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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Os EUA votam contra o neoliberalismo



A maioria preferiu as medidas econômicas
adotadas por Obama ao retorno do
American Dream proposto por Romney
Gianni Carta, CartaCapital

“Não foi uma vitória histórica como aquela de 2008. No entanto, a reeleição de Barack Obama, em plena crise econômica, representa a escolha da igualdade social para todos os cidadãos perante a Constituição. Por tabela, foi derrotada a pior face do conservadorismo norte-americano encarnado por Mitt Romney.

Romney, aliado do Tea Party e de outras legendas de ultradireita a impor seus credos antiliberais no povo, teria disseminado o egoísmo ultraliberal. Seria difícil confiar em um presidente com contas em paraísos fiscais como o faz Romney.

Obama, por sua vez, decepcionou aqueles que viam o carismático e articulado negro como o sucessor de Franklin Roosevelt. Faltou audácia ao 44º presidente. E será difícil que no segundo mandato ele se torne mais combativo.

O primeiro mandato do centrista Obama, contudo, tem de ser avaliado no contexto da profunda crise econômica. Ele evitou o colapso da economia sem recorrer a programas de austeridade, estabeleceu um sistema de saúde universal, e salvou a indústria automobilística.

Apesar da criação de postos de trabalho, o nível de desemprego – 8% – continua alto. A dívida pública explodiu. Mesmo assim, na semana passada uma maioria dos entrevistados por uma enquete Gallup revelava, pela primeira vez desde 2007, que dentro de um ano a situação econômica estará melhor.

Em suma, o voto em Obama é uma aposta em uma economia mais saudável sob um programa de medidas coerentes e não neoliberais. Colherá Obama os frutos de suas reformas econômicas? O tempo dirá. Fundamental, vale repetir, é que a maioria de um país dividido preferiu as medidas econômicas adotadas por Obama ao suposto retorno do American Dream proposto por Romney.”
Foto: AFP / Jewel Samad
Artigo Completo, ::AQUI::
 Fomte: Brasil Brasil

domingo, 23 de setembro de 2012

ilma indica embaixadores que articularam negociações na Rio+20 para representar país na ONU


22/09/2012 - 10h42

Renata Giraldi e Carolina Gonçalves
Repórteres da Agência Brasil

Brasília – A importância do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável para o Brasil terá maior peso nos próximos anos na Organização das Nações Unidas (ONU), com a indicação dos futuros representantes do país na entidade. A presidenta Dilma Rousseff escolheu os embaixadores Luiz Alberto Figueiredo Machado e André Aranha Corrêa do Lago, com perfil de atuação na área ambiental e de energia, para representar o Brasil na ONU. Figueiredo e Corrêa do Lago substituem Maria Luiza Viotti e Regina Dunlop.
As indicações de Dilma ainda têm de ser submetidas ao Senado. Os dois embaixadores devem ser submetidos à sabatina na Comissão de Relações Exteriores do Senado e, depois, se aprovados, os nomes seguem para o plenário da Casa – etapas necessárias para a confirmação dos dois como novos representantes do Brasil na ONU.
Figueiredo e Corrêa do Lago se destacaram nos últimos anos nas negociações ambientais e de energia. Mas foi na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho, no Rio de Janeiro, que ambos demonstraram habilidade, paciência e espírito conciliador para chegar a um consenso entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.
Trabalhando em parceria, os dois embaixadores se dividiram em várias frentes de atuação durante a Rio+20. Ambos buscaram soluções para os impasse por meio do diálogo e do equilíbrio. Os desafios eram adequar as cobranças dos países em desenvolvimento, que queriam mais empenho financeiro e o compromisso com a fixação de metas dos países mais desenvolvidos.
As nações mais ricas, por sua vez, durante a Rio+20, resistiam em assumir compromissos, principalmente financeiros, alegando dificuldade em função dos efeitos da crise econômica internacional. Figueiredo e Corrêa do Lago coordenaram as reuniões técnicas em busca de consenso e acabaram obtendo o aval dos participantes para a elaboração da declaração comum.
Ao final da Rio+20, foi divulgado um documento conjunto que englobou posições de mais de 190 nações. Para a delegação brasileira, o texto é apontado como um avanço embora as organizações não governamentais afirmem que faltou ousadia.
 
