quinta-feira, 10 de abril de 2014

Crise nos municípios mobiliza paralisação das prefeituras nesta sexta-feira


Da Redação - Priscilla Silva
Crise nos municípios mobiliza paralisação das prefeituras nesta sexta-feira
Todas as prefeituras do país foram convocadas para ‘fecharem às portas’ nesta sexta-feira (11). O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Valdecir Luiz Colle, irá avaliar a paralisação das prefeituras no estado e apresentar o índice de adesão dos municípios à mobilização nacional. O movimento é organizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) em protesto à atual situação de crise dos municípios brasileiros.

Leia mais
Movimento pretende parar todas as prefeituras de Mato Grosso em abril

Conforme a assessoria AMM, a paralisação é uma das ações que integram a campanha “Viva o seu Município”, coordenada pela CNM. A pauta de reivindicação dos prefeitos é integrada por cinco itens.

O aumento de 2% do Fundo de Participação dos Municípios encabeça a lista. As propostas de emenda constitucional que estão tramitando no Congresso (PEC 39/2013 SF e PEC 341/2013 CD) alteram a participação FPM dos atuais 23,5% para 25,5% da arrecadação nacional do IPI e do IR. Isso representaria, em 2014, um aporte de mais de R$ 7,2 bilhões aos cofres municipais, auxiliando, sobretudo, os pequenos e médios municípios, que têm no FPM uma de suas mais importantes fontes de receitas.

A reformulação da Lei Complementar 116/2003 ISS também é destaque na pauta. O projeto pretende, além de incluir novas atividades econômicas na LC 116/2003, resolver o problema da guerra fiscal no ISS, alterando as operações de leasing, as operações com cartões de crédito e débito e a pacificação do entendimento da tributação das obras de construção civil. Com isso, será possível arrecadar, aproximadamente, R$ 5 bilhões a mais a cada ano e promover uma melhor equidade de receitas entre os municípios.

Os gestores também pleiteiam as desonerações do Imposto de Produtos Industrializados somente da parcela da União. O governo federal pode conceder renúncias de impostos para fomentar a economia. E, nestes últimos anos, uma das principais políticas macroeconômicas foi a de desonerações no IPI. O problema disso é que o IPI compõe o FPM, e a cada desoneração acaba acarretando menos FPM aos municípios.

A pauta também cobra a apreciação pelo Supremo Tribunal Federal da Lei 12.734/2012 com a redistribuição dos royalties de petróleo e gás. A CNM, com o movimento municipalista, conseguiu – após imensa luta junto ao Congresso Nacional – derrubar o veto a Lei 12.734/2012, que redistribui de forma mais justa os royalties de petróleo e gás das plataformas continentais. Esta lei encontra-se sob judicie no STF esperando a manifestação da suprema corte sobre a sua constitucionalidade.

Os prefeitos também reivindicam o encontro de contas das dívidas previdenciárias. Durante a XVI Marcha, a CNM pautou a questão do encontro de contas das dívidas dos entes municipais junto à Previdência. Ou seja, abater da dívida dos municípios o que a Previdência deve a eles. Até o momento, a Receita Federal e o ministério da Previdência Social não concordaram com o pleito proposto pela CNM. (Com assessoria de imprensa da AMM).
 FONTE: OLHAR DIRETO

Recorde: aumento de 1,1% na produção de grãos da safra 2013/2014

Recorde: aumento de 1,1% na produção de grãos da safra 2013/2014

Kelly Oliveira, Agência Brasil

"A produção de grãos deve chegar a 190,6 milhões de toneladas na atual safra, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa um aumento de 1,1% em relação à safra passada, que alcançou 188,7 milhões de toneladas, de acordo com as estimativas do 7º Levantamento de Grãos da Safra 2013/2014.

De acordo com a Conab, houve aumento de cerca de 1,9 milhão de toneladas em relação ao último levantamento, graças à recuperação das lavouras de soja e do milho segunda safra, que tiveram dados positivos, com menos influência das intempéries climáticas ocorridas nas regiões produtoras.

A cultura do trigo apresentou um incremento de 21,5% (1,1 milhão de toneladas a mais), atingindo 6,7 milhões de toneladas. O crescimento da soja ficou em 5,6% ou 4,6 milhões de toneladas a mais, atingindo 6,1 milhões de toneladas. No caso do arroz, houve aumento de 6,6% (779 mil toneladas), alcançando 12,6 milhões de toneladas. O feijão total (primeira e segunda safras) cresceu 25,1% (704 mil toneladas), chegando a 3,5 milhões de toneladas.

