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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Plano de saúde deve fornecer tratamento de quimioterapia hormonal a paciente

O juiz de Direito Rodrigo Galvão Medina, da 9ª vara cível de SP, concedeu liminar e determinou que a Sul América Saúde forneça tratamento de quimioterapia hormonal a mulher com câncer de mama. A administração do tratamento é domiciliar.

A seguradora negava oferecer o tratamento alegando que a dosagem prescrita (500mg) a paciente ainda não possuía respaldo da ANS, o que configuraria a hipótese de "tratamento experimental" vedado pelo contrato.
Em caráter emergencial e efetivando-se um juízo valorativo meramente perfunctório dos elementos de convicção que vêm de acompanhar a investida da autora, ainda nesta fase processual postulatória do feito, DETERMINO que a ré forneça ‘(...) guias para imediata administração de FASLODEX, enquanto houver indicação médica, nos exatos moldes conforme prescrito na inclusa receita médica, no prazo de 5 dias’. E tal, sob pena de, em não o fazendo, incidir numa multa pecuniária diária em benefício da autora pelo descumprimento da determinação acima consignada, da ordem de R$ 1.000,00 até o limite de R$ 50.000,00”.
O advogado Eliezer Rodrigues F. Neto, da banca Rodrigues de França Neto Advogados, representa a paciente no caso.
Fonte;Migalhas Quente

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

ANS divulga lista de operadoras de planos de saúde que serão fechadas


30/11/2012 - 19h09

Da Agência Brasil
Brasília - A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou a lista de operadoras de planos de saúde que terão as atividades encerradas por causa de graves problemas econômico-financeiros e administrativos. Os usuários desses convênios têm até 60 dias para solicitar a portabilidade especial de carências para outras operadoras.
Este tipo de portabilidade, em vigor desde abril de 2011, possibilita ao usuário mudar para um convênio compatível com o anterior em situações especiais. São permitidas as trocas nos seguintes casos: quando a operadora tem o registro cancelado pela ANS, está em processo de falência ou por causa da morte do titular do plano.
Nessas situações, o consumidor tem algumas vantagens, como trocar de plano de saúde independentemente do mês de aniversário do contrato, fica desobrigado de cumprir a permanência mínima no plano e novas carências e o preço do novo plano deve ser igual ou menor que o antigo.
A lista com as operadoras que serão fechadas pode ser conferida aqui.
Edição: Carolina Pimentel

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Secretaria Municipal de Saúde de Lucas do Rio Verde terá novo secretário

 

 
Secretaria Municipal de Saúde de Lucas do Rio Verde terá novo secretário
O prefeito em exercício Joci Piccini anunciará amanhã (13), o nome do novo secretário municipal de Saúde de Lucas do Rio Verde.
 
 
Pascoal de Oliveira Junior deixou o cargo na manhã de hoje (12), após quase quatro anos de trabalho.
 
 
Segundo Piccini, o ex-secretário foi responsável por importantes avanços na saúde municipal, que fizeram do serviço referência no Estado de Mato Grosso.

O novo secretário assume o cargo amanhã (13), com a missão de dar continuidade aos projetos como a construção de novas unidades e melhorar o atendimento a população. 

 Fonte; Cenariomt

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Operadora de saúde é proibida de promover migração de plano por idade

A 32ª vara Cível do Fórum Central de São Paulo proibiu que uma operadora de saúde promova mudança de plano, em razão de faixa etária, de pessoas com idades iguais a 59 anos. A operadora terá de devolver os valores pagos a mais pelos conveniados após o aumento indevido, sob pena de multa de R$ 50 mil por consumidor. A ACP foi movida pelo MP/SP por meio da Promotoria de Justiça do Idoso.
Assinada pela promotora Claudia Maria Beré, a ação foi ajuizada após representação informando que a empresa vinha tentando burlar a proibição de reajuste nos planos de saúde, por meio da mudança de faixa etária para pessoas com idade acima de 60 anos, ao promover a transferência automática desses segurados para outro plano, operando-se reajuste acima do previsto em lei, uma vez que o novo plano custa cerca de 80% mais que o anterior.
A decisão, do juiz Fábio de Souza Pimenta, também declarou nula cláusula e os contratos que contenham previsão de passagem automática e exclusão do plano celebrado originalmente. A operadora deverá ainda recompor aos conveniados que atingiram a idade de 59 anos os valores recebidos, excluindo os aumentos previstos no plano sênior. A Justiça manteve a validade apenas do aumento previsto no plano master originalmente firmado.
De acordo com Pimenta, "é incontroverso que a requerida vem realizando reajustes para segurados com idade superior a 60 anos, se utilizando do expediente de transferir aqueles que completam 59 anos de idade, ou seja, um ano antes de se qualificarem como idosos, nos termos do artigo 1º da lei 10.741/03 (estatuto do idoso)".
O magistrado afirmou que, "Desse modo, é certo que essa conduta da requerida deve ser considerada como meio para burlar expressos dispositivos legais, previstos não só no próprio estatuto do idoso (se aproveitando dos momentos finais em que seus segurados ainda não se enquadram expressamente na referida lei) como também no CDC, pois, além dos dispositivos mencionados na inicial, o artigo 15, § 3º, desta lei, veda expressamente a conduta firmada pela parte requerida, que pode ser considerada abusiva conforme o artigo 39, inciso X, do mesmo diploma legal".
Fonte: Migalhas Quente

