sábado, 1 de março de 2014

Como Amarildo, quase 40 mil desapareceram no Rio desde 2007

Giuliander Carpes, da Agência Pública
Em julho do ano passado, um grito ecoou na maior favela da zona Sul do Rio de Janeiro e ultrapassou fronteiras. Como se viesse das caixas de som da rádio poste da Rocinha, o clamor da viúva do pedreiro desaparecido nas mãos da polícia multiplicou-se pelas faixas dos protestos de rua, que sacudiam o país desde junho, e ganhou as redes sociais.
“Cadê o Amarildo?”, o mundo passou a perguntar, como se o conhecesse ali do botequim do Julio, na parte baixa da comunidade. Com a pressão da sociedade, as investigações seguiram adiante. Acabaram revelando que o marido de Elisabete Gomes, trabalhador e pai de 7 filhos, foi torturado e morto pelos policiais da UPP da Rocinha.
Os 25 policiais indiciados por participação nas torturas que levaram Amarildo à morte começaram a ser julgados este mês. Seu corpo, porém, continua desaparecido. Ainda assim o desfecho é uma raridade entre os casos de desaparecimento no Rio de Janeiro – muitos sequer são investigados.
O caso de Amarildo foi o único a ganhar visibilidade entre os 6.034 desaparecimentos contabilizados entre novembro de 2012 e outubro de 2013, pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) – não há dados mais recentes disponíveis. Desde o primeiro ano do governo Sérgio Cabral, as estatísticas do ISP (vinculado à Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro) apontam quase 40 mil desaparecidos.
Além da fragilidade das investigações policiais, o desaparecimento do pedreiro, denunciado por Elisabete, escancarou a violência encoberta pela empolgação com as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), criada a partir de novembro de 2008, com a promessa de “pacificar” as favelas cariocas, martirizadas pelo crime organizado e pela polícia.
“Eu não vou parar de gritar, deixar isso impune. Já que eles (os acusados pelo crime) tão na m…, porque não falam logo onde está meu marido? A família do Amarildo não é fácil. Não vamos calar a boca. Mesmo que meu marido fosse traficante, não tinha que matar, tinha que prender”, reafirma ainda agora Elisabete, as palavras atropeladas pela velocidade da fala, que é a sua arma desde o desaparecimento de Amarildo. Quanto mais gente ouvir o que ela diz, melhor. “No outro dia eu já estava no Wagner Montes (programa policial da Record), na Globo, em tudo que é lugar”, conta.
Dedo apontado para a polícia
Desde 15 de julho, Bete insiste: o marido desapareceu pelas mãos de policiais da UPP, instalada 10 meses antes para substituir a dominação territorial do tráfico de drogas na favela da Rocinha. O disse-me-disse para desacreditar a versão da mulher de Amarildo começou naquele dia. O soldado Douglas Vital, responsável pela abordagem agressiva do pedreiro, disse que não conhecia Amarildo e o confundira com um traficante chamado Guinho - apesar de já ter prendido um de seus filhos e de testemunhas relatarem que ele ameaçava Amarildo. O comandante da UPP, major Edson Santos, disse que o pedreiro havia sido liberado depois de uma averiguação de rotina e saíra da sede da unidade pela “escada da Dionéia” - câmeras de segurança não confirmaram sua versão.
O então delegado adjunto da 15ª Delegacia de Polícia (Gávea), Ruchester Marreiros, disse que Amarildo e Bete prestavam serviços para o tráfico e chegou a pedir a prisão da esposa do pedreiro. Por ele, a investigação teria terminado logo na primeira semana, com a conclusão de que Amarildo teria sido morto pelos traficantes, que persistem na comunidade, como suposto X-9 – numa escuta telefônica forjada pelos PMs, um “traficante” assumia a culpa pelo crime. Mas Bete não desistiu.
“Procuramos em tudo que era parente. Fomos em Nova Iguaçu, Alcântara, e nada. Aí começamos a procurar em delegacia”, lembra Bete enquanto caminha pelas ruelas da Rocinha, sob olhares dos policiais da UPP, ao lado dos três filhos mais novos, que se recusam a deixar a mãe sozinha desde o sumiço do pai.
Relembra a história: “Chegamos na delegacia e fomos maltratados pelo delegado lá. O delegado veio cheio de abuso comigo. Disse que a gente era envolvido. Disse ‘vai embora, some daqui, vai procurar seu marido noutro lugar’. Depois disse ‘tô só alisando a sua cabeça’. Eu falei ‘moço, tô atrás do meu marido, o policial sumiu com o meu marido e os documentos dele também’.”
Naquele julho, o Brasil, em especial o Rio de Janeiro, vivia uma onda de protestos, reivindicando principalmente cidadania. A violência dos agentes do Estado contra um negro, morador de favela, tantas vezes repetida, dessa vez foi cobrada nas ruas por uma multidão indignada. O governo teve que dar prioridade ao caso. Foi quando o então delegado titular da 15ª DP, Orlando Zaccone (hoje na 30ª DP -Marechal Hermes) mudou o rumo das investigações. O crime passou a ser apurado como assassinato e o caso passou depois para a Divisão de Homicídios (DH).
Na divisão especializada, os investigadores concluíram que o pedreiro foi torturado dentro da própria sede da UPP.As “técnicas” utilizadas envolviam asfixia com saco plástico na cabeça, choque elétrico na planta dos pés molhados e afogamentos na privada.
Mais grave: esses “métodos” eram usados corriqueiramente contra “suspeitos” na unidade comandada pelo major Edson Santos, ex-agente do Batalhão de Operações Especiais (Bope), de acordo com os depoimentos de 22 pessoas que sobreviveram às torturas, anexados ao inquérito de mais de 2,6 mil páginas sobre o caso Amarildo.
A resistência dos policiais acusados em dizer onde está o corpo de Amarildo também chamou a atenção de especialistas em violência para um fenômeno cada vez mais nítido no Rio de Janeiro: o crescimento no número de desaparecimentos, que alguns relacionam com outro índice alterado, este, em queda: o registro de mortes provocadas por policiais.