Já o milho total  sofreu redução de 7,4% (6,1 milhões de toneladas), devendo chegar a 75,5 milhões de toneladas. No ano passado, a produção ficou em 81,5 milhões de toneladas. O de primeira safra caiu 8,9%, totalizando 31,5 milhões de toneladas, e o de segunda, 6,4%, chegando a 43,9 milhões de toneladas.

O total de área destinada ao plantio de grãos deve chegar a 56,4 milhões de hectares, o que significa uma alta de 5,3% se comparado à área de 53,28 milhões de hectares da safra passada. A soja alcançou crescimento de 8,2%, passando de 27,7 milhões para 30 milhões de hectares. As outras culturas que tiveram elevação de área foram trigo (14,2%), arroz (0,7%), feijão total (9,2%), algodão (22,4%), mamona (28,5%), girassol (99,6%) e amendoim primeira e segunda safras (12,3%).

As pesquisas de campo para este levantamento foram feitas nas principais regiões produtoras de grãos do país, no período de 23 a 29 de março. No programa Bom dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) em parceria com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, que foi ao ar hoje (10), Geller disse que o país terá uma “supersafra”, devido à organização do setor agrícola, com incorporação de novas tecnologias que ampliam a produção, e de políticas de apoio do governo, como crédito e seguro.

O ministro acrescentou que houve demora para os bancos fazerem a estruturação de novos programas de armazenagem e liberar os recursos, devido a problemas técnicos. “De janeiro para cá, deslanchou de forma extraordinária”, disse. Ele citou, como exemplo, o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA). Dos R$ 4,5 bilhões previstos para o programa, já foram liberados R$ 3 bilhões."
fonte BRASIL BRASIL

sábado, 5 de abril de 2014

Concursos desta semana oferecem 9 mil vagas

Concursos desta semana oferecem 9 mil vagas

No acumulado, há 24.497 vagas disponíveis, com destaque para os tribunais de Justiça do Rio de Janeiro e do Pará, que oferecem salários máximos de R$ 22.797 e R$ 19.083, respectivamente
Institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia em três estados vão selecionar mais de 500 profissionais
Os concursos abertos nesta semana oferecem 9.099 oportunidades de trabalho para quem pretende iniciar ou continuar uma carreira no serviço público. Foram 42 seleções abertas, com salários máximos de R$ 4.507, em média.
O Tribunal de Justiça do Pará está oferecendo o maior salário: R$ 19.083. São 40 vagas para formados em direito.
Já a secretaria de Educação e Cultura do Piauí oferece o maior número de vagas: três mil para nível superior. O salário máximo é de R$ 1.076.
A Aeronáutica, que tem outros dois editais abertos, lançou concurso para preenchimento de mais 17 vagas por profissionais com nível superior. As vagas são para exame de admissão ao estágio de adaptação de oficiais de apoio. O salário não foi informado.
Os institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia em Pernambuco, no Rio Grande do Sul e em Sergipe vão selecionar, no total, 506 profissionais de todos os níveis. O salário máximo oferecido chega a R$ 8.344, em Pernambuco, e a R$ 3.392 nos dois outros estados.
No acumulado das últimas semanas, há 24.497 vagas disponíveis, com destaque para o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e para a Procuradoria-Geral do Piauí, que selecionarão pessoas formadas em direito. Os salários máximos são de R$ 22.797 e R$ 18.306, respectivamente            Fonte.
Congresso em Foco 

Governador lamenta morte de secretário-adjunto e destaca dedicação do servidor

Governador lamenta morte de secretário-adjunto e destaca dedicação do servidor

Da Redação - Jardel P. Arruda
Foto: Polícia Civil
Imagem do acidente
Imagem do acidente
O governador Silval Barbosa (PMDB) lamentou a morte de Adriano Fernando Falcão, secretário-adjunto Executivo do Núcleo Agropecuário da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf), vítima de um acidente de moto na manhã desta sábado, na rodovia estadual MT-251, entre Chapada dos Guimarães e Campo Verde.

Leia mais: Secretário-adjunto do Estado morre em acidente de moto na Estrada de Chapada

Através de nota a imprensa, o governador “lembrou que Adriano Falcão como servidor de carreira da Sedraf sempre se distinguiu pelo trabalho e dedicação, qualidades essas aliada que o levaram a ocupar o cargo atual”. O governador ainda externou pesar aos familiares do secretário-adjunto.

