decisão do TRT está em consonância com o entendimento do TST, concretizado na súmula 366, a qual define que, ao ser ultrapassado o limite de cinco minutos, a totalidade do tempo que exceder a jornada normal de trabalho será considerada como extra. Nesse sentido, a ministra acrescentou ser "indiferente a destinação dos minutos residuais para troca de uniforme, alimentação e higiene pessoal ou outros fazeres".
Dessa forma, a 6ª turma concluiu que, estando a decisão do TRT conforme o entendimento sumulado do Tribunal, era inviável o conhecimento do recurso por violação da lei e divergência jurisprudencial, conforme o artigo 896, parágrafo 4º, da CLT e a súmula 333 do TST.
Veja a íntegra da decisão.

Racismo contra menina de 4 anos deixa mãe revoltada; filha foi chamada de ‘preta horrorosa’


Menina foi ofendida por avó de garoto que se revoltou com o fato de o neto ter dançado quadrilha com uma criança negra. Polícia vai investigar o caso


“Quero saber por que deixaram uma negra e preta horrorosa e feia dançar quadrilha com meu neto.” Foi assim, segundo o que já foi apurado pela polícia, que a avó de um aluno de uma escola infantil particular em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, se referiu a uma menina de 4 anos, em um caso de crime de racismo que revoltou funcionários do Centro de Educação Infantil Emília e levou a mãe da criança a denunciar a mulher à polícia. A diretora da escola foi acusada de não ter feito nada para impedir as ofensas racistas e ainda ter tentado abafar o caso.

O episódio ocorreu dia 10, mas somente ontem, apoiada pela organização não governamental SOS Racismo, a mãe da menina, a atendente de marketing Fátima Viana Souza, revelou detalhes do caso. Ela só ficou sabendo das agressões à filha porque a professora Cristina Pereira Aragão, de 34 anos, que testemunhou tudo, inconformada com a situação e com a falta de ação da diretora da escola, pediu demissão e procurou a família da menina para denunciar o que ocorreu. Outra professora confirmou aos pais da criança a denúncia feita por Cristina.

Fátima lembrou que a festa junina foi no sábado, dia 7, e que toda a sua família foi para prestigiar a menina. Na terça-feira, dia 10, a avó do garoto, de acordo com o que consta no boletim de ocorrência policial ao qual o Estado de Minas teve acesso, invadiu a escola aos gritos querendo saber por que deixaram uma “negra horrorosa” dançar com o neto dela. “Minha filha presenciou tudo e foi chamada de preta feia. Os coleguinhas da sala ao lado escutaram e foram ver o que estava acontecendo”, disse a mãe, chorando. “Minha filha ficou quieta num canto da sala e a professora a defendeu dizendo que a atitude daquela mulher era crime. Mesmo assim, minha filha continuou sendo insultada”, disse Fátima.

A mãe disse ainda que não foi informada do ocorrido. No dia, seu marido buscou a filha na escola e tudo parecia normal. Ela lembrou que naquela terça-feira a menina chegou perturbada da escola, não jantou e não conseguiu dormir. “Achei que ela tivesse brincado demais e estava cansada”, disse Fátima. No dia seguinte, a menina vomitou na sala de aulae a diretora alegou para os pais que ela havia comido muitos salgados num piquenique da escola. A professora, que já havia pedido demissão, procurou os pais e contou o que havia acontecido.

“Fiquei desesperada. Foi horrível. Acho que a minha filha vomitou de medo. Conversei com ela, que repetia o tempo todo que não fez nada, se sentindo culpada. O racismo contra um adulto é intolerável. Contra uma criança indefesa, pior ainda. E eu não estava lá no momento para defender a minha filha”, lamentou Fátima, que vai tirar a menina da escola e quer que a agressora seja punida. “Vou lutar na Justiça pela minha filha e por tantas outras crianças negras que passam pela mesma situação e não é feito nada”, disse. Fátima informou que vai providenciar atendimento psicológico para a filha. “Ela está se achando inferior, que o bom é ser de outra cor”, concluiu.

Indignação e demissão

A professora Cristina contou ter ficado indignada com a falta de atitude dos responsáveis pela escola e pediu demissão. “A diretora disse que não iria comunicar nada aos pais da menina, nem chamar a polícia, pois esse tipo de problema acontece em qualquer escola e que se fosse brigar com toda família preconceituosa não teria ninguém estudando na sua escola. Fiquei revoltada e preferi me desligar da escola para não ser conivente com um ato criminoso”, disse Cristina. Ela acrescentou que tentou evitar que a menina escutasse as ofensas, mas a mulher apontou o dedo em seu rosto e a mandou ficar calada, afirmando que a professora recebia salário para dar aula para o neto dela.