O sobe e desce do crime

O Instituto de Segurança Pública (ISP) do Estado do Rio de Janeiro reconhece que o desaparecimento de pessoas assumiu viés de alta desde o início dos anos 1990. Em 1991 foram registrados 2.616 casos. Em 2003, o número pulou para 4.800 desaparecidos, e depois de uma queda de 19,4% no governo de Rosinha Garotinho – foram 3.877 em 2006, recuperou o fôlego no governo Cabral quando os sumiços aumentaram 32%.
Por outro lado, os números do ISP referentes a homicídios dolosos caíram praticamente na mesma medida: 35% (de 6.133 casos, em 2007, para 4.543 de novembro de 2012 a outubro de 2013). E a queda é ainda maior ao se examinar as taxas de autos de resistência (mortes de civis em confrontos com policiais) na comparação dos mesmos períodos: 72% (de 1.330, em 2007, para 402 casos entre 2012 e 2013).
Em 2009, o ISP realizou uma pesquisa para verificar se – e em quantos casos – os desaparecimentos poderiam estar encobrindo homicídios – praticados por policiais ou não-policiais – através da ocultação de cadáver. As conclusões minimizaram a importância do fenômeno: segundo o instituto de pesquisa da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, com pouco mais de 400 familiares de desaparecidos contatados por telefone, 71% dos desaparecidos já haviam retornado para casa e apenas 7% foram encontrados mortos; 15% jamais foram vistos novamente, vivos ou mortos.
Como os crimes não foram investigados, pouco se sabe além desses números obtidos em um estudo que “apresenta algumas limitações metodológicas, como uma mostra pequena e um contato com os denunciantes feito pela via telefônica”, como explica o sociólogo Ignacio Cano, sociólogo coordenador do Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Colniza pede socorro ao governoTarso Nunes


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População de Colniza fica isolada devido ao alagamento na ponte do rio Canamã
O prefeito de Colniza, João Assis Ramos, o Assis Raupp (PMDB), decretou estado de calamidade pública no município, em decorrência da destruição de uma ponte sobre o rio Canamã, na BR-174. O estrago causado pelo aumento do nível das águas ocorreu nesta semana. “A população está em pânico”, enfatiza o peemedebista, em entrevista ao Rdnews.  Conforme o prefeito, aos poucos, o “isolamento” está fazendo com que os moradores sintam as consequências, como falta de gás de cozinha, combustível e alimentos.
Os únicos acessos à Colniza são por meio do Distrito de Três Fronteiras ou Cotriguaçú. Segundo Assis, essas estradas estão intransitáveis devido aos atoleiros. “Tem até caminhão tombado”. Com o município praticamente ilhado, o prefeito solicita auxílio da secretaria estadual de Transporte e Pavimentação Urbana e do Dnit para tentar minimizar o caos na rodovia. 
Assis ressalta ainda que a Defesa Civil precisa se deslocar até o local para analisar a situação da região. Após isso, serão disponibilizados os recursos para atender as demandas de mais urgentes. Enquanto a verba não é liberada, o prefeito explica que há necessidade de uma balsa a fim de substituir a ponte.
Fonte: RDNEWS

E se nossos partidos fossem bandas de música?

E se nossos partidos fossem bandas de música?