O acidente aconteceu por volta das 9h deste sábado. O secretário-adjunto teria perdido o controle do veículo em uma curva, saído da estrada e caído numa ribanceira. Adriano dirigia-se para Campo Verde no momento do acidente. De acordo com informações da assessoria da Polícia Civil, o secretário-adjunto morreu na hora
 Fonte OLHAR DIRETO

Morre secretário-adjunto da Sedraf

Morre secretário-adjunto da Sedraf

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Secretário-adjunto Adriano Falcão era admirador de motocicletas
Após perder o controle na MT-251, entre Chapada dos Guimarães e Campo Verde, o secretário-adjunto do Núcleo Sistêmico da secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf), Adriano Fernando Falcão, morreu, aos 36 anos, na madrugada deste sábado (5).
Segundo informações do secretário de Comunicação, Marcos Lemos, o secretário da pasta, Meraldo Sá (PSD), está a caminho do acidente para saber quais providências serão tomadas. 
Informações dão conta que Adriano estaria em uma moto em alta velocidade, por isso, perdeu o controle. Na página do Facebook, o secretário-adjunto deixava claro sua paixão por motocicleta. Familiares e amigos já começam a postar recados póstumos na rede social. O local e horário do velório e sepultamento ainda não foram anunciados.
Fonte RDNWES

Ampliação do Hospital São Lucas é tema de reunião entre Executivo e Legislativo

Ampliação do Hospital São Lucas é tema de reunião entre Executivo e Legislativo

EM 05 DE ABRIL DE 2014 AS 13H54
Depois de aprovado repasse de recursos da prefeitura à Fundação Luverdense de Saúde, a obra poderá ser iniciada nas próximas semanas
Fonte: Assessoria
 A A A
Crédito: AssessoriaHospital São Lucas
O prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, e o vice, Miguel Vaz, se reuniram na manhã deste sábado (05) com os vereadores para debater sobre a ampliação do Hospital São Lucas. 

O objetivo é esclarecer possíveis dúvidas e explicar os processos para construção, uma vez que a prefeitura encaminhou ao Legislativo projeto de lei que trata da destinação de recursos para a Fundação Luverdense de Saúde para dar início às obras. Também participaram do encontro diretoria e membros do conselho da fundação.

O projeto básico foi apresentado pela arquiteta Denise Zottis Boscoli, que estuda a ampliação do HSL desde o ano passado. Atualmente o hospital conta com pouco mais de 2.500 m² de área construída e deve receber uma ampliação de cerca de 3.300 m², sendo um novo prédio que contará com 1.815 m² no térreo e 1.486 m² no andar superior.

O projeto do Hospital São Lucas contempla o aumento no número de leitos, que passará de 79 para 102 podendo ainda ser ampliado para mais 23 posteriormente, 20 leitos de UTI adulto e 20 pediátrico/neonatal, quatro novas salas cirúrgicas com área de apoio integrada, 10 consultórios médicos, lavanderia, farmácia, refeitório, centro de imagem com condições de atender exames como tomografia, Raio X, mamografia, e ainda a reforma da atual estrutura.

Denise também explicou que já foi estudado o melhor método construtivo para o HSL e feito levantamento de custos. O projeto e orçamentos foram entregues à Fundação Luverdense de Saúde, que irá gerenciar a obra.

O prefeito Otaviano Pivetta explicou que o início da construção poderá realizado com o recurso destinado pelo Poder Executivo, mas que o restante do projeto necessitará de outros investimentos. A proposta é para que a fundação realize uma campanha de arrecadação de doações para auxiliar na construção, aos moldes do que já foi feito anteriormente com o Hospital São Lucas e também em outras obras de Lucas do Rio Verde. 

“Os grandes bons hospitais do Brasil são geridos por fundação. Não tem instituição, seja ela pública ou não, que sobreviva sozinha. Por isso contamos com o empenho de todos. Os que puderem ajudar financeiramente, ótimo. Os que não puderem, que colaborem então louvando a iniciativa. Contamos com o esforço constante da sociedade de bem para manter essa chama acesa e fazer sempre o melhor”, destacou Otaviano.

Além do projeto de ampliação do Hospital São Lucas, foram tratados na reunião assuntos relacionados à gestão da unidade de saúde, investimentos e atual situação financeira, orçamentos e contratos.
 Fonte: expressomt

Mesmo com manipulação do PiG e da oposição corrupta, DataFolha aponta vitória de Dilma.Chupa!

Mesmo com manipulação do PiG e da oposição corrupta, DataFolha aponta vitória de Dilma.Chupa!