Edição: Lana Cristina
 fonte Agencia Brasol

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Em documento preliminar à ONU, Brasil acata 159 das 170 recomendações sobre direitos humanos


19/09/2012 - 11h10

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O governo do Brasil responde amanhã (20), no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDH), em Genebra, na Suíça, às recomendações feitas por 78 delegações estrangeiras e divididas em dois blocos: o sistema prisional brasileiro e a realização de grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Do total de 170 recomendações, o Brasil atenderá a 159. A Agência Brasil teve acesso ao documento preliminar que será apresentado pelas autoridades brasileiras.
Entre os temas sugeridos pelas delegações aparecem em destaque as questões sobre denúncias de irregularidades nas prisões brasileiras, como superlotação e torturas, a desmilitarização da polícia e a violação de direitos dos indígenas, além de questões de gênero, como a legalização da união entre pessoas do mesmo sexo.
Além das 159 recomendações que o governo vai acatar, dez serão atendidas apenas parcialmente. O documento preliminar não traz detalhes sobre as propostas.
“[No documento o Brasil] expressa a aceitação de quase todas as recomendações formuladas, 159 de um total de 170 recomendações, na medida em que o Brasil compartilha os ideais e está comprometido com sua implementação”, diz o texto preliminar.
A proposta rejeitada é a que trata da desmilitarização das polícias, proposta pela Dinamarca.
As autoridades aceitaram parcialmente a garantia do direito à união civil de pessoas do mesmo sexo. O Brasil justifica que a Suprema Corte já reconhece as uniões entre pessoas do mesmo sexo.
O governo do Brasil também aceitou parcialmente a sugestão de revisão da proposta que cria um mecanismo de prevenção e combate à tortura em discussão no Congresso.
As autoridades brasileiras aceitam a recomendação da instituição da disciplina de ensino religioso nas escolas, sem, no entanto, estabelecer o modelo confessional – cujo objetivo é a promoção de uma religião.
A resposta do Brasil será apresentada pela embaixadora do país na Organização das Nações Unidas (ONU), Maria Nazareth Farani de Azevêdo. A manifestação brasileira faz parte de um mecanismo previsto pela ONU. Instaurado em 2006, o Exame Periódico Universal do Conselho de Direitos Humanos permite que o país examinado faça sua apresentação sobre o tema e acate ou recuse as sugestões. Também há espaço para que organizações não governamentais se pronunciem.
Em 25 de maio, houve a primeira rodada das reuniões do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, quando foi apresentado o documento com as 170 recomendações ao Brasil. Até o próximo dia 28, o conselho fará o Exame Periódico Universal de 12 países, inclusive o Brasil. O exame é feito a cada quatro anos e meio.

Edição: Juliana Andrade e Lílian Beraldo
 FONTE AGENCIA BRASIL

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Como os Estados Unidos perderam o rumo



“Ao investigar impotência de Obama diante de Wall Street e guinada ultraconservadora dos republicanos, Krugman dispara: país entrou em crise com a democracia

Paul Krugman e Robin Wells,  New York Review of Books  / Revista Forum 

Na primavera de 2012, a campanha de Obama decidiu ir atrás da história de seu oponente, Mitt Romney, na Bain Capital, uma firma de administração de fundos privados [private equity] que se especializou em assumir o controle de empresas e multiplicar o capital de seus investidores – às vezes, promovendo seu crescimento, mas frequentemente às custas dos seus trabalhadores. Na verdade, houve vários casos em que a Bain conseguiu lucrar mesmo quando as empresas adquiridas foram à falência.

Havia razões política claras para tal atitude. O próprio senador Ted Keneddy havia suscitado, com sucesso, a história dos trabalhadores arruinados pela Bain, em sua campanha contra Ronney em Massachussetes, em 1994. Além disso, o único discurso possível para Romney, na atual disputa pela presidência, é sua afirmação de que pode, como um homem de negócios bem- sucedido, consertar a economia. Fazia todo o sentido apontar as muitas sombras que pairam sobre a história de negócios de Romney – e fisar que o que é bom para a Bain, definitivamente não serve aos Estados Unidos.

No entanto, enquanto escrevíamos este artigo, dois políticos destacados do Partido Democrata minaram a estratégia. Primeiro, Cory Booker, o prefeito de Newark, descreveu os ataques ao private equity como “repugnantes”. Depois, ninguém menos do que Bill Clinton apressou-se a descrever a história de Romney como “legítima”, acrescentando: “Não acho que devemos ficar na posição em que dizer: ‘este é um trabalho ruim’, ou ‘este é um bom trabalho’”. (Mais tarde, ele apareceu ao lado de Obama e disse que uma presidência de Romney seria “calamitosa”).

O está acontecendo? A resposta atinge o centro das decepções — políticas e econômicas – com o governo Obama.

Quando o presidente foi eleito, em 2008, muitos progressistas esperavam uma repetição do New Deal. A situação econômica era, afinal, muito semelhante. Como em 1930, um sistema financeiro descontrolado levou primeiro a excesso de endividamento privado; e, em seguida, a uma crise financeira. A contração econômica que se seguiu (e persiste até hoje), embora não tão severa quanto a Grande Depressão, mantém uma semelhança óbvia com a do século passado. Por que as políticas deveriam seguir um script semelhante?