Wagner Iglecias, GGN

"Muito se diz que os partidos políticos estão muito desgastados. Seriam parte na crise de representação política geral que afeta não só o Brasil, mas o mundo. Pra muita gente partido é coisa chata, pesada, quase dispensável. De fato muitas eleitores preferem votar em pessoas, e não em partidos. Se os partidos fossem bandas de música podíamos dizer que grande parcela do eleitorado escolhe pela cara e pelo jeito do vocalista, e pouco se importa com os músicos que o acompanham. Se é assim, se a metáfora vale, fica a pergunta: e se nossos partidos políticos fossem bandas, como eles seriam? Seguem meus palpites, já em espírito de Carnaval e das brincadeiras típicas desta época do ano.
PSDB - Banda sofisticada, sendo que alguns de seus músicos têm formação erudita, obtida em conservatórios no exterior. É um conjunto que toca jazz, rhythm & blues, folk e rock progressivo. Seu ritmo preferido, no entanto, é a bossa nova, por alguns maldosamente chamada de “samba de apartamento”, dado seu caráter um tanto elitizado. Ressalte-se que a cena musical brasileira andava uma bagunça quando o PSDB começou a dar o tom na política nacional. Com a sua bossa nova os tucanos recolocaram o Brasil no mapa musical do mundo, após as décadas de marchas militares e a barafunda melódica dos anos 1980. No entanto desde que foram solapados na preferência do público pelos rapazes do PT eles passaram a ser vistos por aí como uma banda meio demodée. Mas isso não importa, afinal a bossa nova continua sendo sucesso lá fora, soa muito bem aos ouvidos gringos, e aqui ela é quase sempre trilha sonora da novela das nove, na qual as pessoas de bem da zona sul carioca vivem em perfeita harmonia com o núcleo pobre da trama, oriundo de subúrbios festeiros e felizes. Se já não é o sucesso de público de outrora, a banda tucana ao menos continua tendo fãs entre boa parte dos críticos. E isso mesmo com muita gente lembrando que o grupo há tempos não lança repertório novo com músicas inéditas.
PT - No início era um grupo de punk rock. Formado por gente que vinha de variadas experiências musicais anteriores, o que unia a todos os seus componentes era a aparente rejeição ao mercado e um desejo difuso de revolucionar a cena musical brasileira. Sem grana, praticamente uma garage band, o PT tocava com equipamentos precários, fazendo shows nas periferias e portas de fábrica. Mas seus músicos eram bastante sintonizados com as novas tendências que rolavam na Europa naquela época, fim da década de 1970, início dos anos 1980. E sempre se identificavam muito mais com o som que o operariado fazia naqueles tempos na Inglaterra, na França e na Alemanha do que com a musicalidade burocrática do proletariado soviético. Cânticos católicos, pitadas de ritmos caribenhos e o arrasta-pé do sertão nordestino também foram influências importantes nos primeiros anos da legenda. Mas ai um belo dia, como sempre acontece com as bandas alternativas, alguns componentes do partido quiseram deixar de ser indies e o grupo acabou assinando umcontrato com as grandes gravadoras. A banda deu então uma repaginada no visual, trocou as letras ácidas por canções de amor e chegou às paradas de sucesso. Alcançou não apenas o 1º lugar entre as mais tocadas como conquistou um lugar no coração do grande público. Obviamente que esse processo não ocorreu sem dor, e aqueles membros que queriam se manter fiéis ao som original foram convidados a deixar o grupo por conta das tais “divergências musicais”, sempre elas. Primeiro saiu a turma que formou as bandas PSTU e PCO, e mais recentemente, já após o estrondoso sucesso petista, outros componentes deixaram o conjunto musical e fundaram o grupo PSOL. Na crítica especializada muita gente diz que a sonoridade petista anda muito melosa e repetitiva, e que a banda já não consegue mais compor os hitsque lhe deram sucesso no passado recente. Entre o público, porém, o grupo parece continuar sendo o que tem a maior quantidade de fãs. Se hoje em dia empolga as massas, o som romântico petista é visto porém com desdém pelos adoradores de bossa nova e guarda pouca semelhança com a proposta musical mais radical do passado.
PMDB - é uma dessas orquestras que existem há muito tempo, com anos e anos de estrada. Sempre com muitos músicos, vindos de todas as partes do país. Todos muito experientes, dominam os mais variados instrumentos de corda, teclas, metais, madeiras e percussão e transitam pelos mais diferentes ritmos. Tocam nas mais diversas ocasiões sociais e políticas. Têm habilidade para passar da valsa ao punk, do samba ao funk, da moda de viola ao baião. Todos que alcançam as paradas de sucesso querem ter o apoio dessa orquestra para o caso de algum imprevisto. Foi assim com a banda tucana e tem sido assim com a banda petista. Acostumado a secundar os artistas do momento, o que tem faltado ao partido nos últimos tempos, porém, é um crooner. Um popstar pra chamar de seu.