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Presidente recua para 38% das intenções de voto, mas seus adversários não se beneficiam; 
 
Acabam de sair os números da pesquisa Datafolha. A presidente Dilma Rousseff caiu a 38%, mas seus adversários não se beneficiaram. Aécio Neves tem 16%, enquanto Eduardo Campos ostenta 10%. Neste quadro, Dilma venceria com facilidade no primeiro turno.
Leia, abaixo, a análise de Fernando Rodrigues, publicada em seu blog:
Aécio Neves é o candidato tucano com pior desempenho desde 2002
A pesquisa Datafolha realizada nos dias 2 a 3 de abril traz dois fatos políticos mais relevantes. Primeiro, que a intenção de votos de Dilma Rousseff cai em relação a fevereiro. Segundo, que nenhum dos candidatos de oposição se beneficiam disso neste momento.
Em resumo, Dilma está mais frágil. Mas há também fragilidade dos nomes da oposição, sobretudo o que está em segundo lugar.
Agora, no cenário com todos os possíveis candidatos, Dilma Rousseff (PT) tem 38%. O segundo colocado, Aécio Neves (PSDB), está com 16%. E Eduardo Campos (PSB) registra 10%. É importante dizer que a petista ainda venceria nesse cenário no primeiro turno. O percentual de votos nulos, em branco, indecisos e dos que dizem não saber quem escolher foi de 29%.
Na pesquisa dos dias 19 e 20 de fevereiro, Dilma tinha (também no cenário com todos os candidatos que se apresentaram até agora) 44% das intenções de voto. Aécio, 16%. Eduardo Campos,9%. Os votos nulos, brancos, indecisos “não sabe” eram de 26%.
Como se observa, apesar de a petista enfrentar um desgaste no momento, os 6% dos eleitores que se desgarraram de Dilma parecem apenas estar fazendo um “pit stop” na categoria do “não voto” –ou distribuindo-se de maneira pulverizada até entre nanicos. A oposição se beneficia pouco da atual conjuntura.
O fato mais alarmante para os adversários do PT é protagonizado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG): ele tem o pior desempenho de um segundo colocado desde 2002. O tucano continua com uma pontuação nesta época da campanha inferior à que tiveram outros colegas de seu partido em pleitos anteriores num mês de abril do ano eleitoral.
Em 2002, José Serra tinha 22% no Datafolha de abril daquele ano (Lula, do PT, liderava com 32%). Em 2006, Geraldo Alckmin neste mês estava com 23%. E em 2010, Serra estava ainda liderando as pesquisas, com 40%.
Eduardo Campos (PSB) está em terceiro lugar, com uma pontuação modesta de 10%. Mas esse desempenho é compatível com outros que estiveram como terceiros colocados em disputas passadas. E o político pernambucano é o menos conhecido entre os que estão na corrida pelo Planalto: 42% dizem ainda não conhecê-lo.
Aécio Neves e outros políticos de oposição costumam falar que no momento é muito difícil crescer nas pesquisas porque 1) os eleitores não estão pensando nesse assunto e 2) a presidente Dilma Rousseff está diariamente exposta (de forma direta) no noticiário televisivo ou (indiretamente) com obras do governo sendo mostradas em propagandas.
Tudo isso é verdade. Mas esse tipo de cenário também existia em eleições anteriores. Mesmo assim, os segundos colocados nas eleições passadas sempre estiveram mais bem posicionados do que Aécio Neves está hoje.