Médicos de Cuiabá fazem paralisação e protestam no TJ sob pena de multa(veja fotos)

Da Redação - Laura Petraglia
Foto: Laura Petraglia - OD
Médicos de Cuiabá fazem paralisação e protestam no TJ sob pena de multa(veja fotos)
Depois de terem sido impedidos por força de liminar concedida pelo desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha à Prefeitura de Cuiabá de exercerem o direito constitucional de greve sob pena de multa diária de R$ 10 mil, os médicos que atendem na rede pública de saúde de Cuiabá fizeram uma manifestação na frente do Tribunal de Justiça agora pela manhã e seguem para o Palácio Paiaguás onde farão um ‘apitaço’ clamando pela ajuda do governador Silval Barbosa (PMDB).

Santa Casa recebe parte dos recursos atrasados; médicos continuam parados

Mauro critica 'incapacidade' do prefeito em negociar com médicos

Prefeitura consegue liminar e garante que médicos matenham o atendimento


Os médicos/manifestantes foram impedidos de entrar no Palácio da Justiça e participarem junto à presidente do Sindimed, Elza Queiroz, de uma reunião com o desembargador que concedeu a liminar à Prefeitura de Cuiabá.

A assessoria jurídica do Sindimed entrou com um agravo regimental para derrubar liminar que impede os médicos a fazerem greve. Em sua decisão, o desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha determinou que até o julgamento final da ação, quando poderá analisar melhor a matéria quanto à legalidade ou não do movimento paredista, que 100% dos médicos mantenham o atendimento aos casos que não sejam de urgência e emergência e não 30% como o Sindicato dos Médicos anunciou que seria.

“Nos moldes de entendimento jurisprudencial das cortes superiores, é assegurado ao servidor público o direito de greve, mas não há impedimento, nem constitui ilegalidade, o desconto dos dias parados, ficando a ressalva desde já aos servidores. O descumprimento da liminar implica na incidência de multa diária fixada em R$ 10.000,00 (dez mil reais)”, decidiu.

Mesmo com determinação e multa, no dia hoje, os médicos de Cuiabá decidiram paralisarar o atendimento nos PSF’s. Nas policlínicas serão mantidos 60% dos atendimentos e 100% dos de urgência e emergência no Pronto Socorro.

Com relação à greve dos médicos, o Sindicato da categoria alega que a decisão foi tomada por causa de o descumprimento por parte da Prefeitura Municipal de um acordo firmado com os profissionais ainda em 2009 prevendo a realização de concurso público, conforme acordo coletivo homologado no tribunal de justiça.

No mês de junho uma pauta de reivindicações da classe foi encaminhada à Secretaria Municipal de Saúde para análise e o prazo para a manifestação era até o dia 31 de julho. Dentre os principais pontos reivindicados estão a melhoria da infraestrutura das unidades de saúde, das condições de trabalho, ampliação dos Postos de Saúde da Família (PSFs), contratação de profissionais da área médica, bem como o pagamento do adicional de insalubridade.


 Fonte: Olhar Direto

terça-feira, 17 de julho de 2012

Região Sul já registra 108 mortes por gripe A este ano

16/07/2012 - 18h12

Fernando César Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Curitiba – Com mais nove vítimas no Paraná e quatro no Rio Grande do Sul subiu para 108 o número de mortes em consequência da influenza A (H1N1) – gripe suína, na Região Sul (52 em Santa Catarina, 33 no Rio Grande do Sul e 23 no Paraná). Os três estados já contabilizam 1,6 mil casos da doença. As informações são de autoridades locais da área de saúde.
Na próxima quinta (19) e sexta-feira (20), técnicos da Secretaria de Saúde do Paraná irá vão se reunir com os colegas do Ministério da Saúde quando serão disponibilizados todos os dados sobre a doença no estado. "Criamos a Comissão Estadual de Infectologia e vamos disponibilizar os dados que já temos ao ministério, em uma reunião marcada para quinta e sexta-feira em Brasília", disse o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz.
Dos 23 mortos no Paraná, 20 teriam outras doenças associadas, segundo a secretaria. Entre as doenças estariam a pneumopatia, asma, cardiopatia, tuberculose e leucemia. Parte deles também buscou o tratamento no estado avançado da gripe.
"O tratamento com o Tamiflu precisa ser precoce. Quem tem febre acima de 38 graus, dor de garganta e tosse, geralmente tosse seca, tem que procurar assistência [rapidamente]", orienta o médico infectologista Moacir Pires Ramos. "E o médico tem que prescrever o antiviral, não dá tempo de esperar para saber se o caso é grave ou não", disse.
Na última sexta-feira (13), o ministério divulgou um levantamento segundo o qual metade dos pacientes que morreram em Santa Catarina teve acesso tardio ao antiviral oseltamivir, conhecido pelo nome comercial Tamiflu. Uma equipe de técnicos também foi enviada ao Rio Grande do Sul.
Ramos, que integra a comissão montada pelo governo do Paraná, explicou que o número de casos da doença registrados este ano não é algo inesperado. "A literatura médica mostra que, sempre que surge um vírus novo, ele faz uma onda grande [de casos] e, depois, ondas menores, secundárias, até o vírus se tornar sazonal", disse o infectologista. "O que estamos vendo agora não é nada de excepcional, é uma onda de menor intensidade que não se compara ao que houve em 2009", completou.