PSB / Rede – Banda que promete sacudir a cena musical com uma batida nova, por ela batizada de “nova política”. O grupo faz um mix de vários ritmos, como o forró pernambucano, o sertanejo universitário engajado e os tambores da floresta. Também tem influência do som new age de empresas ecologicamente corretas. Vai fazer sua grande estréia nos palcos no festival musical de outubro, e muita gente aposta que pode surpreender, tocando algo diferente dos hit parades petistas e da nostalgia musical tucana. Seu vocalista, no entanto, parece que tem ouvido cada vez mais bossa nova. A conferir.
DEM – Conjunto com influências musicais bastante antigas, que vêm das extintas bandas PDS, Arena e UDN. Alguns críticos chegam a situar os músicos do DEM como receptores da herança melódica dos antigos partidos republicanos estaduais do início do século passado, ou até mesmo dos partidos Liberal e Conservador da época do Império, formados por senhores de terra. Já tocaram com a orquestra peemedebista na década de 1980, quando o grupo chamava-se PFL, e desde os anos 1990 são parceiros musicais da banda tucana.
PPS – conjunto musical muito antigo, de 1922, durante décadas tocou o metal proletário que emanava do Leste Europeu. Nos anos 1990 abandonou seu antigo nome, PCB, e se aproximou da turma da bossa nova. Nos últimos tempos lançou vários rocks com letras críticas à banda petista. Há alguns anos antigos componentes do velho PCB resolveram refundar o grupo. No entanto ele não tem mais nenhuma identidade musical com o PPS.
PcdoB – grupo musical do início dos anos 1960, o PcdoB sempre tocou uma espécie de heavy metal muito específico, que na verdade era uma variação do metal soviético tocado pelo PCB acrescida de pitadas de música chinesa e albanesa. Mais recentemente suavizou suas melodias e tem se apresentado em shows conjuntos com a banda petista.
PDT - Tocava os bolerões dos anos 1950 até algum tempo atrás. “Bota o retrato do velho outra vez” foi, durante muito tempo, a canção mais executada pela banda. Depois do desaparecimento de seu lendário vocalista, que gostava do vanerão, do xote gaúcho e da milonga mas curtia também fazercovers de punk e metal, enveredou por ritmos musicais mais suaves.
PSOL – banda formada por ex-músicos petistas, quer recuperar o punk visceral do PT de raiz. Seguem buscando a batida perfeita, mas as vezes parecem estar mais preocupados é em se diferenciar das melodias românticas do petismo.
PSTU e PCO – seguem fazendo o punk e o metal que agradam a uma pequena parcela da sociedade, a qual lhe é muito fiel. Mas permanecem desconhecidos do grande público.
PP, PR e PTB – À semelhança da banda peemedebista, porém sem tantos componentes como aquela orquestra, são grupos musicais formados por gente que já tocou por todo o país, com os mais variados artistas e os mais variados ritmos. Experiência e capacidade de adaptação não faltam a estes grupos.
PV – Banda surgida nos anos 1980, época da new wave. Muitos achavam que o grupo fazia um som cabeça, conceitual, com letras inovadoras que iam muito além da velha temática capital / trabalho tão comum no repertório de tantos outros conjuntos. A banda tinha um vocalista moderno, forjado na resistência às marchas militares da década de 1960, mas acabou não alcançando o sucesso de público que se esperava. Mais recentemente o grupo se apresentou em conjunto com a banda tucana.
PSD – Banda criada há poucos anos, segundo muitos críticos seria um projeto solo de seu vocalista. Em pouco tempo atraiu muitos músicos de outros grupos e aos poucos tem conquistado fatias importantes da cena musical brasileira.
PSC – Grupo musical surgido em cultos religiosos, tem grande potencial de crescimento visto que há cada vez mais gente curtindo música gospel neste país.
PROS e SDD – bandas novas, mas formadas por componentes que já tocaram em muitos outros grupos. Também estrearão no festival de outubro.
Para além das bandas, há outros ritmos bombando por ai. Tem uma garotada tocando bumbo nas ruas, sem ligar muito para os partidos. Ainda não é certo se o som que fazem terá influência no festival. Pra alguns eles não sabem ler partitura e só fazem ruído. Pra outros eles estão fazendo uma bela jam session nas ruas desse país e criando a playlist dos próximos anos na política nacional. A ver. E há ainda quem diga que o festival de outubro poderá ter um cantor solo, estreando nos palcos da política com sua ária, talvez aguardada ansiosamente por uma parcela não-desprezível da platéia. Será? Sem banda, qual seria o compasso de sua campanha e o arranjo de seu eventual governo?"
Wagner Iglecias é doutor em Sociologia e professor do Curso de Graduação em Gestão de Políticas Públicas e do Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina da USP
Fonte: Brasil Brasil