sábado, 1 de março de 2014

Como Amarildo, quase 40 mil desapareceram no Rio desde 2007

Giuliander Carpes, da Agência Pública
Em julho do ano passado, um grito ecoou na maior favela da zona Sul do Rio de Janeiro e ultrapassou fronteiras. Como se viesse das caixas de som da rádio poste da Rocinha, o clamor da viúva do pedreiro desaparecido nas mãos da polícia multiplicou-se pelas faixas dos protestos de rua, que sacudiam o país desde junho, e ganhou as redes sociais.
“Cadê o Amarildo?”, o mundo passou a perguntar, como se o conhecesse ali do botequim do Julio, na parte baixa da comunidade. Com a pressão da sociedade, as investigações seguiram adiante. Acabaram revelando que o marido de Elisabete Gomes, trabalhador e pai de 7 filhos, foi torturado e morto pelos policiais da UPP da Rocinha.
Os 25 policiais indiciados por participação nas torturas que levaram Amarildo à morte começaram a ser julgados este mês. Seu corpo, porém, continua desaparecido. Ainda assim o desfecho é uma raridade entre os casos de desaparecimento no Rio de Janeiro – muitos sequer são investigados.
O caso de Amarildo foi o único a ganhar visibilidade entre os 6.034 desaparecimentos contabilizados entre novembro de 2012 e outubro de 2013, pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) – não há dados mais recentes disponíveis. Desde o primeiro ano do governo Sérgio Cabral, as estatísticas do ISP (vinculado à Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro) apontam quase 40 mil desaparecidos.
Além da fragilidade das investigações policiais, o desaparecimento do pedreiro, denunciado por Elisabete, escancarou a violência encoberta pela empolgação com as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), criada a partir de novembro de 2008, com a promessa de “pacificar” as favelas cariocas, martirizadas pelo crime organizado e pela polícia.
“Eu não vou parar de gritar, deixar isso impune. Já que eles (os acusados pelo crime) tão na m…, porque não falam logo onde está meu marido? A família do Amarildo não é fácil. Não vamos calar a boca. Mesmo que meu marido fosse traficante, não tinha que matar, tinha que prender”, reafirma ainda agora Elisabete, as palavras atropeladas pela velocidade da fala, que é a sua arma desde o desaparecimento de Amarildo. Quanto mais gente ouvir o que ela diz, melhor. “No outro dia eu já estava no Wagner Montes (programa policial da Record), na Globo, em tudo que é lugar”, conta.
Dedo apontado para a polícia
Desde 15 de julho, Bete insiste: o marido desapareceu pelas mãos de policiais da UPP, instalada 10 meses antes para substituir a dominação territorial do tráfico de drogas na favela da Rocinha. O disse-me-disse para desacreditar a versão da mulher de Amarildo começou naquele dia. O soldado Douglas Vital, responsável pela abordagem agressiva do pedreiro, disse que não conhecia Amarildo e o confundira com um traficante chamado Guinho - apesar de já ter prendido um de seus filhos e de testemunhas relatarem que ele ameaçava Amarildo. O comandante da UPP, major Edson Santos, disse que o pedreiro havia sido liberado depois de uma averiguação de rotina e saíra da sede da unidade pela “escada da Dionéia” - câmeras de segurança não confirmaram sua versão.
O então delegado adjunto da 15ª Delegacia de Polícia (Gávea), Ruchester Marreiros, disse que Amarildo e Bete prestavam serviços para o tráfico e chegou a pedir a prisão da esposa do pedreiro. Por ele, a investigação teria terminado logo na primeira semana, com a conclusão de que Amarildo teria sido morto pelos traficantes, que persistem na comunidade, como suposto X-9 – numa escuta telefônica forjada pelos PMs, um “traficante” assumia a culpa pelo crime. Mas Bete não desistiu.
“Procuramos em tudo que era parente. Fomos em Nova Iguaçu, Alcântara, e nada. Aí começamos a procurar em delegacia”, lembra Bete enquanto caminha pelas ruelas da Rocinha, sob olhares dos policiais da UPP, ao lado dos três filhos mais novos, que se recusam a deixar a mãe sozinha desde o sumiço do pai.
Relembra a história: “Chegamos na delegacia e fomos maltratados pelo delegado lá. O delegado veio cheio de abuso comigo. Disse que a gente era envolvido. Disse ‘vai embora, some daqui, vai procurar seu marido noutro lugar’. Depois disse ‘tô só alisando a sua cabeça’. Eu falei ‘moço, tô atrás do meu marido, o policial sumiu com o meu marido e os documentos dele também’.”
Naquele julho, o Brasil, em especial o Rio de Janeiro, vivia uma onda de protestos, reivindicando principalmente cidadania. A violência dos agentes do Estado contra um negro, morador de favela, tantas vezes repetida, dessa vez foi cobrada nas ruas por uma multidão indignada. O governo teve que dar prioridade ao caso. Foi quando o então delegado titular da 15ª DP, Orlando Zaccone (hoje na 30ª DP -Marechal Hermes) mudou o rumo das investigações. O crime passou a ser apurado como assassinato e o caso passou depois para a Divisão de Homicídios (DH).
Na divisão especializada, os investigadores concluíram que o pedreiro foi torturado dentro da própria sede da UPP.As “técnicas” utilizadas envolviam asfixia com saco plástico na cabeça, choque elétrico na planta dos pés molhados e afogamentos na privada.
Mais grave: esses “métodos” eram usados corriqueiramente contra “suspeitos” na unidade comandada pelo major Edson Santos, ex-agente do Batalhão de Operações Especiais (Bope), de acordo com os depoimentos de 22 pessoas que sobreviveram às torturas, anexados ao inquérito de mais de 2,6 mil páginas sobre o caso Amarildo.
A resistência dos policiais acusados em dizer onde está o corpo de Amarildo também chamou a atenção de especialistas em violência para um fenômeno cada vez mais nítido no Rio de Janeiro: o crescimento no número de desaparecimentos, que alguns relacionam com outro índice alterado, este, em queda: o registro de mortes provocadas por policiais.