O estado recebeu no último sábado (14) do Ministério da Saúde um lote extra com 200 mil doses de vacinas contra a gripe, o que eleva para 2,2 milhões o total de doses destinadas ao estado. As novas doses serão disponibilizadas para os mesmos grupos de risco, com algumas ampliações desses grupos, conforme cada município.
"A vacina contra a gripe tem duração de um ano, nenhum país é capaz de imunizar todo mundo anualmente", disse Moacir Pires Ramos. "O remédio está disponível, é só prescrever. E adotar as medidas de precaução, como lavar as mãos ou usar álcool em gel, o que também evita outras doenças, como diarreia e meningite."

Os médicos de todo o país estão orientados a prescrever o Tamiflu aos pacientes que apresentarem quadro de síndrome gripal, mesmo antes dos resultados de exames ou sinais de agravamento. O medicamento é mais eficaz nas primeiras 48 horas desde o início dos sintomas.

Edição: Aécio Amado. Fonte Agencia Brasil

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Hospital São Lucas receberá dois leitos UTI


Publicado Quarta-Feira, 4 de Julho de 2012, às 12:10
CenarioMT
Hospital São Lucas receberá dois leitos UTI
Hospital São Lucas receberá dois leitos UTI
Com o objetivo de estabilizar o quadro clínico de pacientes graves que derem entrada no Hospital São Lucas, e que necessitarem de Unidade de Terapia Intensiva, a diretoria da entidade com apoio de empresas particulares, devem montar duas salas com características de UTI em Lucas do Rio Verde.
Com isso, o tempo em que se espera para encontrar uma unidade no Estado, o paciente é assistido por médicos e enfermeiros e podendo assim, evitar um óbito.
“Vamos instalar dois leitos, sendo um infantil e outro adulto com todas as características de uma UIT, mas somente para receber os pacientes graves até encontrar vagas em alguma unidade da região”, comentou Dr. Vicente Olavo, Diretor Clínico do Hospital São Lucas. “Teremos todos os equipamentos referentes a uma UTI, além de médico e enfermeiros 24 horas. Não é má vontade dos médicos em receber os pacientes de Lucas do Rio Verde, o fato é que falta UTIs no estado de Mato Grosso”.
A previsão é que esses leitos UTIs, devam estar prontos a partir do dia 20 de agosto. A diretoria do Hospital São Lucas ainda não levantou os custos mensais para manter tais leitos em funcionamento.
A ideia de conclamar a iniciativa privada para levantar fundos para a instalação dos leitos UTI surgiu após reunião na capital Cuiabá, onde o presidente do Consorcio Intermunicipal Alto Teles Pires, Marino Franz, ouviu da Secretaria de Estado de Saúde que não haverá investimentos do governo para instalação de novas unidades de terapia intensiva em Mato Grosso.
“Voltando a Lucas, nós nos reunimos com a diretoria da Fundação Luverdense de Saúde que é mantenedora do hospital São Lucas, e vamos arrecadar junto à iniciativa privada o valor de 200 mil reais para implantar esses leitos, que irá atender especificamente os pacientes de Lucas do Rio Verde”, Salientou Franz.
O projeto prevê ainda a instalação de outras 10 UTIs no hospital São Lucas, porém, é uma ação a longo prazo, pois além do alto custo para compras de equipamentos, haverá ainda a necessidade da contratação mais profissionais da área.