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Geller deve ser o novo ministro da Agricultura deDilma

Geller deve ser o novo ministro da Agricultura deDilma


Por folhamax em 21 de Fevereiro de 2014 ás 06:47

O atual secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller (PP), deve assumir na próxima segunda-feira o comando da pasta. A informação foi dada na noite desta quinta-feira, em um programa de TV em Cuiabá.
Geller deve ocupar a vaga aberta com a saída doministro Antônio Andrade. Ele será candidato a deputado estadual ou federal em Minas Gerais.
Atual suplente de deputado federal, Neri Geller não deve tentar se efetivar no cargo em outubro. A indicação do produtor rural que tem base política em Lucas do Rio Verde tem o total respaldo do senador Blairo Maggi (PR), que é hoje a maior liderança política do agronegócio brasileiro.
Em princípio, a presidente Dilma Roussef (PT) pretendia ter Maggi como ministro. No entanto, o senador declinou do convite alegando problemas de ordem empresarial e acabou indicando Neri que já conhece a estrutura da pasta.
Agricultor e empresário, o gaúcho de Selbach Neri Geller está na região de Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, desde 1984. Conhecedor do mercado agrícola, desenvolve atividade de plantio e comercialização de grãos, como soja e milho, em sua propriedade. Geller também tem empresa no setor de combustíveis e foi deputado federal em 2007 e 2011
 Fonte: Leia Lucas

Pelo menos 14 jornalistas foram agredidos pela PM durante protesto contra Copa em SP

Pelo menos 14 jornalistas foram agredidos pela PM durante protesto contra Copa em SP

Policiais investem contra manifestantes que protestavam contra a Copa no centro de São Paulo, sábado
'Levantamento da Abraji reforça números que apontam PM paulista como maior violadora da liberdade de imprensa durante protestos. Vídeo mostra policial impedindo filmagem

Redação RBA 

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) contabilizou até hoje (24) pelo menos 14 jornalistas agredidos ou detidos pela Polícia Militar de São Paulo no último sábado (22), durante cobertura da manifestação Se Não Tiver Direitos, Não Vai Ter Copa, realizada no centro da capital. De acordo com levantamento da entidade, ao menos cinco repórteres sofreram “violações” mesmo depois de terem se identificado como membros da imprensa.

“Com estes, chegam a 57 os casos de agressões e detenções de repórteres, fotógrafos e cinegrafistas cometidos por policiais militares desde junho de 2013 em São Paulo”, afirma a Abraji. De todas as ocorrências registradas nos últimos oito meses, em 56% das vezes o jornalista identificou-se como tal antes de ser agredido ou detido. Por isso, a entidade classifica a violência dos PMs como “deliberada”.

“São Paulo mostra-se a cidade mais violenta para repórteres em cobertura de manifestações: dos 133 casos de agressões registrados entre 13 de junho de 2013 e 22 de fevereiro de 2014, 63 ocorreram na capital paulista”, afirma nota publicada pela Abraji. Nesse período, ao menos 59 profissionais sofreram algum tipo de violação na cidade.

As agressões e prisões de 14 jornalistas no último sábado (22) fez com que subisse de 75,5% para 78% o número de casos em que as forças de segurança brasileiras são as responsáveis diretas pelo cerceamento do trabalho da imprensa durante manifestações no país. Policiais militares, civis e guardas municipais foram autores de 104 dos 133 casos registrados pela Abraji de junho até agora.

“A Abraji lamenta, mais uma vez, que jornalistas sejam detidos e agredidos enquanto realizam seu trabalho durante a cobertura de manifestações de protesto. Tentar impedir o trabalho da imprensa é atentar contra o direito da sociedade à informação e, em última análise, contra a democracia”, conclui.

Os jornalistas detidos temporariamente foram Sérgio Roxo (O Globo), Reynaldo Turollo (Folha de S. Paulo), Paulo Toledo Piza (G1), Bárbara Ferreira Santos (Estadão), Fábio Leite (Estadão), Victor Moriyama (freelancer) e Felipe Larozza (Vice). Os períodos de detenção variaram de alguns minutos a cerca de três horas. Roxo, Bárbara e Moriyama também sofreram agressões, sustenta a Abraji.

Bruno Santos (Terra) sofreu uma torção no tornozelo e foi atingido por golpes de cassetete enquanto tentava escapar de uma confusão em meio ao protesto. Evelson de Freitas (Estadão), Amanda Previdelli (Brasil Post), Mauro Donato (Diário do Centro do Mundo), Tarek Mahammed (Rede de Fotógrafos Ativistas), Alexandre Capozzoli (Grupo de Apoio Popular) e Alice Martins (Vice) foram agredidos com cassetetes, golpes de escudoou chutes.

Um vídeo publicado ontem (23) no YouTube mostra um policial abordando um cinegrafista que filmava a prisão de um manifestante. Um jovem está sentado na rua, com as mãos para trás, rodeado por três PMs. Um deles revista sua mochila. De repente, um soldado se aproxima da câmera e pergunta: “Vocês são da imprensa? Você está com crachá da imprensa?” Ao ouvir a negativa do cinegrafista, decreta: “Então você também está preso.”