O sobe e desce do crime

O Instituto de Segurança Pública (ISP) do Estado do Rio de Janeiro reconhece que o desaparecimento de pessoas assumiu viés de alta desde o início dos anos 1990. Em 1991 foram registrados 2.616 casos. Em 2003, o número pulou para 4.800 desaparecidos, e depois de uma queda de 19,4% no governo de Rosinha Garotinho – foram 3.877 em 2006, recuperou o fôlego no governo Cabral quando os sumiços aumentaram 32%.
Por outro lado, os números do ISP referentes a homicídios dolosos caíram praticamente na mesma medida: 35% (de 6.133 casos, em 2007, para 4.543 de novembro de 2012 a outubro de 2013). E a queda é ainda maior ao se examinar as taxas de autos de resistência (mortes de civis em confrontos com policiais) na comparação dos mesmos períodos: 72% (de 1.330, em 2007, para 402 casos entre 2012 e 2013).
Em 2009, o ISP realizou uma pesquisa para verificar se – e em quantos casos – os desaparecimentos poderiam estar encobrindo homicídios – praticados por policiais ou não-policiais – através da ocultação de cadáver. As conclusões minimizaram a importância do fenômeno: segundo o instituto de pesquisa da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, com pouco mais de 400 familiares de desaparecidos contatados por telefone, 71% dos desaparecidos já haviam retornado para casa e apenas 7% foram encontrados mortos; 15% jamais foram vistos novamente, vivos ou mortos.
Como os crimes não foram investigados, pouco se sabe além desses números obtidos em um estudo que “apresenta algumas limitações metodológicas, como uma mostra pequena e um contato com os denunciantes feito pela via telefônica”, como explica o sociólogo Ignacio Cano, sociólogo coordenador do Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Colniza pede socorro ao governoTarso Nunes


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População de Colniza fica isolada devido ao alagamento na ponte do rio Canamã
O prefeito de Colniza, João Assis Ramos, o Assis Raupp (PMDB), decretou estado de calamidade pública no município, em decorrência da destruição de uma ponte sobre o rio Canamã, na BR-174. O estrago causado pelo aumento do nível das águas ocorreu nesta semana. “A população está em pânico”, enfatiza o peemedebista, em entrevista ao Rdnews.  Conforme o prefeito, aos poucos, o “isolamento” está fazendo com que os moradores sintam as consequências, como falta de gás de cozinha, combustível e alimentos.
Os únicos acessos à Colniza são por meio do Distrito de Três Fronteiras ou Cotriguaçú. Segundo Assis, essas estradas estão intransitáveis devido aos atoleiros. “Tem até caminhão tombado”. Com o município praticamente ilhado, o prefeito solicita auxílio da secretaria estadual de Transporte e Pavimentação Urbana e do Dnit para tentar minimizar o caos na rodovia. 
Assis ressalta ainda que a Defesa Civil precisa se deslocar até o local para analisar a situação da região. Após isso, serão disponibilizados os recursos para atender as demandas de mais urgentes. Enquanto a verba não é liberada, o prefeito explica que há necessidade de uma balsa a fim de substituir a ponte.
Fonte: RDNEWS

E se nossos partidos fossem bandas de música?

E se nossos partidos fossem bandas de música?

