quarta-feira, 17 de abril de 2013

MT é motivo de deboche.Apostila de curso aplicado pelo Estado ridiculariza 4 municípios e vira destaque nos noticiários nacionais

MT é motivo de debocheApostila de curso aplicado pelo Estado ridiculariza 4 municípios e vira destaque nos noticiários nacionais



Publicação diz que fundadores de Poconé eram muambeiros, aventureiros, meretrizes, mercadores e outros tipos comum dos filmes de faroeste
ALECY ALVES
Da Reportagem

Uma apostila aplicada no curso de Atendimento em Hotelaria e Turismo, oferecido pelo governo do Estado no programa de qualificação profissional para a Copa de 2014, ofende e ridiculariza a história de quatro municípios mato-grossenses. A publicação é gerenciada pela Secretaria de Trabalho e Assistência Social (Setas).

Barão de Melgaço, Poconé, Santo Antônio de Leverger e Cáceres, que integram o Pantanal mato-grossense, aparecem no livro, distribuídos aos mais de 200 participantes do curso, com informações que chocaram os alunos e a população. Os textos são idênticos aos do site de humor Desciclopédia (http://desciclopedia.org).

Sobre Barão de Melgaço, por exemplo, escreve “que de acordo com lendas passada de geração em geração, a primeira habitação naquele cu do mundo ocorreu com um tal de Lourenço Tomé em meados do século XIX, que cuidava de uma produção de sanguessuga medicinais”.

E ainda, “que o lugar era uma porcaria tão longe de Cuiabá que nem se derem ao trabalho de torná-lo um distrito”, diz o texto da apostila. Sobre a história atual, a publicação traz que “é mais um fétido brejo no Oeste do Brasil”.

A cidade de Cáceres é apresentada com uma série de outras barbaridades. Diz, entre outras asneiras, que Cáceres “foi fundada por um grupo de excomungados gatos de botas que carregavam bandeiras, índios tabajaras, freiras lésbicas celibatárias e fugitivos de um circo de horrores holandês”.

Mais adiante, continuando a “contar a história”, diz que na década de 70 uma praga destruiu toda plantação de manga do município, o que levou à morte, por fome, 40% da população”. A apresentação ainda aponta Cáceres como a cidade mais rica da Bolívia e mais miserável do Brasil, sendo a capital universal da poeira.”

Em Santo Antônio de Leverger, que fica a 30 quilômetros de Cuiabá, a apostila sugere que a grande atração da cidade “são os paulistas ignorantes que erraram o caminho para ver o Pantanal de Barão de Melgaço e acabaram lá”.

Continuando, informa que os “Bandeirantes que chegaram em Leverger se depararam com uma vasta beleza natural e diversidade ecológica e então falaram: 'Que porra de Pantanal o quê? Nós viemos aqui para pegar ouro”.

Poconé, no coração do Pantanal, também não foi poupada. A cidade, conforme o texto, foi fundada por “muambeiros, aventureiros, meretrizes, mercadores e outros tipos comum dos filmes de faroestes que, atraídos pela abundância do ouro, ficaram presos naquele fim de mundo para sempre.”

O mesmo livro aborda questão sobre postura e ética no atendimento ao turista e disponibiliza questão que avaliam o nível de conhecimento adquirido pelos alunos.

Apesar da identificação do erro que ridiculariza a história desses municípios, anteontem o governo pagou R$ 633,8 mil ao Instituto Concluir, entidade responsável pela elaboração da apostila e aplicação dos cursos.
A informação está registrada no Sistema Integrado de Planejamento e Contabilidade e Finanças(Fiplan) de Mato Grosso e pode ser acessada por qualquer cidadão(web.fiplan.mt.gov.br).


Fonte: Diario de Cuiabá



 


A Duplicção da BR-423 enfim foi anunciada

Agreste será contemplado com a duplicação da BR 423
A Duplicção da BR-423 enfim foi anunciada


A Ministra de Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, anunciou, que a presidente Dilma Rousseff (PT) irá assinar a ordem de serviço para duplicação dos 80 quilômetros da BR-423, que vai de São Caetano até Garanhuns.

O projeto foi doado pelo Estado de Pernambuco e a obra, orçada em R$ 450 milhões, será executada pelo Governo Federal.



Em meio ao clima de racha político entre a presidente Dilma Rousseff e o governador pernambucano Eduardo Campos (PSB), o governo federal anunciou, nesta segunda-feira (25), um pacote de investimentos bilionários em Pernambuco nos próximos anos.

Em Pernambuco, a presidente participa, em Serra Talhada (414 km do Recife), da inauguração de um trecho da adutora do Pajeú, que atende a 80 mil famílias no sertão estadual

Coube à ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, anunciar um investimento de R$ 3,1 bilhões no Estado governado por Campos, por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

"São 3,1 bilhões em obras que consolidam a parceria entre os governos estadual e federal. Desse total, R$ 2,8 bilhões são do orçamento federal, e R$ 330 milhões do governo do Estado. Todo esse dinheiro será usado em obras fundamentais", disse, fazendo questão de citar que 90% dos recursos são do tesouro da União.