O delegado da 3ª Delegacia de Polícia de Contagem, Antônio Fradico de Araújo, instaurou inquérito e vai intimar a avó do garoto, identificada apenas como Mariinha, e os demais envolvidos na ocorrência para prestar depoimento. A Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial de Contagem acionou os órgãos de defesa dos direitos humanos e também o Ministério Público Estadual, pedindo providências.

Agravantes

O advogado do SOS Racismo e professor de direito da PUC Minas, José Antônio Carlos Pimenta, esclarece que a pena para o crime de racismo pode chegar a nove anos de prisão. Mas, no caso da menina ofendida em Contagem, a Justiça pode considerar injúria racial, que tem pena de no máximo três anos. “Mas há dois agravantes nesse caso e a pena pode aumentar. O crime foi cometido dentro de uma escola e a vítima é menor de 18 anos”, disse o advogado. A responsável pela escola também pode responder civilmente, pois ela tinha o dever legal de proteger a menina, analisou o advogado. A diretora, do Centro de Educação Infantil Emília, Joana Reis Belvino, foi procurada pelo EM, mas se recusou a comentar o caso. A polícia não forneceu informações que permitissem identificar e localizar a mulher denunciada por racismo.

Fonte: Estado de Minas/ Terra Brasilis

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Após tumulto e vandalismo, Mocidade é declarada campeã do Carnava


DE SÃO PAULO
Após confusão que interrompeu a apuração do Carnaval de São Paulo, a Mocidade Alegre foi declarada a campeã de 2012. A escola foi a única a tirar nota 10 em todos os quesitos.
A agremiação desfilou com enredo baseado no livro "Tenda dos Milagres", de Jorge Amado, para tratar de temas como a escravidão e a cultura afro-brasileira. Este é o oitavo título da história da escola.

Torcedores lotam a quadra da Mocidade Alegre
Torcedores lotam a quadra da Mocidade Alegre nesta terça
O resultado da apuração foi divulgado na noite de hoje por Paulo Sérgio Ferreira, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba e da Vila Maria.
Segundo ele, foi feita uma votação para definir como seria o resultado: 7 dos 12 presidentes de escola aprovaram a manutenção das notas até o momento da interrupção. Os cinco votos vencidos queriam a anulação da apuração.
À tarde, durante a apuração das duas últimas notas das escolas, um integrante da Império de Casa Verde invadiu a área onde as notas eram lidas, pegou e rasgou os documentos. A confusão se espalhou, e um carro alegórico que estava estacionado em um pátio do sambódromo foi incendiado.
Segundo a polícia, o rapaz que invadiu a área da apuração é Tiago Ciro Tadeu Faria, 29. Ele acabou detido depois, com outras quatro pessoas. O advogado dele, Eduardo Moraes, foi à delegacia mas não quis dar entrevista.
Enquanto os suspeitos eram ouvidos e representantes das escolas discutiam o resultado a apuração, integrantes da Mocidade comemoravam o resultado antecipadamente, na quadra da escola. Como a definição demorou, a festa foi cancelada.

Em segundo lugar, ficou a Rosas de Ouro, seguida por Vai-Vai, Mancha Verde e Unidos de Vila Maria. As cinco escolas devem voltar ao sambódromo na sexta (24) para o desfile das campeãs, com as duas primeiras colocadas do Grupo de Acesso.
Sebastião Moreira-18.fev.12/Efe
Carro alegório da Mocidade Alegre, campeã do Carnaval de São Paulo; veja fotos do desfile
Carro alegório da Mocidade Alegre, campeã do Carnaval de São Paulo; veja mais fotos do desfile