Wagner Iglecias, GGN

"Muito se diz que os partidos políticos estão muito desgastados. Seriam parte na crise de representação política geral que afeta não só o Brasil, mas o mundo. Pra muita gente partido é coisa chata, pesada, quase dispensável. De fato muitas eleitores preferem votar em pessoas, e não em partidos. Se os partidos fossem bandas de música podíamos dizer que grande parcela do eleitorado escolhe pela cara e pelo jeito do vocalista, e pouco se importa com os músicos que o acompanham. Se é assim, se a metáfora vale, fica a pergunta: e se nossos partidos políticos fossem bandas, como eles seriam? Seguem meus palpites, já em espírito de Carnaval e das brincadeiras típicas desta época do ano.
PSDB - Banda sofisticada, sendo que alguns de seus músicos têm formação erudita, obtida em conservatórios no exterior. É um conjunto que toca jazz, rhythm & blues, folk e rock progressivo. Seu ritmo preferido, no entanto, é a bossa nova, por alguns maldosamente chamada de “samba de apartamento”, dado seu caráter um tanto elitizado. Ressalte-se que a cena musical brasileira andava uma bagunça quando o PSDB começou a dar o tom na política nacional. Com a sua bossa nova os tucanos recolocaram o Brasil no mapa musical do mundo, após as décadas de marchas militares e a barafunda melódica dos anos 1980. No entanto desde que foram solapados na preferência do público pelos rapazes do PT eles passaram a ser vistos por aí como uma banda meio demodée. Mas isso não importa, afinal a bossa nova continua sendo sucesso lá fora, soa muito bem aos ouvidos gringos, e aqui ela é quase sempre trilha sonora da novela das nove, na qual as pessoas de bem da zona sul carioca vivem em perfeita harmonia com o núcleo pobre da trama, oriundo de subúrbios festeiros e felizes. Se já não é o sucesso de público de outrora, a banda tucana ao menos continua tendo fãs entre boa parte dos críticos. E isso mesmo com muita gente lembrando que o grupo há tempos não lança repertório novo com músicas inéditas.
PT - No início era um grupo de punk rock. Formado por gente que vinha de variadas experiências musicais anteriores, o que unia a todos os seus componentes era a aparente rejeição ao mercado e um desejo difuso de revolucionar a cena musical brasileira. Sem grana, praticamente uma garage band, o PT tocava com equipamentos precários, fazendo shows nas periferias e portas de fábrica. Mas seus músicos eram bastante sintonizados com as novas tendências que rolavam na Europa naquela época, fim da década de 1970, início dos anos 1980. E sempre se identificavam muito mais com o som que o operariado fazia naqueles tempos na Inglaterra, na França e na Alemanha do que com a musicalidade burocrática do proletariado soviético. Cânticos católicos, pitadas de ritmos caribenhos e o arrasta-pé do sertão nordestino também foram influências importantes nos primeiros anos da legenda. Mas ai um belo dia, como sempre acontece com as bandas alternativas, alguns componentes do partido quiseram deixar de ser indies e o grupo acabou assinando umcontrato com as grandes gravadoras. A banda deu então uma repaginada no visual, trocou as letras ácidas por canções de amor e chegou às paradas de sucesso. Alcançou não apenas o 1º lugar entre as mais tocadas como conquistou um lugar no coração do grande público. Obviamente que esse processo não ocorreu sem dor, e aqueles membros que queriam se manter fiéis ao som original foram convidados a deixar o grupo por conta das tais “divergências musicais”, sempre elas. Primeiro saiu a turma que formou as bandas PSTU e PCO, e mais recentemente, já após o estrondoso sucesso petista, outros componentes deixaram o conjunto musical e fundaram o grupo PSOL. Na crítica especializada muita gente diz que a sonoridade petista anda muito melosa e repetitiva, e que a banda já não consegue mais compor os hitsque lhe deram sucesso no passado recente. Entre o público, porém, o grupo parece continuar sendo o que tem a maior quantidade de fãs. Se hoje em dia empolga as massas, o som romântico petista é visto porém com desdém pelos adoradores de bossa nova e guarda pouca semelhança com a proposta musical mais radical do passado.
PMDB - é uma dessas orquestras que existem há muito tempo, com anos e anos de estrada. Sempre com muitos músicos, vindos de todas as partes do país. Todos muito experientes, dominam os mais variados instrumentos de corda, teclas, metais, madeiras e percussão e transitam pelos mais diferentes ritmos. Tocam nas mais diversas ocasiões sociais e políticas. Têm habilidade para passar da valsa ao punk, do samba ao funk, da moda de viola ao baião. Todos que alcançam as paradas de sucesso querem ter o apoio dessa orquestra para o caso de algum imprevisto. Foi assim com a banda tucana e tem sido assim com a banda petista. Acostumado a secundar os artistas do momento, o que tem faltado ao partido nos últimos tempos, porém, é um crooner. Um popstar pra chamar de seu.