Segundo a ministra, o maior montante será destinado a duas obras rodoviárias. "Será R$ 1,6 bilhão para a duplicação da BR-423 entre São Caitano e Garanhuns. Também será realizado o arco metropolitano do Recife, que deve criar um caminho alternativo de acesso, liberando o trânsito da BR-101 e garantindo melhor acesso ao porto de Suape e à nova fábrica de Fiat", disse a ministra.

domingo, 14 de abril de 2013

Dia do Índio no Museu

Dia do Índio no Museu
O Museu de Pré História Casa Dom Aquino sedia o VI Encontro Indígena, que acontecerá entre os dias 15 e 19 de abril no próprio Museu. Confira a programação


Ariane Laura
Da Redação

O Dia do Índio é comemorado em 19 de abril, mas já tem muita programação rolando por toda a Capital e pelo estado afora. O Museu de Pré História Casa Dom Aquino, por exemplo, sedia o VI Encontro Indígena. Artesanatos indígenas, danças, cantos, oficinas, astronomia, culinária, pinturas corporais, visitação a exposição e palestras fazem parte da programação, que neste ano tem início nesta segunda-feira (15) e se estende até o dia 19.

O Museu Dom Aquino compreende a importância dos povos indígenas e por isso a necessidade desse encontro ter continuidade e já estar em sua 6ª edição. Este encontro representa um momento de reflexão sobre a atual situação dos indígenas no Estado de Mato Grosso, buscando alternativas, sugestões, e melhorias na conjuntura do presente e do futuro para esse povos.

Nesse contexto cultural, também será inserida a questão política com as discussões de dois temas de grande importância: “A inserção do indígena profissional nível superior no mercado de trabalho” e “A inserção indígena na Copa do Pantanal”. A expectativa é que essas discussões possam gerar propostas e amadurecimento para ações concretas.

A programação tem início na manhã do dia 15, às 08 h com apresentações de canto e dança. Em seguida, às 10 h haverá a palestra “O que é ser índio?” com Daniel Munduruku (Prof. Dr. Em Educação / USP).

Na terça (16) pela manhã, às 08h30 haverá uma mesa redonda com o tema “Conhecendo as etnias de Mato Grosso”. Logo mais, às 09h30 haverá oficinas de artesanatos, pinturas corporais, dança, jogos e brincadeiras indígenas. Às 10h30 será a vez da palestra “Patrimônio Waurá Kaji Waurá”, que será ministrada por um acadêmico de Pedagogia da Unemat.

A tarde a programação continua às 13h30 com segue com mesa redonda com o tema “Conhecendo as etnias de Mato Grosso”. Às 15 h é a vez das oficinas, brincadeiras e jogos indígenas. Às 16 h tem Mostra de vídeos e documentário sobre a temática.

Na quarta (17) pela manhã se repete o tema da mesa redonda “Conhecendo as etnias de Mato Grosso” e às 09h30 as oficinas. Às 10h30 a palestra é sobre Terra Indígena Maráiwatsédé Pajé José Tserité Xavante ministrada pelo Dr. César Augusto Lima do Nascimento.

A tarde a programação continua às 13h30 com segue com mesa redonda com o tema “Conhecendo as etnias de Mato Grosso”. Às 15 h é a vez das oficinas, brincadeiras e jogos indígenas. Às 16 h tem Mostra de vídeos e documentário sobre a temática. O diferencial é que neste dia, às 19 h, haverá observação astronômica, guiada pelo professor Dr. Denilton Carlos Gaio (Instituto de Física da UFMT).

O tema da mesa redonda na quinta pela manhã (18) é “Inserção do profissional indígena nível superior no mercado de trabalho”. Logo mais, às 10h30 haverá apresentação cultural, Dança do Macaco com a etnia Kuikuro e Dança dos Homens com a etnia Xavantes.

A tarde, às 13h30 a programação retoma com Grupos de Trabalhos que deverão formular propostas de trabalho que deverão ser apresentadas posteriormente. Às 16h é a vez de abrir espaço para a programação cultural. Haverá canto da etnia Bororo e Dança do Tatu com a etnia Kuikuro.

No Dia do Índio e último dia do Encontro (19), o tema da mesa redonda às 08h30 é “A inserção do indígena na Copa do Pantanal. Logo mais, às 10h30 haverá apresentação cultural, Dança do Macaco com a etnia Kuikuro e Dança dos Homens com a etnia Xavantes.

A tarde a programação segue às 13h30 com os Grupos de Trabalho que devem apresentar as formulações de propostas levantadas. Às 16 h haverá apresentação de flauta Kuikuro e Dança e ritual de caça Kuikuro. O encerramento da programação está previsto para às 19 h com apresentações culturais com canto, danças, pajelança e gastronomia. A entrada custa R$ 5,00. Mais informações pelo telefone (65) 3634


Fonte:Diário de Cuiabá

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Homem preso com cheques da AL é liberado; crime é apurado

Victor Cabral

O homem preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) com três cheques da Assembleia de Mato Grosso, no valor de R$ 58 mil, R$ 790 mil em dinheiro e € 50 mil (euros), foi liberado na noite desta terça (9). Avilmar de Araújo Costa, que é amigo do presidente da Assembleia, deputado José Riva (PSD), foi ouvido na delegacia da Polícia Federal em Uberaba (MG).
Conforme o G1, o delegado responsável pela apuração do caso, Marcos Zampieri, afirmou que Avilmar será investigado pelo crime de lavagem de dinheiro. Outras três pessoas, que estavam com o suspeito no carro no momento da abordagem, também foram liberadas. O delegado ainda afirmou que eles foram ouvidos e, durante o depoimento, o amigo de Riva confirmou a versão relatada aos policiais rodoviários durante a abordagem.
“Ele alegou que o dinheiro é proveniente de compra e venda de gado e que usaria a quantia para comprar imóveis em Belo Horizonte. Alegou ter encontrado os cheques no estacionamento da Assembleia”, revelou o delegado ao G1. Na sessão vespertina de ontem, Riva usou a tribuna para dizer que conhecia o homem há mais de 30 anos e garantiu que o Legislativo não emite cheques há mais de 10 anos.
fonte:RDNEWS

Bono Vox: Lula é um “tesouro global que nos inspira”

 

Bono Vox: Lula é um “tesouro global que nos inspira”

O vocalista do U2, Bono Vox, gravou na terça-feira 9 uma mensagem em vídeo para os brasileiros após o encontro que teve com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Londres. Bono disse que o ex-presidente brasileiro é um tesouro global que “nos inspira”.