Unidos de Vila Isabel leva o prêmio Estandarte de Ouro 2012

Império Serrano ganha prêmios de melhor escola e melhor samba do Grupo de Acesso
RIO - Depois de duas noites de encantamento e de muita atenção aos defiles, os 11 jurados do Estandarte de Ouro estão reunidos na manhã desta terça-feira para definir os vencedores do prêmio, criado pelo jornalistas do GLOBO há 40 anos. A Unidos de Vila Isabel venceu na categoria melhor escola de samba do carnaval 2012, com o enredo “Você Semba Lá... Que Eu Sambo Cá. O Canto Livre de Angola!”.
Última escola a se apresentar na primeira noite de desfiles, a Vila Isabel iluminou a avenida com carros belíssimos e em tom dourado, que deu um brilho extra ao nascer do dia. Em sua primeira incursão pelo tema África, a carnavalesca Rosa Magalhães conseguiu mostrar até um navio negreiro de forma leve, colorida e diferente. Empolgado com a performance da comissão de frente - que reproduzia o deslocamento de animais e homens na savana africana -, o público do setor um saudou a escola com gritos de “é tricampeã”. Além da beleza, encantou também a criatividade da escola. A porta-bandeira, Rute Alves, por exemplo, carregava nas costas um boneco fazendo as vezes de um bebê. E no setor um, as alas das girafas e dos pássaros, compostas de armações leves sobre os ombros dos integrantes, se destacavam.
Império Serrano, a melhor do Acesso
A Império Serrano abocanhou duas premiações: melhor escola e melhor samba-enredo do Grupo de Acesso, composto por Arlindo Cruz, Arlindo Neto e Tico do Império, em homenagem a Dona Ivone Lara.
A Portela levou o Estandarte de Ouro pelo samba “... E o povo na rua cantando. É feito uma reza, um ritual”, de Wanderley Monteiro, Luiz Carlos Máximo, Toninho Nascimento e Naldo. A União da Ilha venceu com a melhor Comissão de Frente.
Oscar do carnaval
Considerado o "Oscar do carnaval carioca", o Estandarte de Ouro foi criado em 1972 . De lá para cá, distribuiu 622 troféus às mais diversas agremiações. Atualmente, são 16 as categorias agraciadas. O júri desde ano é formado por Adelzon Alves, Aloy Jupiara, Argeu Affonso, Dorina, Felipe Ferreira, Haroldo Costa, Luís Filipe de Lima, Lygia Santos, Marcelo de Mello, Carlinhos de Jesus e Isabela Capeto
Fonte: O Globo

 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

MP acompanha ações que serão desenvolvidas durante o carnaval


Em reunião, membros do Ministério Público foram informados sobre segurança e acesso de menores a evento no Lago Ernani Machado

Os detalhes envolvendo a organização do Carnaval Popular em Lucas do Rio Verde foram passados em reunião aos integrantes do Ministério Público Estadual no município. Representantes da Polícia Militar, Conselho Tutelar e da coordenação do evento apresentaram ao promotor de Justiça Kledson Dionysio de Oliveira como atuarão para evitar que crianças e adolescentes compareçam ao Lago Ernani Machado nas noites de sexta, sábado e segunda-feira. Durante as matinês, no domingo e terça-feira, a participação é liberada.

As maiores preocupações do MPE são relacionadas à presença dos menores em horários impróprios e acesso a bebidas. O promotor de justiça estabeleceu como importante a definição das diretrizes que regulamentem o acesso dos menores no evento. “O que o MP busca é coibir ao máximo o fornecimento de bebidas alcoólicas, a exposição de menores em situação de risco, como violência, e presença em locais inadequados a sua idade e condição”, pontuou o promotor, advertindo que os organizadores de eventos, sejam públicos ou particulares, podem sofrer sanções caso sejam registradas irregularidades.

A expectativa dos organizadores do carnaval popular é que de 6 a 8 mil pessoas compareçam ao Lago Ernani Machado nos dias do evento. O secretário de Esportes, Cultura e Lazer, Carlos Antunes , reforçou a orientação de que os menores estão proibidos de participar na sexta, sábado e segunda-feira. Além disso, ele pediu que as pessoas ao se dirigirem ao local do evento portem documento com foto, comprovando sua identificação as autoridades envolvidas para garantir a segurança pública. Ainda no sentido de assegurar a integridade física dos foliões, a orientação é que as pessoas evitem levar bebidas de garrafa. “Vão ser retidas no local”, garantiu, lembrando que duas barreiras serão montadas na Avenida Tocantins, como ocorreu em 2011.