Mas, embora a economia de hoje mantenha forte semelhança com a dos anos 1930, o cenário político não a acompanha — pois nem os democratas, nem os republicanos são o que eram outrora. Ao chegar à presidência com Obama, boa parte do Partido Democrata foi quase capturada pelos interesses financeiros que levaram à crise. Como mostraram os incidentes com Booker e Clinton, parte do partido permanece nesta condição. Enquanto isso, os republicanos tornaram-se extremistas a um ponto que nunca se imaginou, três gerações atrás. A oposição radical que Obama tem enfrentado em questões econômicas contrasta com o fato de que a maioria dos republicanos no Congresso votou a favor, e não contra, a principal conquista de Roosevelt: a lei instituiu a Seguridade Social nos EUA, em 1935.

Essas mudanças nos partidos políticos dos EUA explicam o motivo de não ter havido um segundo New Deal; e por que a resposta política à crise econômica prolongada tem sido tão inadequada. A captura parcial do Partido Democrata por Wall Street e o efeito de distorção que ela produziu na política são os temas centrais do livro de Noam Scheiber, The Escape Artists: How Obama’s Team Fumbled the Recovery [algo como “Os Escapistas: Como a equipe de Obama se atrapalhou na recuperação”], uma visão, a partir de dentro, das ações da equipe econômica de Obama, desde os primeiros dias transição presidencial até o final de 2011.

Scheiber começa tratando da influência que Wall Street exerceu sobre o conjunto da equipe econômica. Em suas primeiras páginas, ele conta como a campanha de Obama apoiava-se nos conselhos políticos de “acadêmicos obscuros, radicais sem muitos vínculos e burocratas ultrapassados” – a exemplo de Austan Goolsbee, um jovem professor de economia da Universidade de Chicago, e Paul Volcker, o octogenário embora ainda vigoroso ex-presidente do Federal Reserve [o equivalente americano do Banco Central – Nota da tradução]. Porém, em setembro de 2008, um outro grupo havia se formado e começou a disputar influência. Era composto por endinheirados de dentro do mercado. A maioria deles tinha trabalhado para o ex-secretário do Tesouro [equivalente ao ministro da Fazenda no Brasil – nota da tradução] de Clinton, Robert Rubin — que foi sócio da Goldman Sachs antes de integrar o governo de Bill Clinton e, após sair, tornou-se diretor, conselheiro e depois presidente do Citigroup. Eram os rubinistas.”
Tradução de Hugo Albuquerque, para o Outras Palavras
Artigo Completo, ::AQUI::

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Suspenso pelo Mercosul, novo governo paraguaio protesta contra medida


Chancelaria paraguaia afirma que medida não tem base jurídica

O parlamentar paraguaio Ignacio Mendoza Uzain, vice-presidente do Parlasul, foi impedido de entrar à Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, que começa nesta quinta-feira (28/06) em Mendoza, no oeste da Argentina. O encontro ocorre juntamente com a reunião de chefe de Estado da Unasul (União de Nações Sul-americanas).

Membro da Unace (União Nacional dos Cidadãos Éticos), partido do ex-general Lino Oviedo, acusado de tramar um golpe de Estado em 1996, Ignacio defendeu a constitucionalidade do processo de destituição de Lugo  “O impeachment foi feito de acordo com a Constituição paraguaia, ainda que com alguns erros e imperfeições”.

Ignacio também afirmou que o Congresso paraguaio rejeita a entrada da Venezuela no Mercosul por questões relativas a “direitos humanos, liberdade de imprensa e liberdade de expressão” . Ao mesmo tempo, qualificou como “normal” a demissão do diretor da TV Pública do Paraguai. “É natural que um presidente demita um diretor que é da oposição”, defendeu.

Nota

Em comunicado, o Ministério de Relações Exteriores do Paraguai afirmou que “não aceita” a decisão da Unasul de excluí-lo de da cúpula em Mendoza. Para o governo, a decisão “foi tomada sem base jurídica alguma”, informou nesta quinta-feira o Ministério das Relações Exteriores do país.

Em comunicado, a Chancelaria criticou o fato de a decisão ter "sido adotada sem observar as disposições do Tratado Constitutivo da União de Nações Sul-americanas”, em virtude do qual a convocação "só pode ser realizada através da Presidência temporária", que atualmente é exercida pelo próprio Paraguai.

“A Presidência pró tempore deve preparar e presidir tais reuniões", mas "foi desconhecida", de modo que a reunião de Mendoza, realizada em conjunto com uma cúpula do Mercosul que também excluiu o Paraguai, “foi convocada por um procedimento não previsto nem autorizado no Tratado” da Unasul, segundo a nota oficial.

A Chancelaria lamentou que os chefes de Estado e governo da Unasul pretendam debater a crise no Paraguai “sem dar oportunidade ao governo paraguaio de dar sua versão sobre os últimos eventos”, uma semana depois da missão de ministros do bloco que foi a Assunção.

A exclusão da cúpula “não respeita a soberania do Paraguai, desqualifica – indevidamente e sem competência para fazê-lo – o funcionamento de suas instituições democráticas, e desatende a decisão declarada de construir” um espaço de integração sul-americana, acrescenta o texto.