  Fonte: Cenáriomt

domingo, 24 de junho de 2012

Mulheres negras e pobres são mais vulneráveis ao aborto com risco, mostra dossiê


24/06/2012 - 11h37

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Uma série de pesquisas realizadas no Brasil mostra que as desigualdades social e racial típicas do país desde a época colonial marcam também a prática do aborto. “As características mais comuns das mulheres que fazem o primeiro aborto é a idade até 19 anos, a cor negra e com filhos", descreve em artigo científico inédito a antropóloga Débora Diniz, da Universidade de Brasília (UnB) e do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis), e o sociólogo Marcelo Medeiros, também da UnB e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O texto, relativo a uma etapa da Pesquisa Nacional de Aborto (PNA), será publicado em julho na Revista Ciência e Saúde Coletiva, da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Pública (Abrasco). A edição traz um dossiê sobre o aborto no Brasil, produzido com pesquisas feitas para o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Diniz e Medeiros coordenaram, entre agosto de 2010 e fevereiro de 2011, levantamento com 122 mulheres entre 19 e 39 anos residentes em Belém, Brasília, Porto Alegre, no Rio de Janeiro e em Salvador.

Segundo os autores, a diferenciação sociorracial é percebida até no acompanhamento durante o procedimento médico. “As mulheres negras relatam menos a presença dos companheiros do que as mulheres brancas”, registram os pesquisadores. “Dez mulheres informaram ter abortado sozinhas e sem auxílio, quase todas eram negras, com baixa escolaridade [ensino fundamental] e quatro delas mais jovens que 21 anos”.
Os dados confirmam resultados encontrados pelos dois pesquisadores em 2010, quando verificaram, por meio de pesquisa de urna (método em que a entrevistada não se identifica no questionário que preenche e deposita em caixa vedada), que “o aborto é comum entre mulheres de todas as classes sociais, cuja prevalência aumenta com a idade, com o fato de ser da zona urbana, ter mais de um filho e não ser da raça branca”.
Conforme a pesquisa de 2010, 22% das mulheres brasileiras de 35 a 39 anos, residentes em áreas urbanas, já fizeram aborto. No levantamento, o aborto se mostrou mais frequente entre mulheres com menor nível de escolaridade, independentemente da filiação religiosa. “Esses dados demonstram que o aborto é prática disseminada, apesar da sua ilegalidade, constituindo-se questão para a saúde pública”, comenta Wilza Vieira Villela, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que pesquisou o aborto induzido entre as mulheres com HIV/aids.
Da mesma forma, o artigo de Rebeca de Souza e Silva, do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp, confirma a tese de que a desigualdade social afeta o acesso à prevenção da gravidez e também a qualidade do aborto. De acordo com seu estudo comparativo entre mulheres casadas e solteiras residentes na cidade de São Paulo, “as solteiras recorrem proporcionalmente mais ao aborto provocado (…). Contudo, as mais pobres, com menor escolaridade e maior dificuldade de acesso às benesses do mundo moderno, continuarão pagando alto preço – que pode ser a própria vida – pela opção de provocar um aborto”.
Souza e Silva defende a legalização do aborto, por entender que o problema “só será resolvido se o acesso aos serviços de qualidade for equitativo” e que “a ilegalidade traz consequências negativas para a saúde das mulheres, pouco coíbe essa prática e perpetua a desigualdade social, uma vez que os riscos impostos pela tal ilegalidade são vividos, sobretudo, pelas mulheres menos escolarizadas, geralmente as mais pobres, e pelas que não têm acesso aos recursos médicos para o aborto seguro”.
Para Estela Aquino, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (Ufba), “as restrições legais não coíbem a prática [do aborto] no país, mas reforçam desigualdades sociais, já que as mulheres mais pobres fazem o aborto de modo inseguro, gerando hospitalizações desnecessárias e representando riscos à saúde”.
No Brasil, o aborto voluntário é ilegal e tipificado como crime no Código Penal. O aborto é autorizado em caso de estupro e de risco de morte da mulher. Neste semestre, o Supremo Tribunal Federal confirmou  jurisprudência praticada em vários tribunais que já permitiram a interrupção da gravidez de fetos anencéfalos (malformação no tubo neural, no cérebro).
Edição: Juliana Andrade e Graça Adjuto
Fonte Agencia Brasil

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Brasil gastou R$ 21 bilhões com doenças relacionadas ao tabaco no ano passado

31/05/2012 - 13h02
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil.

Brasília – Pesquisa divulgada pela Aliança de Controle do Tabagismo indica que R$ 21 bilhões foram gastos no ano passado em saúde pública e privada com doenças relacionadas ao fumo. De acordo com a entidade, o montante representa quase 30% do valor destinado ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O estudo revela ainda que o tabagismo é responsável por 130 mil óbitos ao ano no Brasil, o equivalente a 13% do total de mortes registradas no país.
Para a diretora da Aliança de Controle do Tabagismo, Paula Johns, é preciso desfazer o mito de que o tabaco é ruim para saúde, mas bom para a economia do país, “A realidade é outra. Os custos são enormes”, ressaltou.
O estudo, segundo Paula, demonstra, que o país gasta mais com o tratamento de doenças consideradas evitáveis do que o montante que é recolhido pela indústria do tabaco na forma de impostos.
Ela alertou ainda que o estudo considerou apenas os custos diretos gerados pelo consumo de produtos derivados do tabaco para a saúde no país e não contabilizou, por exemplo, os casos registrados entre fumantes passivos. “Os valores seriam ainda maiores”, disse.