Fonte: Brasil Brasil
Mantega está na mira de investidores e agências de crédito

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Pedro Taques faz giro por cidades da Baixada Cuiabana em nova rodada do “Fala Mato Grosso”


Da Redação - Ronaldo Pacheco
Foto: Ana Rosa Fagundes / Assessoria
Pedro Taques faz giro por cidades da Baixada Cuiabana em nova rodada do “Fala Mato Grosso”
Principal pré-candidato ao governo do Estado até o momento, o senador José Pedro Taques (PDT) vai passar o final de semana em reuniões e debates sobre o projeto ‘Fala Mato Grosso’, em oito cidades da Baixada Cuiabana. É o segundo giro do senador pedetista, neste ano – o primeiro durou 13 dias, em janeiro, quando percorreu 27 municípios do Vale do Araguaia.

Riva minimiza ausência do PR em lançamento de Daltro para governador e diz ter garantia de diálogo com Maggi

“É um contato direto com a população. No Vale do Araguaia, por exemplo, ficaram claras as assimetrias regionais”, observou Taques, através da assessoria, fazendo a comparação de uma cidades pobres do Araguaia, em contraste com municípios ricos dos pólos do agronegócio, como Sorriso, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, entre outros.

A jornada começou por na Câmara de Acorizal, a partir das 9 horas desta sexta-feira (07). A caravana de Taques foi ainda até Jangada , Rosário Oeste e Nobres.

No dia seguinte, Pedro Taques e comitiva começam o dia às 9 horas, em Diamantino. Depois vão a Alto Paraguaia (14 horas), Nortelândia (17 horas) e, finalmente, Arenápolis (19 horas), encerrando a etapa de visitas à região do Vale do Cuiabá, com o programa ‘Fala Mato Grosso’.

No ataque

Nas andanças por Mato Grosso, além de coletar sugestões, Taques não tem poupado críticas ao governador Silval Barbosa (PMDB).

Nesta semana, o presidente estadual do PDT, deputado Zeca Viana, disse que Silval divulga um “Estado de ficção”.
“O discurso é bonito. Mas está muito aquém da realidade. A sociedade não está acreditando nesse tipo de discurso, porque a realidade ‘in loco’ é muito mais avassaladora”, reclamou Zeca Viana, em entrevista aoOlhar Direto, nesta semana.

Nos últimos meses, Zeca Viana tem comandado o tom de críticas da oposição a Silval Brbosa, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. E a perspectiva é que haja recrudescimento nos ataques ao governo Silval
Fonte: Olhar Direto

Frigorífico de pré-candidato ao Paiaguás assume operações do maior abatedouro de frangos da BRF em Goiás


Da Redação - Ronaldo Pacheco
Foto: Cairo Lustoza / Pauta Pronta
Cidinho Santos e Maria Becker com Abílio Diniz e Cláudio Galeazzi, na reunião em São Paulo
Cidinho Santos e Maria Becker com Abílio Diniz e Cláudio Galeazzi, na reunião em São Paulo
Uma das maiores plantas de abate de aves do país, pertencente à Brasil Foods (BRF), em Buriti Alegre (GO), foi assumida pela União Avícola Agroindustrial, de Nova Marilândia, médio Norte de Mato Grosso. “Essa é uma oportunidade que a empresa tem para expandir as atividades, lançando e consolidando a marca própria no mercado”, argumenta José Aparecido Cidinho Santos, diretor da União Avícola.

Egito vem ao Brasil para vistoriar abatedouros de bovinos em Mato Grosso e outros estados

“Em breve vamos ampliar as operações, pois a meta é crescer para atender a demanda interna e externa”, afirmou Cidinho Santos e, durante a reunião realizada em São Paulo, com Marli Becker e o presidente do conselho da BRF, Abílio Diniz, e o CEO global do grupo, Claudio Galeazzi.

Desta forma, a União Avícola Agroindustrial de Nova Marilândia, 214 quilômetros de Cuiabá, vai dobrar a capacidade de abate de frangos, a partir deste mês, com a aquisição de um frigorífico do grupo BRF, em Buriti Alegre.
O contrato de arrendamento gestão compartilhada e com opção de compra foi assinado pelos diretores da União Avícola, José Aparecido dos Santos (Cidinho) e Marli Becker, com Abílio Diniz e Claudio Galeazzi.

De acordo com o diretor da empresa mato-grossense, Cidinho Santos, além da planta instalada em 28 mil m² de área, no contrato também constam as 180 granjas, sendo 119 próprias e 61 integradas, localizadas na região de Buriti Alegre.

Para o presidente do conselho da BRF, Abílio Diniz, essa é mais uma parceria de sucesso com o grupo mato-grossense. “Escolhemos a União Avícola devido à parceria que possuímos há tantos anos. Além disso, os resultados que a empresa vem conseguindo, em termos de rendimento, também surpreendem. É uma empresa que trabalha com seriedade e ética sempre pautada no respeito aos seus colaboradores, parceiros e fornecedores".