O Ministério das Relações Exteriores do Paraguai citou a falta de base jurídica para a decisão da Unasul, alegando que “não existe norma vigente que autorize a excluir um Estado membro, nem seus representantes” das reuniões do bloco.

“Pelo contrário, no artigo 2 do Tratado Constitutivo se indica claramente que a Unasul tem como objetivo construir, de maneira participativa e pactuada, um espaço de integração e união entre os Estados” membros, mencionou.

A Chancelaria criticou também que seus parceiros da Unasul invoquem, para excluir o Paraguai da reunião de Mendoza, um protocolo sobre compromisso com a democracia que “não está vigente” para os países membros da organização, pois não soma suficientes ratificações.
 Fonte: Terra Brasilis

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Brasil deverá adotar decisões sobre Paraguai em conjunto com Argentina e Uruguai

25/06/2012 - 5h39
Renata Giraldi
Enviada Especial

Assunção (Paraguai) – O governo do Brasil acompanha atentamente os desdobramentos políticos no Paraguai, mas só tomará iniciativas em conjunto com a Argentina e o Uruguai. A exemplo da medida adotada ontem (24), que suspendeu o Paraguai do Mercosul (bloco econômico que reúne o Brasil, a Argentina, o Uruguai, Paraguai e mais seis parceiros), o Brasil sinaliza que não reconhecerá um Estado que desrespeita a ordem democrática.
Diplomatas que acompanham o processo político nas Américas analisam que deverá ser aberta uma via de negociação alternativa para as questões envolvendo as áreas de fronteira do Paraguai com o Brasil, a Argentina e o Uruguai. Suspenso do Mercosul, o Paraguai precisará manter o diálogo com os vizinhos e uma das possibilidades será uma via alternativa.
Os diplomatas avaliam ainda que a suspensão do Paraguai valerá apenas durante o período em que o novo presidente, Federico Franco, estiver no poder, pois haverá somente a reunião de cúpula nos dias 28 e 29, além de mais uma no fim do ano. Em seguida, em abril, serão realizadas eleições presidenciais no Paraguai.

Às vésperas da votação do impeachment do ex-presidente Fernando Lugo até a conclusão do processo, o governo do Brasil insistiu sobre a necessidade de conceder espaço e tempo à defesa. Para as autoridades brasileiras, há suspeitas sobre a forma como o processo foi conduzido, principalmente pelo curto espaço de tempo. Em menos de 24 horas, houve a aprovação do impeachment.
Anteontem (23), a presidenta Dilma Rousseff convocou uma reunião para discutir o assunto. Foram chamados os ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores), Celso Amorim (Defesa) e Edison Lobão (Minas e Energia), além do assessor especial para Assuntos Interncionais, Marco Aurélio Garcia.

Ao final, foi emitida uma nota condenando o processo de impeachment de Lugo no Paraguai. Porém, o governo brasileiro esclarece que não pretende impor sanções nem restrições ao país vizinho. Nas ruas de Asssunção, capital paraguaia, os paraguaios temem por eventuais medidas do Brasil contra o país.

Edição: Graça Adjuto
Fonte: Agencia Brasil

domingo, 8 de abril de 2012

Viagem do Titanic é revivida por cruzeiro 100 anos após tragédia


DA EFE, EM LONDRES

O cruzeiro MS Balmoral deixa neste domingo do porto de Southampton, no sul da Inglaterra, para refazer durante 12 dias a viagem do Titanic, famoso transatlântico que naufragou em 1912 ao se chocar com um iceberg.
No centenário da tragédia, o Balmoral parte do mesmo porto e com o mesmo número de 1.309 passageiros que o Titanic, que deixou o Reino Unido no dia 10 de abril rumo a Nova York.

Entre os passageiros da embarcação que navegará hoje estão turistas de 28 países e parentes de vítimas e sobreviventes do naufrágio, assim como especialistas em sua história e um grupo belga que tocará as mesmas músicas interpretadas pelos violinistas do Titanic na viagem do início do século XX.
Durante o cruzeiro, organizado pela companhia Miles Morgan Travel com um custo por pessoa de até 5.995 libras (R$ 17,3 mil), haverá diversos atos para relembrar a odisseia do Titanic.

Na noite do dia 14 de abril será realizará uma missa no lugar onde aconteceu o choque com o iceberg, e no dia seguinte haverá outra no ponto do oceano Atlântico onde o navio afundou em 15 de abril de 1912.

Além disso, durante a viagem os especialistas, entre eles Philip Littlejohn, neto de um dos sobreviventes e o único parente que mergulhou até o Titanic, darão conferências aos viajantes sobre o transatlântico construído nos estaleiros de Belfast.

Os menus servidos a bordo do Balmoral, operado pela empresa Fred Olsen, são inspirados nos pratos disponíveis na embarcação da linha White Star.
O chef Dirk Helsig, que pesquisou os menus da época, oferecerá no dia 13 de abril um jantar igual ao que degustaram os viajantes do navio naufragado.