PSB / Rede – Banda que promete sacudir a cena musical com uma batida nova, por ela batizada de “nova política”. O grupo faz um mix de vários ritmos, como o forró pernambucano, o sertanejo universitário engajado e os tambores da floresta. Também tem influência do som new age de empresas ecologicamente corretas. Vai fazer sua grande estréia nos palcos no festival musical de outubro, e muita gente aposta que pode surpreender, tocando algo diferente dos hit parades petistas e da nostalgia musical tucana. Seu vocalista, no entanto, parece que tem ouvido cada vez mais bossa nova. A conferir.
DEM – Conjunto com influências musicais bastante antigas, que vêm das extintas bandas PDS, Arena e UDN. Alguns críticos chegam a situar os músicos do DEM como receptores da herança melódica dos antigos partidos republicanos estaduais do início do século passado, ou até mesmo dos partidos Liberal e Conservador da época do Império, formados por senhores de terra. Já tocaram com a orquestra peemedebista na década de 1980, quando o grupo chamava-se PFL, e desde os anos 1990 são parceiros musicais da banda tucana.
PPS – conjunto musical muito antigo, de 1922, durante décadas tocou o metal proletário que emanava do Leste Europeu. Nos anos 1990 abandonou seu antigo nome, PCB, e se aproximou da turma da bossa nova. Nos últimos tempos lançou vários rocks com letras críticas à banda petista. Há alguns anos antigos componentes do velho PCB resolveram refundar o grupo. No entanto ele não tem mais nenhuma identidade musical com o PPS.
PcdoB – grupo musical do início dos anos 1960, o PcdoB sempre tocou uma espécie de heavy metal muito específico, que na verdade era uma variação do metal soviético tocado pelo PCB acrescida de pitadas de música chinesa e albanesa. Mais recentemente suavizou suas melodias e tem se apresentado em shows conjuntos com a banda petista.
PDT - Tocava os bolerões dos anos 1950 até algum tempo atrás. “Bota o retrato do velho outra vez” foi, durante muito tempo, a canção mais executada pela banda. Depois do desaparecimento de seu lendário vocalista, que gostava do vanerão, do xote gaúcho e da milonga mas curtia também fazercovers de punk e metal, enveredou por ritmos musicais mais suaves.
PSOL – banda formada por ex-músicos petistas, quer recuperar o punk visceral do PT de raiz. Seguem buscando a batida perfeita, mas as vezes parecem estar mais preocupados é em se diferenciar das melodias românticas do petismo.
PSTU e PCO – seguem fazendo o punk e o metal que agradam a uma pequena parcela da sociedade, a qual lhe é muito fiel. Mas permanecem desconhecidos do grande público.
PP, PR e PTB – À semelhança da banda peemedebista, porém sem tantos componentes como aquela orquestra, são grupos musicais formados por gente que já tocou por todo o país, com os mais variados artistas e os mais variados ritmos. Experiência e capacidade de adaptação não faltam a estes grupos.
PV – Banda surgida nos anos 1980, época da new wave. Muitos achavam que o grupo fazia um som cabeça, conceitual, com letras inovadoras que iam muito além da velha temática capital / trabalho tão comum no repertório de tantos outros conjuntos. A banda tinha um vocalista moderno, forjado na resistência às marchas militares da década de 1960, mas acabou não alcançando o sucesso de público que se esperava. Mais recentemente o grupo se apresentou em conjunto com a banda tucana.
PSD – Banda criada há poucos anos, segundo muitos críticos seria um projeto solo de seu vocalista. Em pouco tempo atraiu muitos músicos de outros grupos e aos poucos tem conquistado fatias importantes da cena musical brasileira.
PSC – Grupo musical surgido em cultos religiosos, tem grande potencial de crescimento visto que há cada vez mais gente curtindo música gospel neste país.
PROS e SDD – bandas novas, mas formadas por componentes que já tocaram em muitos outros grupos. Também estrearão no festival de outubro.
Para além das bandas, há outros ritmos bombando por ai. Tem uma garotada tocando bumbo nas ruas, sem ligar muito para os partidos. Ainda não é certo se o som que fazem terá influência no festival. Pra alguns eles não sabem ler partitura e só fazem ruído. Pra outros eles estão fazendo uma bela jam session nas ruas desse país e criando a playlist dos próximos anos na política nacional. A ver. E há ainda quem diga que o festival de outubro poderá ter um cantor solo, estreando nos palcos da política com sua ária, talvez aguardada ansiosamente por uma parcela não-desprezível da platéia. Será? Sem banda, qual seria o compasso de sua campanha e o arranjo de seu eventual governo?"
Wagner Iglecias é doutor em Sociologia e professor do Curso de Graduação em Gestão de Políticas Públicas e do Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina da USP
Fonte: Brasil Brasil