A União Avícola faz parte do grupo MC Participações e Empreendimentos que também atua no ramo de fábrica de rações, indústria de biodiesel e agropecuária.

Hoje a União Avícola emprega 1.464 colaboradores na Região do Médio Norte sendo eles oriundos dos municípios de Nova Marilândia, Arenápolis, Nortelândia e Santo Afonso. Com a parceria estabelecida com a BRF na nova unidade de Goiás a empresa terá mais 950 pessoas em seu quadro de colaboradores.
Fonte: Olhar Direto

Prefeito Otaviano Pivetta decreta ponto facultativo na terça-feira (11)

Prefeito Otaviano Pivetta decreta ponto facultativo na terça-feira (11)
T+ T-

O prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta assinou hoje (07) o decreto nº 2.630, que determina ponto facultativo no dia 11 de fevereiro, no período da manhã.


A medida tem como objetivo dar liberdade as instituições e aos empresários quanto ao funcionamento dos estabelecimentos e incentivar a população a prestigiar a vinda da Presidente da República, Dilma Rousseff, ao município.


Esta será a primeira vez que a presidente vem a Lucas do Rio Verde. A vinda está marcada para a próxima terça-feira (11), com chegada prevista para às 9h30, na Fundação Rio Verde. Dilma vem ao município para a abertura da colheita de grãos e o lançamento da safra 2013/2014.
FONTE; LEIA LUCAS

Fórum Agro MT apresenta pauta de reivindicações à presidente Dilma

Fórum Agro MT apresenta pauta de reivindicações à presidente Dilma

EM 07 DE FEVEREIRO DE 2014 AS 16H19
Dois mil produtores rurais são esperados em Lucas do Rio Verde
Fonte: Assessoria
 A A A
Crédito: Elza Fiúza/ABr
As entidades que compõem o Fórum Agro MT reuniram-se com o secretário de Política Agrícola, Neri Geller, para alinhar como será a visita da presidente Dilma Rousseff ao município de Lucas do Rio Verde-MT, na próxima terça (11). O setor pretende reunir 2 mil produtores rurais para apresentar sua pauta de reivindicações.

Entre os principais gargalos estruturais estão obras de logística em rodovias, hidrovias e ferrovias há muito tempo necessárias para desafogar o escoamento da produção e dar mais competitividade aos produtores de Mato Grosso.

Outras pautas emergenciais são os conflitos fundiários relacionados à ampliação de terras indígenas, e o apoio à comercialização de milho no estado.

O Fórum Agro MT é comprometido com o desenvolvimento de Mato Grosso e do Brasil, através da busca de soluções para o fortalecimento do maior segmento econômico de Mato Grosso. O Fórum é formado pela Famato, Aprosoja, Acrimat, Ampa e Aprosmat.

Agenda – Durante o evento que ocorre na Fundação Rio Verde, a presidente irá fazer um lançamento simbólico da colheita da safra de soja 2013/2014, que deve ultrapassar 90 milhões de toneladas no Brasil. A expectativa é que o evento inicie às 09h30. O ministro da Agricultura, Antônio Andrade, e o secretário de Política Agrícola, Neri Geller, farão parte da comitiva presidencial. Esta é a primeira vez que Lucas do Rio Verde recebe um presidente da República.

EXPRESSOMT

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Recordar é viver:Gilmar Mendes é acusado de sonegação fiscal e desfalque milionário





Recordar é viver:Gilmar Mendes é acusado de sonegação fiscal e desfalque milionário



Gilmar Mendes, na maior cara de pau, sugeriu hoje que a PGR investiggue as doações a Delúbio e Genuíno.Eu me seguro, mas não posso aceitar uma coisas dessas. Um escroque que recebeu recursos do Caixa dois de Azeredo, um sujeito que sonega imposto não tem moral para pedir investigação de ninguém.Se a PGR fosse isenta teria que investigar os malfeitos de Gilmala Mendes.Vai sifu, Mendes!


Revista revela a batalha judicial travada entre ministro do STF e seu ex-professor de graduação na UnB; extravagâncias e desmandos praticados por Gilmar Mendes, diz ex-procurador-geral da República, levaram instituto privado à situação de pré-falência