Miles Morgan, diretor da agência que planejou o cruzeiro, afirmou que a organização da viagem durou cinco anos até sua realização.
"O tempo todo nós tentamos torná-la autêntica conforme à época e para que seja uma homenagem aos passageiros e à tripulação que perderam suas vidas.
"
> Fonte: Folha.com 

Marinha do Chile divulga fotos de iate brasileiro naufragado na Antártida


De são Paulo

A Marinha do Chile divulgou neste domingo as fotos do iate brasileiro "Mar Sem Fim", que naufragou na quarta na ilha Rei George na Antártida após tempestade e ressaca com ventos de 120 km/h.
No sábado, a Marinha brasileira confirmou o naufrágio, que aconteceu na Baía Maxwell. A embarcação é de propriedade do empresário e jornalista João Lara Mesquita.

Os quatro tripulantes do iate, que realizavam um documentário na região, foram resgatados pelas autoridades chilenas emitir um sinal de socorro após encalharem devido às condições climáticas do local.

Marinha do Chile/Divulgação
Marinha do Chile divulga fotos do "Mar Sem Fim", iate brasileiro que naufragou na Antártida
Marinha do Chile divulga fotos do "Mar Sem Fim",
iate brasileiro que naufragou na Antártida
Segundo a Marinha, o naufrágio ocorreu, provavelmente, pela compressão sofrida pelo acúmulo de gelo ao redor da embarcação.
As autoridades brasileiras afirmam estar tomando todas as medidas necessárias, com o apoio da base chilena, para evitar eventuais danos ambientais causados pelo naufrágio.
De acordo com os militares chilenos, os tripulantes viajaram em um voo comercial para a cidade de Punta Arenas, no extremo sul do país sul-americano.

INCÊNDIO EM BASE

Na madrugada do último dia 25 de fevereiro, um incêndio atingiu a casa de máquinas da Estação Antártica Comandante Ferraz, base militar brasileira de pesquisas na Antártida. Cerca de 60 pessoas estavam no local no momento do acidente.

Dois militares que integravam o grupo-base da Marinha, responsável pela manutenção da base, morreram e um ficou ferido quando tentavam apagar o fogo. A construção de uma nova base no local só deve começar no final de 2013.
Marinha do Chile/Divulgação
Iate "Mar sem fim" envolvido de gelo na baía Maxwell, na Antártida, antes de resgate da tripulação
Iate "Mar sem fim" envolvido de gelo na baía Maxwell, na Antártida, antes de resgate da tripulação

Fonte: Folha.Com

domingo, 1 de abril de 2012

Helicópteros brasileiros que resgatarão reféns chegam à Colômbia

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Os dois helicópteros brasileiros que vão participar da libertação de dez reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) chegaram neste domingo ao aeroporto de Villavicencio (110 km ao sul de Bogotá), na Colômbia.
As aeronaves modelo Cougar 532UE cedidas pelo governo brasileiro para a operação decolaram pouco antes das 12h de São Gabriel da Cachoeira, no estado do Amazonas, próximo à fronteira com a Colômbia, revelou uma fonte do CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha), organização que participa da operação.

A líder do grupo CCP (Colombianos e Colombianas pela Paz), Piedad Córdoba, que atua como mediadora e colabora na operação, havia explicado previamente que a entrega dos reféns será feita em dois períodos, amanhã e na quarta-feira.
Os sequestrados que a guerrilha colombiana se comprometeu em libertar são os militares Luis Alfonso Beltrán Franco, Luis Arturo Arcia, Robinson Salcedo Guarín e Luis Alfredo Moreno Chagüeza.
Como eles, também deverão readquirir a liberdade os policiais Carlos José Duarte, César Augusto Lasso Monsalve, Jorge Trujillo Solarte, Jorge Humberto Romero, José Libardo Forero e Wilson Rojas Medina, todos sequestrados entre 1998 e 1999.

O Brasil, que participou em outras três ocasiões em operações desta índole, forneceu dois helicópteros e as tripulações --oficiais e soldados do Exército.

terça-feira, 27 de março de 2012

No Paraguai, especialistas de 14 países discutem tratamento humanizado aos pacientes da rede pública de saúde

27/03/2012 - 9h51.
SAÚDE
Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil
 
Brasília – Aperfeiçoar o atendimento aos pacientes do sistema pública de saúde para que ele se torne mais humanizado é o principal tema de um seminário, em Assunção, no Paraguai. Participam dos debates representantes do Brasil e de mais 13 países da América Latina, além da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O seminário acaba amanhã (28).