Entre as recomendações listadas pela Aliança de Controle do Tabagismo para o combate ao fumo no Brasil está a necessidade de novas pesquisas que incluam doenças como a tuberculose na lista de enfermidades relacionadas ao fumo, além de levantamentos sobre os custos ambientais provocados pela produção do tabaco no Brasil.
O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, avaliou que o governo se sente “confortável e, ao mesmo tempo, preocupado” com o enfrentamento ao tabaco no país. Ele lembrou que foram registrados avanços como a queda no número de fumantes - o percentual passou de 16,2% em 2006 para 14,8% no ano passado. Ele lembrou, entretanto, que o país ainda contabiliza 25 milhões de pessoas que fumam.
“Precisamos aperfeiçoar o aspecto legal que trata do banimento do fumo em ambientes fechados, da taxação inibidora e do avanço no combate à pirataria”, destacou.
  Edição: Lílian Beraldo 
 Fonte: Agencia Brasil

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Agrotóxicos é encontrado na urina e no sangue de professores e moradores de Lucas do Rio Verde e Campo Verde-MT


pesquisa
POSTADO ÀS 07:51 EM 28 DE Abril DE 2012
RIO DE JANEIRO - O uso excessivo de agrotóxicos nas lavouras brasileiras preocupa cada vez mais especialistas da área de saúde. A aplicação de substâncias químicas para controlar pragas nas plantações e aumentar a produtividade da terra acaba se tornando um problema para os trabalhadores rurais e consumidores.
Para alertar a população e chamar a atenção das autoridades sobre o impacto dos agrotóxicos na saúde dos brasileiros, o Grupo de Trabalho de Saúde e Ambiente, da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), em parceria com outras instituições, lançou na sexta (27), durante o Congresso Mundial de Nutrição, no Rio de Janeiro, um dossiê reunindo diversos estudos sobre o tema. O documento também será apresentado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que será realizada em junho no Rio.
De acordo com o professor Fernando Ferreira Carneiro, chefe do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB) e um dos responsáveis pelo dossiê, as pesquisas indicam que o uso dos agrotóxicos ocorre no país de forma descontrolada.
"O Brasil reforça o papel de maior consumidor mundial de agrotóxicos e nós, que fazemos pesquisas relacionadas ao tema, vemos que o movimento político é para liberalizar o uso. A ideia desse dossiê é alertar a sociedade sobre os impactos do consumo massivo, sistematizando o que já existe de conhecimento científico acumulado", disse.
Um dos estudos que fazem parte do dossiê foi desenvolvido pelo médico e doutor em toxicologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Vanderlei Pignatti. Ele conduziu análises ambientais e examinou a urina e o sangue de professores e moradores das áreas rurais e urbanas das cidades de Lucas do Rio Verde e Campo Verde, em Mato Grosso. Os municípios estão entre os principais produtores de grãos do estado.
"Observamos resíduos de vários tipos de agrotóxicos na água consumida pelos alunos e pelos professores, na chuva, no ar e até em animais. Além disso, essas substâncias foram encontradas no sangue e na urina dessas pessoas. A poluição ambiental é elevada e as pessoas ficam ainda mais suscetíveis à contaminação porque não são respeitados os limites legais para pulverização dos agrotóxicos, que são de 500 metros no caso de pulverização aérea e de 300 metros para a pulverização terrestre", explicou.
Outro estudo do professor Pignatti já havia encontrado resíduos de agrotóxicos no leite materno de moradoras de Lucas do Rio Verde. Foram coletadas amostras de leite de 62 mulheres, três da zona rural, entre fevereiro e junho de 2010, e a presença dos resíduos foi detectada em todas elas.
Vanderlei Pignatti lembrou que diversas pesquisas também indicam aumento na incidência de doenças como má-formação genética, câncer e problemas respiratórios, especialmente em crianças com menos de cinco anos de idade.
Por Thais Leitão (Agência Brasil)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Proporção de mortes por malária é maior fora da Amazônia


