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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Ditadura Militar: Itamaraty enviará 4 toneladas de documentos à Comissão da Verdade

O Itamaraty vai fornecer 4 toneladas de documentos à Comissão Nacional da Verdade. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse hoje (10) que os documentos do ministério do período da ditadura militar não foram destruídos e que enviará o acervo para os membros da comissão.


A documentação do período, composta por 132 caixas, já foi entregue ao Arquivo Nacional entre 2006 e 2007. De acordo com o coordenador da comissão, ministro Gilson Dipp, a cooperação com Itamaraty vai ajudar na investigação de fatos ocorridos fora do Brasil.

“Sabemos que houve no exterior, no período da repressão, em embaixadas e consulados, diplomatas que colaboraram vigiando pessoas que estavam exiladas. O Itamaraty deve ter uma gama de documentos, vamos abrir todos os arquivos para investigar”, afirmou Dipp. O ministro destacou que a Operação Condor está na pauta da comissão.

A Comissão Nacional da Verdade também assinou hoje convênio de trabalho com a Comissão Estadual da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo.

domingo, 8 de julho de 2012

ANOS DE CHUMBO - 50 anos de prisão para Videla.

Que nos sirva de exemplo: 50 anos de prisão para Videla


Após quinze meses de debate, o Tribunal Oral Federal 6 da Argentina condenou o ditador Jorge Rafael Videla por “subtração, retenção e ocultamento” em vinte casos de filhas e filhos de desaparecidos durante a última ditadura cívico-militar. Além disso, o tribunal definiu o roubo de crianças como um plano sistemático, produto de uma prática organizada desde a cúpula do poder militar. As Avós da Praça de Maio e as famílias seguem buscando os netos que ainda não recuperaram suas identidades.
Página/12

Buenos Aires - Após quinze meses de debate, o Tribunal Oral Federal 6, integrado pelos juízes María del Carmen Roqueta, Julio Luis Penala e Domingo Altieri, condenou os ditadores Jorge Rafael Videla e Reynaldo Benito Bignone por “subtração, retenção e ocultamento” de filhas e filhos de desaparecidos durante a última ditadura cívico-militar, em 20 e 31 casos, respectivamente. O tribunal também condenou a 30 e 40 anos de "prisão e inabilitação absoluta" pelo mesmo prazo da condenação os repressores Antonio Vañek e Jorge "El Tigre" Acosta. Além disso, o tribunal definiu o roubo de crianças como um plano sistemático, produto de uma prática organizada desde a cúpula do poder militar.

Durante os quinze anos de investigação judicial que precederam o julgamento, foram obtidos muitos testemunhos, mas um dos mais reveladores foi o da neta Victoria Montenegro, que denunciou a cumplicidade do promotor Juan Martín Romero com seu apropriador, o ex-coronel Herman Tetzlaff e sua esposa María del Carmen Duartes.

Antes da sentença, Montenegro, que se reencontrou com sua família em 2001, assegurou que “chamar as coisas pelo seu nome vai fazer bem para todos”, referindo-se à expectativa de que o tribunal definisse como “plano sistemático” o roubo de bebês. “Este julgamento fecha muitos anos de luta sustentada pelas Avós da Praça de Maio”, sustentou.

Para a jovem, que este ano também recuperou os restos de seu pai, graças ao trabalho da Equipe Argentina de Antropologia Forense, o significado de alcançar justiça “serve para reparar feridas, ainda que saibamos que falta muito a fazer, sabemos que faz parte da batalha cultural que estamos travando”.

Entre as 35 apropriações há nomes de pessoas que nasceram em cativeiro e uma pequena proporção de apropriados ou dados em adoção logo depois de serem sequestrados com seus pais. Das 35 crianças, 26 recuperaram a identidade. Destes, 20 testemunharam no julgamento.

As avós e famílias seguem buscando os que faltam. Seus nomes ontem estavam registrados em um panfleto distribuído pelas Avós da Praça de Maio no julgamento: são Guido Carlotto, Ana Libertad Baratti de la Quadra, Clara Anahí Mariani Teruggi; o/a filho/a de Gabriela Carriquiriborde e Jorge Repetur; Martín Ogando Montesano: Victoria Petrakos Castellini; a filha de María Moyano e Carlos Poblete e a filha de Ana Rubén e Hugo Castro que “continuam vivendo com uma identidade falsa”.