As discussões ocorrem uma semana depois de vir à tona a informação de que dois enfermeiros uruguaios provocaram as mortes de 15 pacientes, em dois hospitais, vinculados à Associação Espanhola. Os enfermeiros disseram que sedavam os pacientes até a morte para evitar o sofrimento deles. Mas a Justiça informou que alguns dos pacientes mortos haviam recebido alta médica.
No seminário em Assunção, a discussão se concentra sobre as propostas para aperfeiçoar o atendimento aos pacientes. A proposta é humanizar o tratamento na América Latina e torná-lo mais completo.
As discussões contam com representantes da Argentina, da Bolívia, do Brasil, do Chile, da Colômbia, de Cuba, do Equador, de El Salvador, da Guatemala, do México, da Nicarágua, do Peru, da República Dominicana e do Uruguai, além da Opas.

O médico e representante da Opas Ruben Torres defendeu a adoção da chamada “medicina holística”, que se baseia na observação completa sobre a doença – físico, psicológico e social – para fechar um diagnóstico e prescrever o tratamento. Segundo Torres, é necessário aperfeiçoar a formação profissional dos que atuam na área de saúde em toda região.

*Com informações da agência estatal de notícias de Cuba, Prensa Latina   //    Edição: Lílian Beraldo.
Fonte: Agência Brasil

domingo, 18 de março de 2012

Turistas brasileiras sequestradas no Egito são libertadas

DE SÃO PAULO
DA EFE 

As duas turistas brasileiras que foram sequestradas neste domingo por um grupo de beduínos no sul da Península do Sinai, no leste do Egito, foram libertadas por seus sequestradores, informaram fontes oficiais egípcias.


Sara Lima e Zélia Magalhães de Melo estavam num grupo de 45 turistas que seguia para o mosteiro de Santa Catarina, que fica no sopé do monte Sinai, quando ônibus em que estavam foi parado por beduínos e quatro pessoas foram levadas: o guia e um segurança, ambos egípcios, e as duas brasileiras.
Diferentemente do que foi informado à Folha pela Embaixada do Brasil no Cairo, não se tratavam de duas adolescentes, mas sim de uma jovem de 18 anos e de uma mulher de 45 anos.

Segundo as fontes, citadas pela agência oficial egípcia Mena, as turistas brasileiras e o guia egípcio foram libertados após a mediação de líderes das tribos beduínas da região, sem que fosse cumprida qualquer exigência dos sequestradores.

O porta-voz da coalizão de tribos do Sul do Sinai, Yuma Salim Barakat, disse que os xeques tribais se deslocaram ao local do sequestro imediatamente após saber do ocorrido, e afirmou que as tribos rejeitam os sequestros de turistas, que afetam a vida dos moradores da região.

Este é o terceiro episódio registrado no Sinai em apenas um mês e meio, depois que membros de tribos beduínas sequestraram em fevereiro três turistas sul-coreanos e outros dois turistas americanos.
Nos dois casos, os sequestros duraram apenas algumas horas, e foram concluídos depois que os beduínos exigiram a libertação de companheiros detidos por delitos como assalto a banco e tráfico de ópio.
A Península do Sinai, desmilitarizada por causa dos acordos de paz de Camp David entre Israel e Egito (1978), se transformou em um dos principais pólos de atração turística no Egito, graças principalmente ao encantamento de sua costa e a centros históricos religiosos como o mosteiro de Santa Catarina.

Fonte: Folha > Com

sábado, 17 de março de 2012

Duplo atentado causa 27 mortes na Síria; feridos chegam a 140

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS .

Aumentou para 140 o número de feridos no duplo atentado a dois edifícios de segurança do Estado, na capital Damasco, que deixou 27 mortos, de acordo com informações do ministro de Saúde do país, Wael al Halki, à televisão estatal síria.


A agência oficial de notícias Sana afirmou que dois carros bomba explodiram por volta das 7h40 (2h40 em Brasília), em frente aos prédios da Segurança Criminal e o serviço de inteligência sírio. O ato é considerado terrorista pelo regime sírio.
Entre as vítimas fatais há civis e membros de segurança, segundo confirmou a televisão síria, que mostrou imagens de corpos carbonizados e diversos destroços materiais, além de grandes colunas de fumaça no lugar dos atentados.
O chanceler da França, Alain Juppé, condenou os ataques em Damasco, que foram chamados de terroristas e deu suas condolências às vítimas. "A França condena todos o atos de terrorismo que não podem se justificar sob circunstância alguma".
France Presse
Carros destruídos após atentado a prédios de segurança no regime sírio, em Damasco, neste sábado
Carros destruídos após atentado a prédios de segurança no regime sírio, em Damasco, neste sábado
MISSÃO HUMANITÁRIA

A ONU deve participar neste fim de semana, pela primeira vez, de uma missão humanitária na Síria, "realizada pelo governo", segundo a responsável pelas operações humanitárias das Nações Unidas, Valerie Amos.
A agência da ONU para a alimentação e agricultura (FAO) alertou para a segurança alimentar na Síria, particularmente para 1,4 milhão de pessoas.
A ONU estima que mais de 30 mil sírios se refugiaram em países vizinhos e cerca de 200 mil no interior do país.