25/04/2012 - 5h54

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Apesar de a Amazônia responder por 99% dos casos de malária no Brasil, dados sobre a doença chamam a atenção em outros estados do país. Isso porque a proporção de mortes por malária fora da Amazônia é maior em comparação à do Norte do país, onde a doença é considerada endêmica.
Em 2011, a cada grupo de 1.000 casos identificados na Amazônia foi registrada menos de uma morte. Fora da região amazônica, a taxa de letalidade foi de 21 mortes para 1.000 casos, segundo levantamento do Ministério da Saúde. Em números absolutos, as mortes por malária na região amazônica são superiores.
O diagnóstico tardio é o grande vilão da alta taxa de letalidade em localidades onde a doença não é vista como ameaça. Por não ser comum em regiões do país afastadas da Amazônia, como no Sudeste e Sul, os sinais da malária passam despercebidos pelos médicos ou são confundidos com os de outras doenças, como a dengue e a gripe. “Os próprios profissionais não reconhecem como suspeita de malária”, alerta Ana Carolina Santelli, coordenadora-geral do Programa Nacional de Controle da Malária do ministério.
Para a coordenadora, os profissionais de saúde devem perguntar aos pacientes se eles viajaram ou trabalharam em regiões do Brasil e de outros países onde há grande registro de casos de malária, como na Amazônia, Ásia e África. A pergunta ajuda na triagem de quem pode estar infectado. “É o caso de funcionários de grandes empresas que trabalham em vários países e aparecem com suspeita da doença”, explica.
Com apenas uma gota de sangue, o teste rápido identifica a malária em 30 minutos. Os sintomas mais comuns são dor de cabeça, dor no corpo, fraqueza, febre alta e calafrios. Se não for tratada, a doença pode evoluir para um quadro grave e levar à morte. A transmissão se dá pela picada da fêmea do mosquito Anopheles, que é infectado ao sugar o sangue de uma pessoa doente. O criadouro preferido é o igarapé com água limpa e parada. A malária tem tratamento e cura. Não existe vacina.
Embora a taxa de letalidade seja superior fora da Amazônia, a maioria dos investimentos federais para a prevenção da malária tem como destino a Região Norte, por registrar alta incidência. No ano passado, o Ministério da Saúde liberou R$ 15 milhões para a instalação de 1 milhão de mosquiteiros com inseticidas em 47 municípios da Amazônia Legal -  compreendida pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, de Mato Grosso, do Pará, de Rondônia, Roraima, do Tocantins e de parte do Maranhão. O total de casos no Brasil passou de 610 mil, em 2005, para 290 mil, em 2011.
No Dia Internacional de Combate à Malária, celebrado hoje (25), a Organização Mundial da Saúde (OMS) pede aos países que destinem mais recursos para acabar com a doença, presente em 99 nações. Os casos globais caíram entre 25% e 33% na África na última década. Apesar da queda, a OMS estima que são necessários US$ 7 bilhões anuais para controlar a malária nos próximos quatro anos. Com esse valor, estima-se ser possível salvar 3 milhões de vidas até 2015.
As mortes entre crianças preocupam. Em 2010, das 655 mil mortes decorrentes da malária em todo o planeta, 560 mil foram de crianças com menos de cinco anos de idade – equivalente a uma por minuto - principalmente em países africanos e asiáticos.
Edição: Graça Adjuto
Fonte: 
Agencia Brasil

sábado, 14 de abril de 2012

Entenda como funciona o ouvido por dentro e para que servem suas partes

 Para conhecer melhor o órgão da audição, Bem Estar o ampliou 600 vezes.

Veja como o som entra pelo canal auditivo, chega ao cérebro e é traduzido

O canal auditivo não tem mais do que 4 centímetros. Para conhecê-lo melhor e ver aonde ele nos leva, o Bem Estar resolveu ampliar o ouvido em 600 vezes. Assim, você pode entender cada uma das partes e como elas funcionam.
O otorrinolaringologistas Marcelo Hueb e a pediatra Ana Escobar explicaram para que servem a cera, os pelos, o tímpano, os ossos do ouvido, o labirinto e a cóclea. Também falaram sobre o caminho que o som percorre ao ser captado, chegar até o cérebro e ser decodificado.
Ouvido valendo (Foto: Arte/G1)
Não se deve retirar a cera com hastes flexíveis ou outros objetos. A recomendação é limpar o excesso após o banho, com a ponta da toalha. Se houver acúmulo de cera perto do tímpano, pode haver zumbido e abafamento. Aí ela precisa ser removida por um médico no consultório.
O tímpano, que separa os ouvidos médio e interno, tem formato ovalado, três camadas, 9 mm de altura e 8 mm de largura. Casos de perfuração podem levar a uma séria perda auditiva. Mas 90% dos rompimentos cicatrizam-se naturalmente.
Principais inimigos do tímpano
- Hastes flexíveis
- Tampas de caneta
- Palitos de fósforo
- Grampos
- Papéis enrolados
- Pentes de ponta fina

Ouvido 2 (Foto: Arte/G1)

sexta-feira, 30 de março de 2012

Sindicato dos Médicos de MT aciona Ministério Público contra Secretaria de Saúde e pede apoio do Exército

Da Redação - Lucas Bólico

“A Prefeitura de Cuiabá não tem competência para tocar a Saúde, [eles] não conseguem resolver [os problemas]”, afirma a presidente do Sindicato dos Médicos (Sindimed) do Estado de Mato Grosso, Elza Queiroz, ao anunciar que acionará o Ministério Público contra a Prefeitura  e solicitará apoio do Exército e da Defesa Civil para ajudar no atendimento de saúde à população.