Tradução: Katarina Peixoto
Fonte: Carta Maior
Fonte Blog de um sem Mídia

Fotos comprovam que morte de guerrilheiro foi omitida por 20 anos


'Estado' descobre imagens de Ruy Carlos Berbert em pasta do Arquivo Nacional

Alana Rizzo e Leonencio Nossa, O Estado de S. Paulo

Imagens até agora inéditas do corpo do guerrilheiro Ruy Carlos Vieira Berbert, desaparecido em janeiro de 1972, aos 24 anos, revelam que, por duas décadas, três governos militares e dois civis sabiam de sua morte numa cadeia de Natividade, hoje município do interior do Tocantins, e nunca informaram o fato a seus parentes.

Por meio da Lei de Acesso  à Informação, que liberou documentos antes mantidos em sigilo, o Estado localizou seis fotografias de Berbert morto. Uma pasta de imagens do Arquivo Nacional mostra que o Centro de Informações do Exército, principal órgão de repressão à luta armada, identificava o guerrilheiro oficialmente e de forma correta já em janeiro de 1972.”
Matéria Completa, ::AQUI::
 Brasil Brasil

terça-feira, 3 de julho de 2012

Leia o livro: 1961 - O golpe derrotado

1961 - O GOLPE DERROTADO
Flávio Tavares
Durante treze dias, em 1961, o Brasil viveu uma situação de guerra civil de facto, com mobilização de tropas e ordens de bombardeio aéreo. Este livro conta como um movimento de rebelião popular paralisou e derrotou o golpe de Estado dos ministros do Exército, Marinha e Aeronáutica e evitou a guerra­ civil. Escrito por um jornalista que testemunhou e participou do Movimento da Legalidade junto a Leonel Brizola,­ então governador­ do Rio Grande do Sul, aqui estão as peripécias­ da rebelião. Da astúcia de emitir dinheiro próprio para enfrentar­ uma situação de guerra, até o poder do rádio desafiando­ as armas, tudo está aqui, no estilo atraente e leve de Flávio Tavares,­ como se os fatos desfilassem à nossa frente.
OS TREZE DIAS QUE MUDARAM O BRASIL
Mais do que o retrato, aqui está a reconstituição do movimento popular-militar que, em 1961, derrotou o golpe de Estado dos ministros do Exército, Marinha e Aeronáutica, após a renúncia do presidente Jânio Quadros. Testemunha e participante do Movimento da Legalidade, Flávio Tavares vai além da descrição do jornalista que tudo acompanhou. A partir das peripécias da rebelião que Leonel Brizola iniciou no Sul, surge neste livro o lado humano e o perfil psicológico dos personagens envolvidos numa trama pelo poder que levará alguns deles ao golpe militar de 1964.
Aqui, um episódio fundamental da História recente é narrado como um ágil romance de ação: cada gesto desemboca no inesperado e leva o leitor a esperar o fato seguinte, ansioso por saber como o golpe de 1961 se desfaz e João Goulart chega à Presidência da República.
Este livro reabilita o poder da palavra e mostra como a Cadeia de Rádio da Legalidade conduz a população à rua, desafia a ameaça de bombardeio, mobiliza a opinião pública país afora e, no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, acaba por integrar o próprio Exército à Legalidade.
Tal qual nos demais livros do autor, a memória é o fio condutor que desnuda detalhes e revela a face oculta de tudo, com uma surpresa a cada passo.
Este livro segue o ritmo profundo do estilo leve que, durante décadas, Flávio Tavares reservou à crônica política, até que O dia em que Getúlio matou Allende (2004) consolidou o caminho iniciado com Memórias do esquecimento, que o descobriu para a literatura em 1999.
Para avaliá-lo, basta a opinião, sobre seu primeiro livro, de dois escritores contemporâneos – o português José Saramago, Prêmio Nobel de Literatura, e o argentino Ernesto Sabato:
Saramago o qualificou de “magistral” e frisou: “Li-o de uma assentada só, sem poder parar”.
Sabato o chamou de “novo Dostoiévski” e viu na obra “o relato vivo de um inferno apenas entrevisto por Dante, Rimbaud e o próprio Dostoiévski”.
Divulgue e acesse o Blog da Dilma: www.blogdadilma.blog.br

quarta-feira, 27 de junho de 2012

ANOS DE HORROR . Serviço Nacional de Informação "encontra" RG falso de Dilma Rousseff