O CRI (Comitê Internacional de Resgate) irá distribuir roupas e produtos de higiene para milhares de sírios refugiados na Jordânia.
O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, informou que Moscou iria utilizar todos os seus contatos com o regime para que ele coopere plenamente com Annan.
"Os outros membros do Conselho de Segurança devem ainda fazer seu trabalho e exigir que a oposição não provoque uma escalada da situação", ressaltou.
Louai Beshara/France Presse


Prédio da agência de segurança do regime sírio destruído após atentado em Damasco, neste sábado
Prédio da agência de segurança do regime sírio destruído após atentado em Damasco, neste sábado
 fONTE:  FOLHA.COM

De volta à Venezuela, Chávez promete "surra memorável" na oposição nas eleições de outubro


Agência Brasil / Agência Lusa

“O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse hoje (17) que dará "uma surra memorável" na oposição nas eleições presidenciais previstas para 7 de outubro. "A surra que nós vamos dar no próximo 7 de outubro será memorável (...) vai ficar registada na história das páginas políticas como um recorde nunca visto."

Hugo Chávez discursou para simpatizantes em frente ao Palácio Miraflores, sede do governo venezuelano. “Estaria preocupado se a direita elogiasse os meus ministros. Se os cães ladram é porque vamos cavalgando, sigamos cavalgando", acrescentou.

Para ele, as próximas eleições presidenciais não são uma batalha qualquer. "Estamos a jogar a vida da pátria, o futuro", disse, ao pedir que os seus aliados se mantenham em campanha, "de casa em casa e de rua em rua".

Sobre a concentração de pessoas em frente ao Palácio Miraflores, o presidente destacou que é uma amostra de solidariedade pela recuperação da sua saúde. "Quero agradecer à juventude bolivariana, aos trabalhadores, às mulheres e ao homens revolucionários, por terem vindo a esse encontro no palácio do povo para este primeiro contato depois da chegada a terras venezuelanas."

Hugo Chávez chegou ontem (16) à noite a Caracas, depois de passar cerca de 20 dias em Havana, capital cubana, onde se submeteu a uma cirurgia para retirar um tumor na região pélvica, reincidente de um câncer que teve em junho do ano passado. Sobre a sua saúde, o presidente venezuelano contou que tem "seguido um processo de franca recuperação" e se "sente bastante recuperado em todas as funções biológicas do corpo".

Ele desembarcou no país acompanhado pela mãe e uma das suas filhas, e foi recebido pelo vice-presidente da Venezuela, Elías Jaua, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Nicolás Maduro e pelo presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello. Chávez destacou que, durante o tratamento, em Cuba, acompanhou os acontecimentos na Venezuela.”
Fonte: Brasil Brasil

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Farc anunciam fim de sequestros por dinheiro na Colômbia e aceita libertar reféns

26/02/2012 - 18h26

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil
Brasília – As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram neste domingo (26) que deixarão de sequestrar pessoas no país em troca de dinheiro para financiar a luta armada. A organização anunciou também a libertação de todos os reféns que estão em seu poder. As Farc começaram a atuar na década de 1960 e se tornaram expoentes da guerrilha esquerdista na América Latina.
O comunicado relativo ao fim dos sequestros com extorsão, assinado pelo Secretariado do Estado-Maior Central das Farc e publicado no site do grupo na internet, afirma que os dez prisioneiros mantidos atualmente pela organização serão soltos, quatro a mais que os seis prometidos no final do ano passado. De acordo com as Farc, a libertação só não ocorreu antes porque o governo colombiano não desmilitarizou a área onde a ação ocorreria.
Apesar de anunciar o fim desse tipo de sequestros, os guerrilheiros afirmam que as atitudes do governo colombiano, como o incremento de gastos militares, indicam “o prolongamento indefinido da guerra”. O atual presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, tem como uma de suas bandeiras o cerco às Farc e o fim da guerrilha armada no país. "É hora de começar a esclarecer quem e com que propósitos sequestra-se hoje na Colômbia", ressalta trecho do documento.
No comunicado, a organização também destaca a participação do governo brasileiro na libertação dos reféns, confirmada há duas semanas pelo governo colombiano e pelo Itamaraty. Esta não é a primeira vez que o Brasil colabora na libertação de reféns das Farc, o que já ocorreu em 2009 e 2010. No ano passado, a ajuda brasileira foi frustrada, já que os prisioneiros prometidos não foram libertados.
A organização também manifesta "sentimentos de admiração" aos familiares dos policiais e militares ainda retidos, que "jamais perderam a fé em que os seus recobrariam a liberdade".
Edição: Nádia Franco.
Fonte: Agencia Brasil

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Acidente de trem deixa 49 mortos e mais de 300 feridos em Buenos Aires


Publicação: 22/02/2012 14:37 Atualização: 22/02/2012 15:03
 (Juan Mabromata)


Buenos Aires - O choque de um trem cheio de passageiros nesta quarta-feira (22/2) em uma estação de Buenos Aires deixou um saldo de 49 de mortos e 550 feridos, informaram porta-vozes dos serviços de emergência e a Defesa Civil ao dar um novo balanço do ocorrido. O porta-voz da polícia, Néstor Rodríguez, confirmou o número de 49 mortos em uma coletiva de imprensa, enquanto o chefe dos serviços de emergência da cidade, Alberto Crescenti, afirmou que "temos 550 feridos e ainda há 30 pessoas presas" nos vagões.