Bono é um ativista político e um dos criadores da Fundação One, que atua no combate à extrema pobreza e a favor de melhores políticas de desenvolvimento.

domingo, 7 de abril de 2013

A partir de 2016, matrícula na pré-escola a partir dos 4 anos será obrigatória

Publicadas no Diário Oficial da União desta sexta-feira as alterações na lei que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Entre as mudanças, o dispositivo baixa de 6 para 4 anos a idade para que os pais efetuem a matrícula das crianças na educação básica. Estados e municípios têm até 2016 para garantir a oferta de vagas na pré-escola a todos os alunos a partir dessa idade.

As alterações foram bem recebidas pelo deputado Ângelo Vanhoni (PT/PR). Ele destacou a importância da escola nessa faixa etária.

"É bom que a gente demarque aqui o que nós entendemos, o que o MEC, o que os pedagogos e os cientistas da educação entendem nesse período da vida das pessoas. De 4 a 6 anos é um período de educação infantil. É um período de desenvolvimento das múltiplas linguagens que a criança tem para desenvolver, da sua sensibilidade, das múltiplas linguagens que nós temos."

Conforme o texto publicado, a educação básica será dividida entre pré-escola, ensino fundamental e ensino médio. O currículo da educação infantil deverá ter uma base nacional comum que respeita as diversidades culturais de cada região. O atendimento à criança deve ser de, no mínimo, 4 horas diárias para o turno parcial e de 7 horas para a jornada integral. A pré-escola deve fazer um controle do comparecimento às atividades, exigida a frequência mínima de 60% do total de horas.

Ao sancionar a lei, a presidente Dilma Rousseff acolheu recomendação do Ministério da Educação e vetou a regra que obrigava os professores com formação em nível médio a concluírem curso superior no prazo de 6 anos após a posse em cargo de docente na rede pública de ensino.

 
Lei que obriga matrícula na pré-escola a partir dos 4 anos foi publicada na sexta-feira
Fonte: Assessoria
 
Durante a votação da matéria na Câmara, a exigência foi alvo de divergências. Para a deputada Professora Dorinha de Seabra Rezende (DEM/TO), a formação superior é necessária.

"É meritório o fato de garantir a formação de nível médio como uma situação temporal, que vá atender as redes públicas na zona rural, nas áreas indígenas, mas os sistemas públicos têm de cuidar para que todos os professores tenham, no mínimo, o ensino superior."

Já o deputado Ivan Valente declarou o voto contrário do Psol à obrigatoriedade de curso superior para professores da rede pública e explicou o porquê.

"Toda medida que eleva o nível de formação dos professores e se investe na educação formal, na qualidade da educação básica é positiva, só que para isso tem de ter investimento público, para isso nós temos que investir na formação de professores, melhorar os salários e assim por diante."

A justificativa do governo para vetar da exigência é que não havia previsão de qualquer sanção por conta do descumprimento da regra, o que poderia causar incerteza sobre o destino do profissional que não concluísse os estudos no prazo de 6 anos.

Outro argumento ressalta a inviabilidade da medida. Segundo o Ministério da Educação, a matrícula aos 4 anos de idade vai exigir aumento significativo no número de vagas na educação infantil, principalmente nas redes municipais, e não houve a devida análise de absorção desse impacto.
 
Fonte: expressomt
 

Joaquim Barbosa faz diferença?

Joaquim Barbosa faz diferença?



O presidente do STF recebe um prêmio
da Globo, o jornal que mais o submeteu
a pressões à época do “mensalão”
Foto: Nelson Jr./SCO/STF
Claudio Bernabucci, CartaMaior

“Uma decepção profunda tomou conta de mim, dias atrás, ao ver o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, aparecer na tevê, como qualquer estrela do show business, para receber o Prêmio Faz Diferença, outorgado pelo jornal O Globo. Trata-se de condecoração muito badalada, graças à forca de propaganda do maior grupo editorial do País, e nem por isso se eleva acima de sua caraterística prosaicamente mundana. Em princípio, nada contra esses tipos de manifestações autocelebrativas aos quais, infelizmente, estamos quase completamente habituados: o marketing e a publicidade tanto penetraram nossas sociedades que são vividos pela maioria como aspectos fisiológicos da existência. Nenhum purismo, então, ante atrizes e cantores, cineastas e novelistas, donos de restaurantes e de produtos de beleza, que desfilam em passarela num teatro carioca e se orgulham pela “honra” recebida, porque é considerado normal, segundo a moral corrente, fazer uso de tais instrumentos e ser usados.”
Artigo Completo, ::AQUI::

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Afastado Desembargador acusado de solicitar dinheiro a advogados é afastado