Segundo o ex-procurador-geral da República Inocêncio Mártires Coelho, o ministro Gilmar Mendes é o responsável pela situação de pré-falência do IDP – que, criado em 1998 na casa do próprio Inocêncio, faturou mais de R$ 2,4 milhões, entre 2000 e 2008, com contratos firmados sem licitação com órgãos do governo federal. Em acusação formalizada na Justiça em 12 de agosto de 2010 – e que passou a tramitar em segredo de Justiça em abril de 2011 –, Inocêncio demonstra que Gilmar fez retiradas ilegais e desfalcou o caixa do IDP, sonegou impostos e exigiu “‘pedágio dos outros sócios para servir, como ministro do STF, de ‘garoto propaganda’ da instituição educacional. Tudo ao arrepio da Lei Orgânica da Magistratura, que veda aos juízes o exercício de outra atividade a não ser a de professor”.
Lembrando que Inocêncio, sócio-fundador do instituto, foi professor de pós-graduação de Gilmar Mendes na Universidade de Brasília, a reportagem de CartaCapital diz que o ministro agora quer atribuir ao ex-orientador a derrocada financeira do IDP, cujas contas apresentaram maus resultados em 2010. Antes da querela judicial, destaca a revista, o sócio-fundador era tratado por Gilmar nos anos 1990 como o “querido, respeitável e generoso professor Inocêncio”, como registra trecho da ação.
“Contra ele [Inocêncio] se uniram Mendes e o terceiro sócio, Paulo Gustavo Gonet Branco, procurador-regional da República. Formalmente, o ministro encabeçou o movimento para afastar o procurador aposentado da função [de sócio-administrador, cargo exercido desde a fundação do IDP], porque pretendia levar a cabo uma ‘reformulação empresarial’ no IDP após a instituição apresentar maus resultados financeiros em 2010. Na última década, o IDP havia se transformado em uma máquina de arrecadar dinheiro, beneficiado em boa medida por convênios com órgãos públicos”, diz trecho da reportagem.
A revista, que registra cópias de trechos do processo e de uma auditoria nas contas do IDP, destaca textualmente as acusações de Inocêncio. “‘Nalgumas (sic) vezes, quando alegava estar precisando de dinheiro para custear festas familiares cujas despesas excediam as forças do seu erário particular, o sócio Gilmar Mendes fazia retiradas mais significativas, na expectativa de acertos futuros, que, efetivamente, jamais ocorreram’. Em outras palavras, o ministro é acusado de dar desfalques na sociedade”, diz a revista, acrescentando que o ex-procurador-geral também acusa Gilmar Mendes de montar um esquema de cobrança de comissões sobre patrocínios e eventos fechados com o IDP.
“Quadro desolador”
Sobre a auditoria, concluída em 18 de outubro de 2010 por uma consultoria do Rio de Janeiro, a matéria registra que revelou-se “um quadro desolador nas contas do instituto, ao contrário daquilo que o ministro costuma propagandear entre seus pares e pela pena de jornalistas amigos. Em 2008, Mendes havia colocado no cargo de diretor-geral um coronel da Aeronáutica, Luiz Fernandes, que se mostrou um desastre administrativo. Quando descobriu o tamanho do buraco deixado pelo auxiliar, jogou a responsabilidade no colo de Coelho”.
A auditoria foi contratada pelo próprio Gilmar, e depois anexada por Inocêncio aos autos do processo – ou seja, apensada como peça documental contrária ao próprio cliente. “De acordo com a auditoria, o que de mais grave ocorria eram as ‘remunerações extras’, eufemismo usado pelos auditores para as retiradas ilegais, conforme denunciou Coelho. [...] o valor pago como ‘remuneração bruta’ chegava a 14% da folha do instituto, e era feita ‘por fora’, ou seja, de forma criminosa, por meio da sonegação de impostos”, diz outro trecho da reportagem – cuja ilustração de capa, embora sob o gracejo do título alusivo à Escolinha do Professor Raimundo, do saudoso Chico Anysio, mostra um concentrado ministro Gilmar lendo algo no Plenário do STF, com a montagem de um capelo (chapéu de acadêmico) na cabeça.
Silêncio caro
Por fim, a revista revela que o ministro e o terceiro sócio do instituto, Paulo Gustavo Gonet, pagaram “exatos 8 milhões e 1 reais” para comprar as cotas de Inocêncio no comando societário do IDP, como forma de “sepultar o processo” e viabilizar a substituição de Inocêncio por uma administradora não sócia do instituto – possibilidade contestada pelo ex-sócio, mas em parecer defendida (encomendado como “peça de encomenda”, segundo a defesa de Inocêncio) pela Advocacia-Geral da União. Com o pagamento, acreditavam as bancas de advogados envolvidas na disputa judicial, o imbróglio seria abafado e o “silêncio” do ex-procurador-geral, assegurado.
CartaCapital diz ter procurado Gilmar Mendes para comentar o assunto, mas recebeu uma “nota lacônica” em nome da assessoria do IDP. Na resposta, diz-se que “irregularidades detectadas” pela auditoria foram devidamente “sanadas”. “[A assessoria] afirma ainda que os 8 milhões de reais pagos ao ex-sócio foram levantadas graças a um empréstimo bancário”, diz a revista, mencionando ainda que o empréstimo de R$ 3 milhões conseguido pelo ministro junto ao Banco do Brasil, em 2005, para construir o prédio do IDP veio de um fundo “destinado a estimular a produção de alimentos em zonas rurais”.

Com Fonte: O Terror do Nordeste

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