De acordo com Queiroz, apenas uma policlínica estava funcionando nesta sexta-feira (30), isso em meio a uma epidemia de dengue.

“Não tem médicos, não tem condições de trabalho, o Pronto-Socorro está com as portas fechadas e as policlínicas não funcionam”, queixa-se a presidente do sindicato.

De acordo com o diretor do Sindmed, Werley Peres, a situação tende a piorar com a reforma da policlínica do CPA, que será fechada para reforma, conforme anunciou o prefeito Chico Galindo (PTB) na última semana.

“O número de casos de dengue quadruplicou, são mais de 9.500 casos em Mato Grosso, 2.500 só em Cuiabá. Duas pessoas já morreram por causa da dengue em Cuiabá, o pronto-socorro está de portas fechadas e ainda vão fechar o atendimento de urgência e emergência da Policlínica do CPA, que atende 100 mil pessoas. Vai morrer muita gente”, opina.

A intenção do Sindmed com a solicotação de apoio do Exército e da Defensoria Pública é fazer verdadeiros hospitais de campanha. A denúncia ao Ministério Público será feita na próxima segunda-feira (2).

O outro lado
Em entrevista por telefone, o secretario de Saúde do município, Lamartine Godoy, afirmou que “toda ajuda será bem vinda”, caso o Sindmed convoque o Exército e a Defesa Civil. Quanto à denúncia ao Ministério Público, Godoy limitou-se a dizer que cada um faz o que achar necessário, sem entrar na polêmica.

Faltam 25 médicos no quadro da Secretaria de Saúde, de acordo com o gestor. A estimativa, de acordo com a pasta, é que tudo se normalize em um prazo de 15 dias. “Estamos contratando mais médicos, fazendo parcerias com universidades. Não escondemos que faltam, médicos”, completa.

Lamartine disse não ter sido informado que apenas uma policlínica estava funcionando nesta sexta-feira. De acordo com a assessoria de imprensa da secretaria, faltaram médicos hoje no Verdão e no CPA I, mas o quadro estava completo.

“Foram os médicos que faltaram”, segundo a assessoria. Lamartine afirmou que o que tem prejudicado o atendimento é que, além da falta de profissionais, muitos profissionais da Saúde estão em licença médica.

A reforma da Policlínica do CPA I começa na semana que vem. Enquanto as obras estiverem sendo realizadas, os profissionais da unidade serão distribuídos nas demais Policlínicas, o que, segundo o secretário, resolverá quase 90% do problema.

O secretário Lamartine Godoy reiterou que todas as policlínicas têm médicos, ao contrário do que afirma o Sindimed.
Fonte: Olhar Direto

quinta-feira, 22 de março de 2012

Previna-se contra o câncer de mama


1. Não fume.
2. Não tome bebidas alcoólicas.
3. Faça exercícios físicos. O sedentarismo é identifi cado como um dos grandes
causadores desse tipo de câncer.
4. Aumente o consumo de frutas e verduras.
5. Reduza o consumo de gorduras.
6. Adote uma dieta vegetariana.
7. Examine periodicamente sua mama e anualmente vá ao médico para fazer um check-up completo.
8. Não pense demais, especialmente sobre coisas ruins do passado ou coisas sobre as quais você não tem nenhum controle.
9. Se você tem algum tempo ocioso, empregue-o realizando algum tipo de serviço voluntário no qual se sinta útil.
10. Tenha confi ança em Deus, faça orações, leia a Bíblia eentregue suas preocupações e problemas a Ele.
Fonte: Vida e Saúde

terça-feira, 20 de março de 2012

Sem cura, compulsão sexual pode destruir vida de doente em 3 anos

 
 
 
Em 'Shame', Michael Fassbender vive um bem-sucedido executivo que esconde da família o fato de ser viciado em sexo. Foto: Divulgação Em 'Shame', Michael Fassbender vive um bem-sucedido executivo que esconde da família o fato de ser viciado em sexo
Foto: Divulgação