O Órgão Especial do TJ/SP, em sessão realizada na última quarta-feira, 3, decidiu, por unanimidade, afastar o desembargador Arthur Del Guércio Filho, da 15ª câmara de Direito Público, acusado de solicitar vantagem indevida em razão de sua função.
Em 18/3, o presidente da seção de Direito Público, desembargador Samuel Alves de Melo Júnior, comunicou ao presidente do TJ/SP, desembargador Ivan Sartori, que foi procurado pelo juiz de Direito aposentado e advogado Nagashi Furukawa. O causídico teria reportado que Del Guércio Filho, enquanto integrante da turma julgadora de recurso interposto por parte representada pelo referido advogado, teria solicitado, diretamente, vantagem indevida em razão de sua função.
Em apuração preliminas foram colhidos os depoimentos do juiz aposentado e de sua sobrinha, a advogada Fabiane Furukawa. Após a juntada dos documentos e expedição em ofício ao MJ, STJ e à Corregedoria Nacional de Justiça, novos depoimentos e documentos foram colacionados.
Segundo o depoimento de Fabiane, o desembargador teria procurado Nagashi com o processo em mãos disse que precisava de um "favor". Ele teria dito que se sentia constrangido, mas passava por uma situação financeira complicada e precisava de R$ 35 mil até o dia seguinte. O advogado contou que informou a Del Guércio Filho que seu cliente não tinha o dinheiro, mas ele insistiu, o que considerou um interesse anormal por parte do desembargador.
Outras testemunhas foram ouvidas e afirmaram terem sido procuradas Del Guércio que às vezes propunha "soluções" em seus processos. Sob a justificativa de estar com problemas financeiros o desembargador teria pedido R$ 120 mil, de acordo com depoimento de outro advogado.
O desembargador Ivan Sartori decidiu pelo afastamento cautelar do magistrado até o término do procedimento administrativo, sob a justificativa de que existe "possibilidade de, em exercício, influenciar o investigado servidores que lhe são subalternos e profissionais que poderão ser chamados a prestar depoimentos nos autos".
Sartori fundamentou a decisão no art. 35, inciso I, da Loman o qual prescreve que é dever do magistrado, "cumprir e fazer cumprir, com "independência, serenidade e exatidão, as disposições legais e os atos do ofício", ao passo que o inciso VIII do mesmo diploma legal impõe ao magistrado o inarredável dever de “manter conduta irrepreensível na vida pública e particular".
"O quadro delineado nos autos, mais, não é sugestivo de um fato isolado, mas revelador de um verdadeiro padrão de comportamento desbordante da mais comezinha postura expectável de um magistrado, não sendo desarrazoado cogitar da possibilidade de perseverar o magistrado na ímproba conduta que lhe imputam as peças esteio deste voto, caso permaneça no exercício de suas elevadas funções", disse sobre a publicidade do caso.
Ao ser colocado em pauta, o Órgão Especial acolheu, por unanimidade, o voto do presidente do TJ/SP.
  • Processo: 42.773/13
Veja a íntegra da decisão.onte: Migalhas  Quente
 F

Caso do advogado preso por estupro está sendo acompanhado pela OAB, diz Sguarezi

Instituição faz apuração paralela e pode punir acusado com a perda do registro de advogado

Crédito: ExpressoMT
O advogado preso por estupro de vulnerável na última segunda-feira (01) em Lucas do Rio Verde está sendo acompanhado pela OAB. A informação é do presidente da subseccional da Ordem dos Advogados do Brasil no município, Abel Sguarezi. A comissão de ética faz apuração paralela e pode punir o acusado, que confessou ter abusado a própria sobrinha em pelo menos três ocasiões.

Sguarezi disse que a primeira medida após tomar conhecimento do caso foi instituir um advogado para assegurar que as prerrogativas do acusado, que apesar de ser bacharel em direito e portar carteira da OAB não exercia a função. O advogado instituído está acompanhando o processo que tramita sob segredo de justiça. “Ele também extrai cópias do processo investigatório, do inquérito policial, e encaminha para o Tribunal de Ética para que seja apurada a conduta ética desse acusado”, explicou, revelando que o procedimento ético já foi instaurado. As primeiras informações de posse desse conselho são oriundas das reportagens feitas pelos meios de comunicação do município.

Ainda de acordo com o presidente da OAB/Lucas, o acusado deverá ser intimado ainda hoje para apresentar defesa. Conforme o estatuto, as penas que podem ser aplicadas ao advogado que fere a ética vão da advertência, suspensão e perda do registro, ficando impossibilitado de exercer a função e o foro privilegiado perante a justiça. “Pode-se nesse processo ético, o acusado ser suspenso preventivamente. É uma possibilidade que o Tribunal de Ética pode adotar”, disse.

O presidente ainda citou a importância da preservação da identidade da vítima para justificar o motivo da não divulgação do nome do profissional. O grau de parentesco, conforme Sguarezi, poderia fazer com que a divulgação do nome do acusado remeta ao da vítima, uma criança de apenas sete anos. “É bom que a população tenha a ciência, que não está preservando o acusado, mas a vítima”, explicou.

Formado em advocacia, o acusado atuava como empresário no ramo imobiliário de Lucas, sendo bastante conhecido no município. Ele recebeu a carteira da OAB há menos de dois meses.
 Fonte: expressomt

terça-feira, 2 de abril de 2013

Padre Carmelita é preso após denunciar o envenenamento da população da cidade de Unaí e região pelo abuso de agrotóxicos utilizados na marca “Feijão Unaí”.