Em relação a segurança, a coordenação informou que cerca de 40 homens foram contratados. Eles vão se unir ao efetivo da Polícia Militar e Guarda Municipal. O comandante do 13º BPM, major Cunha, informou que a corporação inicia hoje uma operação preventiva, justamente para garantir a segurança e a ordem no município. “Vai ter um aparato de segurança como nos anos anteriores de maneira mais eficaz, mais aperfeiçoada”, assegurou o oficial.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Esquente para o Carnaval nos ensaios das escolas de samba

DE SÃO PAULO

O Carnaval se avizinha e, por todos os lados, pululam opções para cair na folia.
  • Aos que têm vocação para a avenida, a dica é curtir um ensaio de escola. Destaque para a Vai-Vai, atual campeã, que ferve às quintas, e para a novata Dragões da Real, que bomba aos sábados.
Confira a seguir um roteiro com as escolas do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo que ainda promovem ensaios.
ENSAIOS DE ESCOLAS DE SAMBA
Zanone Fraissat/Folhapress
Musa da Mancha Verde, Juju Salimeni participa de ensaios da escola, que sai na sexta-feira (17)
Musa da Mancha Verde, Juju Salimeni participa de ensaios da escola, que neste ano desfila na sexta-feira (17)
Acadêmicos do Tucuruvi
Vice-campeã em 2011, a escola canta sobre raízes africanas e folia de Carnaval. A modelo Caroline Bittencourt é a madrinha da bateria e costuma aparecer nos ensaios.
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Águia de Ouro
A escola parece ter absorvido a verve roqueira do vizinho Sesc Pompeia. Nos ensaios, sambe com a rainha de bateria Valeska Popozuda e decore o enredo sobre suingue e "paz e amor".
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Dragões da Real
Debutando na elite do Carnaval paulistano, a escola agrega membros da homônima torcida organizada do São Paulo Futebol Clube e torcedores do time, às quintas e aos sábados.
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Gaviões da Fiel
A quadra é grande e tem camarotes que formam um tipo de mezanino. A escola homenageia, neste ano, o ex-presidente Lula, e desfila com nomes como Sabrina Sato e Fábio Assunção.
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Daniel Marenco/Folhapress
Festa no ensaio da Vai- Vai na rua ao lado da quadra da escola, no Bexiga, na quarta (1), em comemoração da título do ano passado --o 14º da escola-- do Carnaval de São Paulo.
Festa no ensaio da Vai-Vai, na rua ao lado da quadra da escola de samba, no bairro do Bexiga, em comemoração do título de 2011
Império de Casa Verde
Prefira o sábado para curtir o ensaio da escola, que busca se recuperar do mau resultado em 2011 com enredo que narra a evolução das civilizações, com menções ao Egito e à tecnologia.
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Mancha Verde
No grupo especial desde 2005, a escola busca o primeiro título cantando sobre entidades do candomblé. Em sua maioria torcedores do Palmeiras, os foliões se regozijam também com shows de sambistas aos sábados --na terça (14) é a vez da Turma do Pagode.
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Mocidade Alegre
Também situada no bairro da Casa Verde, a escola ensaia às sextas e aos domingos, e recebe principalmente famílias de moradores locais para cantar a religiosidade afro-baiana.
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Pérola Negra
Com enredo que mescla a Amazônia à Vila Madalena, a escola atrai muitos frequentadores do bairro boêmio que, invariavelmente, extrapolam a quadra e lotam a rua em grande festa.
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Rosas de Ouro
Os ensaios já ganharam status de balada na zona norte. A festa rola de quarta, sábado e domingo, mas esquenta mesmo no meio da semana. A modelo Ellen Roche e o empresário Roberto Justus, mencionado no enredo, são presenças constantes.
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Tom Maior
A escola cai na avenida neste ano cantando a paz. Os ensaios atraem foliões e seus filhos, que têm uma área de recreação exclusiva.
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Unidos de Vila Maria
A escola da musa paraguaia Larissa Riquelme tenta o título cantando sobre as obras artesanais criadas por Deus e pelos homens. Priscila Bonifácio, rainha da bateria, costuma aparecer nos ensaios, que fervem às sextas.
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Henry Romero - 20.jul.11/Reuters
Destaque da Unidos de Vila Maria, a paraguaia Larissa Riquelme faz pose durante jogo da seleção de seu país na Copa América de 2011
Destaque da Unidos de Vila Maria, Larissa Riquelme faz pose durante jogo do Paraguai na Copa América de 2011
Vai-Vai
A agremiação da Bela Vista busca o bicampeonato exaltando, em seu samba-enredo, a força das mulheres, e atrai multidões à rua da quadra às terças, às quintas --melhor dia-- e aos domingos.
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X-9 Paulistana
Com a reputação de melhor ensaio da zona norte aos domingos, a escola tem comida e bebida dentro da quadra e nas barracas externas, e os membros da agremiação esbanjam simpatia.
Informe-se sobre o evento

Fonte: Folha.com