Thaís Sabino
O ato sexual quando se torna uma compulsão passa de hábito à patologia e em um caso com sintomas crescentes pode levar a perda da vida social, saúde, emprego e condição financeira em três anos, segundo a psiquiatra Carmita Abdo. O filme Shame, do inglês Steve McQueen, retrata a história de um homem (interpretado por Michael Fassbender) que convive com masturbação e pornografia diariamente nos intervalos do trabalho e em casa. Até o momento em que a irmã passa a morar na casa dele, interrompe estes hábitos e leva o personagem interpretado por Michael Fassbender ao desespero e loucura.
Carmita, também fundadora do Projeto Sexualidade (ProSex) do Hospital das Clínicas, explicou que, no início, o compulsivo por sexo consegue se organizar para saciar a libido. "Sem tratamento, não consegue mais trabalhar, não come, não dorme, a busca por parceiros toma conta da vida. Se um parceiro já não satisfaz, a pessoa vai atrás de outros e às vezes paga por sexo", disse a médica.
O desejo por sexo surge independente da hora ou momento. No trabalho, se acontece a "crise", esta pessoa vai para o banheiro se masturbar. Com o agravamento, ela sai no meio do expediente em busca de um parceiro para fazer sexo, afirmou Carmita. "Então, começa a sair três vezes ao dia do trabalho para saciar o desejo, até que é demitido. Gasta todas as economias com sexo pago, perde a vida social e relacionamentos", enumerou a psiquiatra. O compulsivo por sexo fica sujeito a doenças sexualmente transmissíveis, problemas de saúde por exaustão e má nutrição.
Maria Aparecida (nome verdadeiro foi alterado para preservar a identidade) sofre de dependência sexual e afetiva. Quando o problema começou a destruir sua carreira profissional, ela passou a tratar o problema. "Não conseguir largar uma pessoa; viver situações de risco por isso; fazer sexo sempre; se focar totalmente em uma pessoa", descreveu ela sobre os próprios sintomas. O problema ocorreu com diversos parceiros, segundo ela, com os quais ela sentia compulsão por estar junto.
"Negligenciei meu trabalho, só conseguia pensar em sexo e em estar com a pessoa. Por mim, ficaria 24 horas", contou. "Tive muitas perdas", acrescentou. Atualmente, ela frequenta o grupo Dependentes do Amor e Sexo Anônimos (D.A.S.A.) duas vezes por semana, mas confessou que ainda tem recaídas. Nos encontros, Maria relatou que os problemas, apesar de terem a mesma vertente - a dependência por amor e sexo -, são variados. Segundo o psicólogo e diretor do Instituto Paulista de Sexualidade, Oswaldo Rodrigues Junior, a compulsão surge de uma situação vivida. "Se o paciente já teve sexo com estranhos, esta será a forma que buscará, impulsivamente", disse.
A doença
É importante distinguir o desejo sexual da compulsão. De acordo com Rodrigues Junior, o compulsivo não tem controle sobre o que lhe passa pelo espaço mental, não controla os pensamentos. "Os desejos surgem impulsivamente. A pessoa vai atrás de comportar-se de modo a suprir estas necessidades", disse ele. "O paciente compulsivo por sexo dá vazão aos desejos sem questionar se são adequados socialmente ou individualmente", completou.

Já uma pessoa com hipersexualidade, se organiza para obter prazer e não destrói a vida profissional e social que tem, afirmou o psicólogo. Segundo a psiquiatra Carmita, a compulsão sexual é vista como um "distúrbio no metabolismo e neurotransmissores que provoca a desregulação da atividade sexual". Ela comparou as características da doença à dependência por drogas e álcool. "A estimativa é que de 2% a 6% da população mundial sofra compulsão sexual. A maioria ainda é homem, mas aparecem cada vez mais casos de mulheres", disse ela.
Famosos como os atores Michael Douglas e David Duchovny, o cantor Latino e o jogador de golf Tiger Woods já admitiram sofrer compulsão por sexo. A patologia costuma surgir na juventude, atinge o auge na vida adulta e tende a ter os sintomas suavizados quando o indivíduo envelhece - apesar de ser raro um doente sem tratamento sobreviver até o período. Carmita esclareceu que os compulsivos não têm caráter violento e a doença não pode ser relacionada a casos de estupro.
Tratamento
A compulsão por sexo não tem cura, mas, sim, controle. O uso de antidepressivos e neurolépticos é comum no Programa de Sexualidade do Hospital das Clínicas, segundo a psiquiatra, os medicamentos possuem componentes que diminuem a libido. Em paralelo, deve ser feita psicoterapia, para promover a reestruturação psicológica das ideias relacionadas ao sexo no indivíduo. "São vários anos de tratamento até que a pessoa consiga se controlar", disse ela.

Em São Paulo, de acordo com Maria Aparecida, acontecem encontros da D.A.S.A. diariamente. Segundo ela, o tratamento se consiste em uma terapia de grupo, abstinência e ajuda psicológica mútua.
D.A.S.A.
http://www.slaa.org.br

ProSex (Hospital das Clínicas)

segunda-feira, 19 de março de 2012

Saúde suspende contratos de empresas que tentaram suborno em hospital público

O Ministério da Saúde suspenderá os contratos com as quatro empresas que ofereceram propina para fraudar licitação de um hospital público no Rio de Janeiro. A medida será publicada amanhã, no Diário Oficial da União. Veiculada no programa Fantástico, da TV Globo, a reportagem denunciou a tentativa de suborno por empresas prestadoras de serviços para ganhar licitações de emergência do Instituto de Pediatria do Hospital Clementino Fraga Filho, da UFRJ