01/04/2013
do jornal A Verdade


O juiz do município de Unaí, região Noroeste de Minas Gerais, decretou em outubro do ano passado a prisão do padre Carmelita, assessor da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e militante dos direitos humanos, Frei Gilvander. O motivo para a prisão foi a divulgação de um vídeo - retirado do ar - produzido pelo Frei que denuncia o envenenamento da população da cidade de Unaí e região pelo abuso de agrotóxicos utilizados na marca “Feijão Unaí”.
No vídeo, depoimento de uma trabalhadora de uma escola municipal de Arinos, cidade vizinha de Unaí, relata que o feijão foi enviado para a merenda escolar e que as cozinheiras não suportaram o mau cheiro e os sinais de veneno contidos no feijão, chegando, inclusive a passar mal. Isso se repetiu várias vezes, chegando ao ponto de até descartar o feijão no lixo.
A cidade de Unaí é a campeã nacional em casos de câncer. Segundo os dados da Comissão Parlamentar da Câmara Federal, em Unaí há 1260 casos de pessoas com câncer por ano. A média mundial não ultrapassa 400 casos anuais para cada 100.000 habitantes. A cidade também é a campeã nacional em produção de feijão e de uso de agrotóxicos, uma verdadeira ameaça a saúde da população.
A prisão de Frei Gilvander se daria caso não retirasse de circulação o vídeo que fazia a denúncia, um verdadeiro ataque à liberdade de expressão e informação. Os diretores do Google e do Youtube estão respondendo a processo pela veiculação do vídeo.
Frei Gilvander é um grande companheiro da luta do povo pobre e por isso desperta o ódio dos poderosos. Em maio, por seu apoio à luta do povo por moradia e denúncia do despejo da Ocupação Eliana Silva e de outras comunidades sofreu dezenas de ameaças de morte (veja na entrevista ao Jornal A Verdade clicando aqui). Mas segue firme na luta contando com cada vez mais apoio das comunidades e das pessoas de luta, justas e honestas.
No dia 25 de outubro, organizações da sociedade civil e movimentos sociais lançaram manifesto contra a criminalização do Frei Gilvander Luís Moreira e o uso abusivo de venenos. Acesse aqui.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Novo conselho de segurança quer guarda Municipal armada em Lucas

Novo conselho de segurança quer guarda Municipal armada em Lucas
Foto por: Leia Lucas

O advogado criminalista Alexandre Andrade é o presidente empossado nesta quarta - feira no Conselho Municipal de Segurança. Como órgão deliberativo, o conselho sempre cobrou do governo do estado a vinda de mais policiais militares e civis para Lucas, alem de outras ações planejadas pelo conselho. Não existe porém, uma reserva do ultimo concurso publico para policiais, o que acaba sacrificando as equipes de rua em todo o estado de Mato Grosso.


Uma alternativa que o poder público municipal encontrou foi a convocação de mais guardas municipais aprovados no ultimo concurso publico, o que vai facilitar na hora de programar a ronda. Os dez agentes que estão chegando vão aumentar o efetivo na rua. Dentro da atribuição que é o transito, o aumento no numero de carros e população tem complicado o trabalho da Guarda. Indiretamente a GMT ajuda na área de segurança pública, comunicando situações flagradas durante as rondas às policias.


Considerando que a segurança publica é obrigação do estado, e o município só pode reivindicar, o conselho tem buscado apoio em entidades representativas em busca de encorpar os pedidos ao governo estadual.


Está em discussão nesse momento a guarda municipal armada. O estatuto do desarmamento determina que municípios com mais de 50 mil habitantes já pode ter uma guarda armada.


O presidente do conselho lembrou que no artigo 301 do código penal diz que qualquer do povo pode prender em flagrante, então a guarda municipal também pode, e tem amparo legal para fazê-lo. Só depende de mudanças na legislação do município e do estatuto da guarda.


A criação efetiva de uma guarda municipal armada poderá acontecer somente depois que os agentes passem por um treinamento para fazer o uso das armas.


O ex presidente do conselho Edu Pascoski avaliou como positivo desempenho do conselho pelo respaldo dado pela administração municipal em conduzir o órgão.


Edu reclamou do que ele chamou de falta de compromisso do governo do estado com a sociedade mato-grossense. Segundo Edu, o governo demora em convocar outro concurso público para policiais, e o déficit hoje seria em torno de 2 mil policiais. “Em um momento em que se aproxima a Copa do Mundo, eu tenho medo que o estado leve todos os policiais do interior para fazer a segurança da copa. O tempo está passando e em 2014 não poderá haver concurso público. Vai ser um caos se isso acontecer”, finalizou Edu, que trabalhou na campanha do atual governador Silval Barbosa em Lucas.
 Fonte: Leia Lucas

Juiz vê perseguição a senador e pede laudo que pode resultar em prisão de blogueiro

Da Redação - Rodrigo Maciel Meloni

Foto: Rodrigo Maciel Meloni-OD
Juiz vê perseguição a senador e pede laudo que pode resultar em prisão de blogueiro
A coletiva à imprensa dada na manhã desta quarta-feira (27) pelo blogueiro José Marcondes dos Santos Neto, o Muvuca, para falar do conflito com o senador Pedro Taques (PDT) provocou reação imediata do advogado do parlamentar mato-grossense, Paulo Zamar Taques. Na tarde do mesmo dia, o defensor rebateu as acusações e apresentou a decisão judicial da 7ª Vara Criminal de Mato Grosso, na qual o juiz Paulo Cézar Alves Sodré ordenou a realização de exame toxicológico para determinar se Muvuca deve ser preso ou internado compulsóriamente.

Na decisão proferida no dia 21 de março, o juiz deferiu pedido da defesa do senador de realização de perícia médica a fim de aferir se o blogueiro é imputável, semi-imputável ou inimputável. Para tanto, nomeou o médico psiquiatra Antônio Carlos Carvalho Reiners, que deverá indicar se o requerido faz uso de substância entorpecente e qual é; qual o seu grau de dependência; se ela afeta sua saúde mental e a capacidade de entendimento do caráter ilícito de seus atos e por último se o requerido estava, à época dos fatos, inteiramente incapacitado de entender o caráter ilícito dos seus atos.