O acidente ocorreu às 8h35 local (9h35 de Brasília) no terminal Once da capital argentina, quando o trem não freou ao entrar em uma plataforma da estação e se chocou contra a última barreira de contenção, segundo as autoridades. “Há pessoas com fraturas e ensanguentadas. Os feridos são muitos", declarou um passageiro, que se identificou apenas como Ezequiel e que viajava no segundo vagão, onde é autorizado o embarque com bicicletas.

Socorristas trabalham há várias horas para resgatar as pessoas presas nas ferragens dos vagões. "O comboio entrou na estação a uma velocidade de 20 quilômetros por hora" sem frear, por causas que ainda são investigadas, disse o secretário de Transporte do governo, Juan Pablo Schiavi, ao descrever o acidente.
 (Hugo Villalobos)
Cenas da tevê local mostraram o resgate do maquinista, preso entre os ferros retorcidos da locomotiva, entre outros feridos que eram transportados em macas. “Senti o estalo do choque. Foi um barulho muito forte. O trem não freou. Vi gente machucada no colo, braços, pernas", informou à TV Pedro Fuentes, um dos passageiros.

A linha ferroviária urbana Sarmiento opera com intensidade em uma distância de até 70 km e transporta diariamente a cerca de meio milhão de pessoas. Mais de 20 ambulâncias do serviço de emergência foram incorporadas ao resgate e os feridos mais graves foram transportados em um helicóptero da polícia que aterrisou na praça Once, em frente a estação. "Há pessoas com fraturas e ensanguentadas. Os feridos são muitos", declarou um passageiro, que se identificou apenas como Ezequiel. "O trem estava muito cheio. O impacto foi tremendo. Eu vinha num vagão em que se pode viajar com bicicleta. As pessoas estavam desesperadas para sair", contou Ezequiel.

Myriam, outra passageira, contou à rádio Plata o que aconteceu: "estava com meus filhos de 6 e 4 anos. Em um piscar de olhos estávamos no chão. Nem sei como saímos".
A investigação do incidente foi aberta, mas Mónica Slotauer, responsável pela limpeza da linha Sarmiento, afirmou que "os freios falharam por causa da falta de investimento" nesta linha férrea. Os trens utilizados pela empresa são da década de 1960.
 (Hugo Villalobos)
O último acidente ferroviário ocorrido na Argentina aconteceu no dia 18 de dezembro, quando uma locomotiva se chocou contra um trem repleto de passageiros parado numa estação da periferia sul da capital, o acidente deixou 17 feridos.
Em 13 de setembro de 2011, nove pessoas morreram e 212 ficaram feridas no choque de dois trens e um ônibus numa passagem de nível do bairro metropolitano de Flores, a oeste, em um dos episódios mais graves dos últimos anos.
Tags: celular.
Correio Braziliense.

Diretora da UNESCO alerta sobre riscos de desaparecimento de patrimônio linguístico mundial


A Diretora-Geral da UNESCO, Irina Bokova, alertou nesta terça-feira (21/02) que a diversidade linguística é um patrimônio frágil e corre risco de ser perdido. No Dia Internacional da Língua Materna, ela ressaltou que a língua é uma aliada-chave contra a discriminação, serve para proteger a herança cultural mundial e para a promoção da diversidade criativa.

“Diversidade linguística é nosso patrimônio comum. A perda das línguas empobrece a humanidade. Isso é um retrocesso na defesa do direito de qualquer um de poder ser escutado, de aprender e de comunicar”, disse Bokova. De acordo com ela, 50% de todas as línguas faladas no mundo – uma estimativa de 6.700 -, estão em perigo de desaparecer até o fim do século. “[As linguagens] são quem nós somos; ao protegê-las, nós protegemos a nós mesmos”.

O Dia da Língua Materna é celebrado desde 2000 para promover o multilinguismo e a diversidade cultural. A data comemora o dia de 1952, quando estudantes de Bangladesh, então Paquistão do Leste, foram mortos pela polícia pedindo reconhecimento de sua língua, Bangla. “A diversidade cultural é tão importante quanto a diversidade biológica. A vitalidade de uma língua depende daqueles que falam e se agrupam ao redor dela para protegê-la”.

Bokova argumentou que permitir populações excluídas, como povos indígenas, a aprender línguas maternas em classes de aulas desde pequenos poderia promover a igualdade e a inclusão social. Em acréscimo às celebrações, um filme de 30 minutos narrado por William Hurt foi exibido na sede de Nova York.
ONUBR. Fonte: terra Brasilis