 
Josie Jeronimo
Publicação: 27/06/2012 07:34 Atualização:

Iara morreu aos 27 anos durante uma ação policial em Salvador: família conseguiu provar na Justiça a tese de homicídio (Reprodução)
Iara morreu aos 27 anos durante uma ação policial em Salvador: família conseguiu provar na Justiça a tese de homicídio


Um documento da agência de Salvador (BA) do Serviço Nacional de Informação (SNI), de setembro de 1971, detalha a operação que resultou na morte de Iara Iavelberg e registra que a psicóloga e última companheira do ex-capitão Carlos Lamarca trazia na bolsa, no dia de sua morte, uma das carteiras de identidade falsas usada por Dilma Vana Rousseff durante a ditadura. De acordo com o relatório, que faz parte do acervo do Arquivo Nacional, aberto ao público desde a semana passada, ao revistar os pertences de Iara, os agentes que participaram da “Operação Pajussara”, no bairro Pituba, em Salvador, encontraram o documento e pediram informações sobre o nome “Maria Lúcia dos Santos” à Agência Rio de Janeiro (ARJ), do SNI.

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Reprodução da fotografia da parede do banheiro com a marca da bala que matou Iara: registro histórico (Reprodução)
Reprodução da fotografia da parede do banheiro com a marca da bala que matou Iara: registro histórico

 
A agência respondeu que o registro era de Dilma, conforme trecho do documento: “Ela (Iara) deu um tiro em si, vindo a falecer a caminho do hospital. Em sua bolsa foi encontrada a carteira de identidade da Guanabara (possivelmente falsa) de Maria Lúcia Ribeiro dos Santos.(…) Quanto a Maria Lúcia Ribeiro dos Santos, consta Maria Lúcia dos Santos, nome falso de Dilma Vana Rousseff Linhares, codinome Luiza, Estela e Maria Lúcia, filha de Pedro Rousseff e Dilma Rousseff, natural de Belo Horizonte, casada com Cláudio Galeno Linhares. Pertenceu a CMP, ao Colina e a Var-Palmares, constituindo como presa desde junho de 1970". Documentos do SNI registram que Dilma teria usado identidade falsa com o nome de Marina Guimarães Garcia de Castro, além do Maria Lúcia dos Santos. Os codinomes Estela, Wanda e Luiza também constam nos registros.

 Fonte Correio  Correio Brasiliense

Ex-delegado do Dops diz à Comissão da Verdade que incinerou corpos em usina

  Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, o ex-delegado do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) Cláudio Guerra reafirmou os crimes que cometeu durante a ditadura militar (1964-1985). Entre as denúncias, relatadas no livro Memórias de uma Guerra Suja, está a incineração de corpos de militantes de esquerda na Usina Cambaíba, em Campos dos Goytacazes, no norte do Rio de Janeiro.

De acordo com o coordenador da comissão, ministro Gilson Dipp, durante a oitiva, Guerra sugeriu que o grupo ouvisse algumas pessoas citadas por ele no livro. Em entrevista ao programa Observatório da Imprensa, da TV Brasil, Guerra fez um apelo aos militares que atuaram com ele durante o regime militar para que falassem sobre os crimes cometidos.
As denúncias de incineração de cadáveres feitas por Guerra estão sendo investigadas pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal. Perguntado sobre a possibilidade de as investigações atrapalharem os trabalhos da Comissão da Verdade, Dipp disse apenas que é necessário esclarecer que o grupo não é jurisdicional ou persecutório, nem trabalha visando a fornecer dados para o Ministério Público.
“O Ministério Público trabalha numa linha própria e eu não conheço nenhum detalhe. Se vai prejudicar, em um momento desses as pessoas podem ter algum temor”, disse o ministro.
Dipp informou ainda que pretende convocar o tenente-coronel reformado Paulo Malhães, que em entrevista ao jornal O Globo nesta segunda-feira (25), disse que jacarés e uma jiboia eram usadas para torturar presos políticos. “Em uma conversa informal, demonstrei minha opinião de que devemos ouvi-lo. [Malhães] é alguém que estará na nossa pauta para oitiva”.
Fonte: Agência Brasil