Os atos aos que o juiz se refere são as acusações feitas por Muvuca em página da rede social facebook , que no dia 20 de janeiro escreveu “...atenção autoridades, eu ainda vou matar esse cara... nem que seja de raiva. E não é por causa dos processo, me lixo para isso, mas sim porque ele foi mexer com minha santa mãe...”.

O anúncio somado a postagem de duas fotos onde o requerido carrega duas armas – uma pistola e um fuzil, levou a defesa do senador a crer que a sua vida estava correndo risco. No processo movido pela defesa, o juiz entende que “embora não tenha sido trazido aos autos o resultado de eventual laudo psicossocial a que tenha se submetido o requerido, há fortes indícios de existência de distúrbios em sua conduta, pois não fosse assim, não teria se submetido a tratamento psicossocial como determinado judicialmente no âmbito do Juizado Especial Criminal Unificado de Cuiabá".
No entendimento do juiz, esse fato, por si só afasta, por hora, a conveniência de decretar-se eventual prisão preventiva em seu desfavor, pois não se sabe se o requerido tem a potencial consciência da licitude de seus atos.

A medida cautelar requerida junto ao Ministério Público Federal (MPF) em desfavor de Muvuca gerou investigação da Polícia Federal, a quem o blogueiro acusa de ter invadido sua casa (a PF executou mandato de busca e apreensão na residência de Muvuca).

Quanto às atribuições que Muvuca deu á Pedro Taques, de que ele teria agido como Procurador da República para embargar obras de hidrovia com o objetivo de atender a interesses “de uma das maiores máfias de MT, a dos combustíveis”, além de outras quatro, foram arquivadas pelo procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, por entender que não havia justa causa para deflagração da atividade persecutória do Estado. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, deu parecer pelo arquivamento dos autos.

Representação


Além das diversas acusações que tem feito á Pedro Taques, José Marcondes, que escrevia no extinto blog Mega Debate, informou que entrará, na próxima semana, com representação junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para denunciar a ajuda que o senador recebeu durante sua campanha de agentes judiciais.

“Pedro Taques deve responder para a sociedade seus crimes e parar de atacar minha vida particular”, declarou Muvuca em entrevista ao site Olhar Direto/olharjuridico. Ele afirmou que vai entrar com representação contra o promotor que mandou interna-lo no Conselho do Ministério Público, vai , e diz que ‘deixa nas mãos da opinião pública’ o julgamento do caso.
Fonte: Olhar Direto
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Após tensão com Dilma, o 'conforto' de Lula

Após tensão com Dilma, o 'conforto' de Lula




“A semana começou tensa para o governador Eduardo Campos, que viu a presidente Dilma Rousseff encurtar passagem por Pernambuco, na segunda-feira, e mandar recados após aproximação entre o presidenciável socialista e o ex-governador José Serra; mas, dois dias depois, Campos receberia um belo afago do ex-presidente Lula em entrevista; "De certa forma nos emociona, pela forma larga como ele coloca as questões e como ele sabe distinguir o que é o processo político e o que devem ser as relações pessoais", elogiou o governador


A semana começou atribulada para o governador Eduardo Campos. Depois de o líder socialista se reunir para um conversa com o ex-governador José Serra (PSDB), a presidente Dilma Rousseff reduziu drasticamente a agenda prevista para sua visita a Pernambuco, na última segunda-feira. Dos quatro eventos, restou apenas a inauguração de uma adutora em Serra Talhada, onde os dois trocaram elogios, aliados que são, mas não conseguiram esconder completamente a tensão que permeia as relações entre PT e PSB desde que o nome de Campos começou a se fortalecer como possível opositor de Dilma nas eleições de 2014.

Durante discurso na última segunda-feira, a presidente destacou que "nenhuma força política sozinha é capaz de dirigir um país com essa complexidade", completando: "Precisamos que esses parceiros sejam comprometidos com esse caminho" (leia mais). No dia seguinte, de passagem por Brasília, Campos diria que "Dilma não é mulher de mandar recado, nem eu sou homem de receber recado", na tentativa de amenizar as especulações de desentedimento entre os dois. Mas o conforto que enfim amenizaria as tensões entre petistas e socialistas viria apenas nesta quarta-feira.

Questionado sobre as declarações do ex-presidente Lula ao jornal 'Valor Econômico' (leia mais), Campos se disse "confortado". Na entrevista, Lula disse que sua relação de amizade com Campos é inabalável e independente de questões eleitorais. "A fala do ex-presidente Lula nos deixa confortado. De certa forma nos emociona, a mim, minha família, meus amigos, pela forma larga como ele coloca as questões e como ele sabe distinguir o que é o processo político e o que devem ser as relações pessoais", disse Campos, que participou de uma solenidade de entrega de viaturas à Polícia Militar de Pernambuco nesta quarta.”
Fonte: Brasil Brasil

segunda-feira, 25 de março de 2013

Assumindo os próprios erros: a importância da confissão espontânea no processo penal

Em matéria especial, o STJ reforça importância da confissão voluntária no processo penal, o que facilita a atuação do Poder Judiciário e atenua a pena para o agente. Confira o texto na íntegra abaixo:

Reconhecer a autoria do crime é atitude de especial relevância para o Judiciário. O réu pode contar com a atenuante da pena e colaborar com as investigações em curso. Pode contribuir ainda com um julgamento mais célere e com a verdade dos fatos. Mas em que circunstâncias a admissão do crime implica realmente benefício para o culpado e qual a posição do STJ sobre o assunto?
O artigo 65, inciso III, alínea d, do CP dispõe que a confissão espontânea de autoria do crime é circunstância que atenua a pena. Assim, aqueles que, em tese, admitirem a autoria do fato em presença de uma autoridade terá como prêmio uma pena mais branda. O primeiro elemento exigido pela lei, então, é a confissão ser voluntária; a segunda é que seja em presença de autoridade.
A autoridade pode ser tanto o delegado de polícia, o magistrado ou o representante do MP. É entendimento do STJ que não cabe ao magistrado fazer especulações sobre os motivos que conduziram o réu a admitir a culpa. A jurisprudência dispõe que a confissão, prevista no texto da lei, é de caráter meramente objetivo. Isso significa que o acusado não precisa apresentar motivação específica ou qualquer outro requisito subjetivo para sua caracterização (HC 129.278).
Arrependimento
O STJ entende que pouco importa o arrependimento ou a existência de interesse pessoal do réu ao admitir a culpa. A atenuante tem função objetiva e pragmática de colaborar com a verdade, facilitando a atuação do Poder Judiciário. "A confissão espontânea hoje é de caráter meramente objetivo, não fazendo a lei referência a motivos ou circunstâncias que a determinaram", assinalou o ministro Paulo Gallotti, ao apreciar HC de MS (HC 22.927).
É entendimento também do STJ de que não importa se o réu assumiu parcial ou totalmente o crime ou mesmo se houve retratação posterior. "Se a confissão na fase inquisitorial, posteriormente retratada em juízo, alicerçou o decreto condenatório, é de ser reconhecido o benefício da atenuante do artigo 65, III, alínea d, do CP", assinalou a ministra Laurita Vaz em um de seus julgados. (HC 186.375).
"A confissão, realizada diante de autoridade policial quanto a um delito de roubo, mesmo que posteriormente retratada em juízo, é suficiente para incidir a atenuante quando expressamente utilizada para a formação do convencimento do julgador", assinalou o ministro Jorge Mussi em um julgado. Segundo ele, pouco importa se a admissão da prática do ilícito foi espontânea ou não, integral ou parcial (HC 217.687).
Os magistrados entendem que a lei não faz ressalva em relação à maneira como o agente pronunciou a confissão. A única exigência legal, segundo a Corte, é que essa atenuante seja levada em consideração pelo magistrado quando da fixação da pena (HC 479.50). Mesmo havendo retratação em juízo, segundo o STJ, se o magistrado usar da confissão retratada como base para o reconhecimento da autoria do crime, essa circunstância deve ser levada em consideração no momento da dosimetria da pena (HC 107.310).

Confissão qualificada
O STJ tem se posicionado no sentido de que não cabe a atenuante em casos de confissão qualificada – aquela em que o acusado admite a autoria, mas alega ter sido acobertado por causa excludente da ilicitude. É o caso de um réu confessar o crime, mas alegar que agiu em legítima defesa.
Isso porque, segundo uma decisão da 6ª turma, nesses casos, o acusado não estaria propriamente colaborando para a elucidação do crime, mas agindo no exercício de autodefesa (REsp 999.783).
Na análise de um habeas corpus oriundo do RS, a 5ª turma reiterou o entendimento de que a confissão qualificada não acarreta o reconhecimento da atenuante. No caso, um réu atirou em policiais quando da ordem de prisão, mas não admitiu o dolo, alegando legítima defesa (HC 129.278).
"A confissão qualificada, na qual o agente agrega à confissão teses defensivas descriminantes ou exculpantes, não tem o condão de ensejar o reconhecimento da atenuante prevista no artigo 65, inciso III, alínea d, do CP", sustentou a ministra Laurita Vaz, na ocasião do julgamento. A versão dos fatos apresentada pelo réu não foi utilizada para embasar sua condenação.

Personalidade do réu
A atenuante da confissão, segundo decisões de alguns ministros, tem estreita relação com a personalidade do agente. Aquele que assume o erro praticado, de forma espontânea – ou a autoria de crime que era ignorado ou atribuído a outro – denota possuir sentimentos morais que o diferenciam dos demais.
É no que acredita a desembargadora Jane Silva, que atuou em turma criminal no STJ, defendendo a seguinte posição: "Penso que aquele que confessa o crime tem um atributo especial na sua personalidade", defendeu ela, “pois ou quer evitar que um inocente seja castigado de forma não merecida ou se arrependeu sinceramente”. E, mesmo não se arrependendo, segundo a desembargadora, o réu merece atenuação da pena, pois reconhece a ação da Justiça – "à qual se sujeita", colaborando com ela.
A desembargadora definiu a personalidade como conjunto de atributos que cada indivíduo tem e desenvolve ao longo da vida até atingir a maturidade; diferentemente do caráter, que, segundo ela, é mutável. Dessa forma, o réu que confessa espontaneamente o crime "revela uma personalidade tendente à ressocialização, pois demonstra que é capaz de assumir a prática de seus atos, ainda que tal confissão, às vezes, resulte em seu prejuízo, bem como se mostra capaz de assumir as consequências que o ato criminoso gerou, facilitando a execução da pena que lhe é imposta" (REsp 1.012.187).

Reincidência
No Brasil, conforme previsão do artigo 68 do CP, o juiz, no momento de estabelecer a pena de prisão, adota o chamado sistema trifásico, em que primeiro define a pena-base (com fundamento nos dados elementares do artigo 59: culpabilidade, antecedentes, motivação, consequências etc.), depois faz incidir as circunstâncias agravantes e atenuantes (artigos 61 a 66) e, por último, leva em conta as causas de aumento ou de diminuição da pena.
A 3ª seção decidiu em maio do ano passado, por maioria de votos, que, na dosimetria da pena, devem ser compensadas a atenuante da confissão espontânea e a agravante da reincidência, por serem igualmente preponderantes. A questão consistia em definir se a agravante da reincidência teria maior relevo ou se equivalia à atenuante da confissão. A solução foi dada com o voto de desempate da ministra Maria Thereza de Assis Moura (EREsp 1.154.752).
Segundo explicação do desembargador convocado Adilson Macabu, proferida no curso do julgamento, o artigo 65 do CP prevê as circunstâncias favoráveis que sempre atenuam a pena, sem qualquer ressalva, e, em seguida, o artigo 67 determina uma agravante que prepondera sobre as atenuantes. Os ministros consideraram na ocasião do julgamento da 3ª seção que, se a reincidência sempre preponderasse sobre a confissão, seria mais vantajoso ao acusado não confessar o crime e, portanto, não auxiliar a Justiça.
O entendimento consolidado na ocasião é que a confissão revela traço da personalidade do agente, indicando o seu arrependimento e o desejo de emenda. Assim, nos termos do artigo 67 do CP, o peso entre a confissão – que diz respeito à personalidade do agente – e a reincidência – expressamente prevista no referido artigo como circunstância preponderante – deve ser o mesmo. Daí a possibilidade de compensação.

Autoincriminação
No julgamento de um habeas corpus em que aplicou a tese firmada pela 3ª seção, o desembargador Adilson Macabu considerou que a confissão acarreta "economia e celeridade processuais pela dispensa da prática dos atos que possam ser considerados desnecessários ao deslinde da questão". Também acrescentou que ela acarreta segurança material e jurídica ao conteúdo do julgado, pois a condenação reflete, de maneira inequívoca, a verdade real, buscada inexoravelmente pelo processo (HC 194.189).
O magistrado destacou que a escolha do réu ao confessar a conduta "demonstra sua abdicação da proteção constitucional para praticar ato contrário ao seu interesse processual e criminal", já que a Constituição garante ao acusado o direito ao silêncio e o direito de não se autoincriminar. "Por isso deve ser devidamente valorada e premiada como demonstração de personalidade voltada à assunção de suas responsabilidades penais", concluiu Macabu.

Condenação anterior
No julgamento de um habeas corpus, contudo, a 5ª turma do STJ adotou o entendimento de que, constatado que o réu possui condenação anterior por idêntico delito, geradora de reincidência, e que há uma segunda agravante reconhecida em seu desfavor (no caso, crime cometido contra maior de 60 anos), não há constrangimento ilegal na negativa de compensação das circunstâncias legais agravadoras com a atenuante da confissão espontânea (HC 183.791).
Sobre o tema, o STJ tem entendimento de que a atenuante da confissão espontânea não reduz pena definida no mínimo legal, nem mesmo que seja de forma provisória. A matéria se enquadra na súmula 231, do STJ.

Flagrante
Em relação à atenuante quando da ocorrência da prisão em flagrante ou quando há provas suficientes nos autos que possam antecipadamente comprovar a autoria, as Turmas criminais do STJ entendem que "a prisão em flagrante, por si só, não constitui fundamento suficiente para afastar a incidência da confissão espontânea". Com isso, foi reformada a decisão proferida pela instância inferior (HC 68.010).
Em um caso analisado pelo STJ, um réu foi flagrado transportando 6,04 quilos de cocaína e o TJ/MS, na análise de fixação da pena, não considerou a atenuante da confissão espontânea, ao argumento de que o réu foi preso em flagrante (REsp 816.375).
Em outra decisão, sobre o mesmo tema, a 5ª turma reiterou a posição de que "a confissão espontânea configura-se tão somente pelo reconhecimento do acusado em juízo da autoria do delito, pouco importando se o conjunto probatório é suficiente para demonstrá-la ou que o réu tenha se arrependido da infração que praticou" (HC 31.175).

fONTE: mIGALHAS QUENTE

Gasto com deputados caminha para R$ 1 bilhão


Entre aumentos anunciados e prometidos
por Henrique Alves, custo anual de
gabinete deve pular para R$ 1,8 milhão

“Aumento anunciado para verbas dos parlamentares e prometido reajuste salarial devem elevar despesas com os 513 deputados em R$ 129 milhões por ano. Com novas medidas, custo salta de R$ 799 milhões para R$ 928 milhões

Eduardo Militão, Congresso em Foco

Quando o mandato dos atuais deputados começou, em fevereiro de 2011, o contribuinte gastava, em média, R$ 122 mil por mês para manter um gabinete na Câmara. Com as propostas de aumento de salário e outros benefícios em curso na Casa, a perspectiva é de que essa mordida sobre o bolso do cidadão brasileiro salte para R$ 142 mil mensais. Ou seja, em um ano, o custo dos 513 deputados no exercício do mandato aumentará R$ 129 milhões por ano, passando dos atuais R$ 799 milhões para R$ 928 milhões. Um gasto extra de 16%. Os dados são de levantamento exclusivo do Congresso em Foco.

As mudanças são fruto de medidas iniciadas no final da gestão de Marco Maia (PT-RS), como o aumento da verba de gabinete para contratar até 25 funcionários em Brasília e no estado, benefício que subiu de R$ 60 mil para R$ 78 mil mensais. E, principalmente, dos aumentos anunciados neste início de ano pelo novo presidente, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), como o auxílio-moradia, a cota para cobrir despesas dos parlamentares, de alimentação a viagens, e do prometido reajuste salarial para os parlamentares, compromisso assumido pelo peemedebista durante sua candidatura, como revelou o Congresso em Foco.”
Foto: Rodolfo Stuckert/Ag. Câmara
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 Fonte: Brasil Brasil