terça-feira, 20 de maio de 2014

Manifestantes que estavam em frente à Polícia Federal ‘comemorando’ a atuação da instituição com a deflagração da operação Ararath, chegaram a soltar fogos no momento em que o deputado José Riva (PSD) e o ex-secretário de Estado e atual presidente do Mixto Esporte Clube, Eder Moraes deixavam o local em comboio da POLICIA FEDERAL

Marechal Rondon

Da Reportagem Local- Laura Petraglia, Patrícia Neves e Jardel P. Arruda
Foto: Danilo Bezerra/ Olhar Direto
Riva e Eder são levados para aeroporto Marechal Rondon
18h31 - O deputado estadual José Riva e o ex-secretário de Estado Eder Moraes acabam de embarcar no avião da Polícia Federal. Segundo apurou o Olhar Direto, eles haviam voltado a entrar nas viaturas. A informação é de que iriam em outra aeronave, porém, depois de um tempo embarcaram no avião maior rumo a Brasília.

17h36 - 
Manifestantes que estavam em frente à Polícia Federal ‘comemorando’ a atuação da instituição com a deflagração da operação Ararath, chegaram a soltar fogos no momento em que o deputado José Riva (PSD) e o ex-secretário de Estado e atual presidente do Mixto Esporte Clube, Eder Moraes deixavam o local em comboio da Polícia Federal. Ambos seguirão em avião da Polícia Federal para Brasília, onde serão recambiados para uma unidade prisional por determinação do ministro Dias Tofolli, do STF.

17h28- 
Via assessoria de imprensa, o advogado do deputado José Riva (PSB),  Valber Mello,  informou que ainda não teve acesso aos autos de investigação e que ainda não sabe informar para qual unidade penitenciária em Brasília seu cliente será encaminhado. A defesa irá até Brasília para ter acesso aos autos.

17h12 - 
O deputado estadual José Riva (PSD) e  ex-secretário Eder Moraes seguem nesse momento para o aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande. Eles deixaram a  sede da Polícia Federal em um comboio e irão embarcar em uma aeronave da instituição.  Ao sair do prédio, o deputado não falou com  à imprensa e ao entrar no veículo da Federal ele se mostrou incomodado. Já o ex-secretário Eder Moraes chegou a acenar para os jornalistas demonstrando confiança ao deixar à Superintendência. Ambos seguem para interrogatório em  Brasília onde devem ser cautelados em uma unidade penitenciária, conforme decisão do ministro Dias Tóffoli, do STF.

16h24 - 
O advogado do governador, Silval Barbosa (PMDB), Ulisses Rabaneda acaba de confirmar que foi efetuado o pagamento de fiança pelo chefe do Executivo pelo crime de posse ilegal de arma de fogo já que durante cumprimento de mandado de busca e apreensão, a Polícia Federal encontrou uma pistola (com registro vencido) no imóvel. Ulisses reiterou que o governador está tranquilo e que não entende o porquê do cumprimento de mandados de busca e apreensão, autorizado pelo ministro Dias Tóffoli, do STF. O valor do pagamento da fiança não foi informado pela defesa.

Rabaneda disse ainda que ao chegarem na residência, durante o cumprimento de mandado de busca  em um prédio de luxo no bairro Jardim das Américas, os policiais federais chegaram a questionar sobre a existência de armamento no local e Silval confirmou a existência da mesma e apresentou o registro, porém, vencido.  Ele informou ainda que o governador não irá para Brasília, como as demais pessoas detidas na ação. 

16h07- 
O governador Silval Barbosa (PMDB) acaba de deixar o prédio da Superintendência da Polícia Federal. Ele chegou
 por volta das 11h30 da manhã, após a Polícia Federal encontrar uma pistola 380 em sua residência. A pistola estava com registro vencido. O governador não falou com à imprensa e deixou a unidade acompanhado do atual secretário de segurança pública, Alexandre Bustamante, que é policial federal e está licenciado para exercer a função de secretário no staff de Barbosa.

15h58 - 
Quase 10 horas após o início da quinta fase da Operação Ararath, continuam na sede da Polícia Federal em Cuiabá, o governador Silval Barbosa (PMDB), o ex-presidente da Assembleia, deputado estadual José Riva (PSD) e o ex-secretário de estado Eder Moraes (PMDB). A esposa do deputado, Janete Riva, que também prestava depoimento deixou a sede da PF agora pouco. O governador Silval Barbosa foi encaminhado para a PF, depois do cumprimento do mandado de busca e apreensão, porque uma pistola 380 (com registro vencido) foi encontrada em sua casa. Ele foi encaminhado para unidade para prestar esclarecimentos do posse ilegal de arma de fogo.

15h53 - 
A esposa do deputado José Riva (PSD), preso na manhã de hoje,  Janete Riva acaba de deixar o prédio da Polícia Federal. Ela foi ouvido  na condição de testemunha e nao quis prestar declarações à imprensa ao sair do prédio. O advogado Fabian Feguri negou que ela tenha envolvimento na operação. 

15h17 - 
Fontes da Polícia Federal confirmaram que o governador Silval Barbosa foi preso por porte ilegal de arma na manhã de hoje. No entanto, o secretário de comunicação do Estado, Marcos Lemos, garante que Silval apenas estava com a documentação atrasada de uma pistola calibre 380 e que será liberado após pagamento de fiança.

15h10 - 
Duas professoras da rede privada de ensino foram protestar em frente à PF contra a corrupção. Adriana Reys e Flavia Chocair lançaram um movimento "chamado Operação Ararath" e se dizem cansadas com a atual situação da política. 

14h34 - 
O desembargador aposentado Paulo Lessa, que está atuando na defesa de Eder Moraes ficou cerca de uma hora e meia na Polícia Federal e infrmou que seu cliente não irá se pronunciar por enquanto. Eder foi preso preventivamente.

14h24 - 
O mestre de obras Silval Rodrigues foi à porta da Polícia Federal soltar fogos em comemoração a ação. Ele afirma que mora em Cuiabá há 30 anos que os fogos são uma maneira de parabenizar a PF pelo trabalho realizado na Operação Ararath. 

14H15 - 
Novas informações dão conta de que a Polícia Federal também cumpriu um mandado na residência do ex-conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Alencar Soares Filho, em Barra do Garças. Policiais chegaram cedo a residência de Alencar e pediram aos funcionários para entrarem na casa e contaram com apoio de um chaveiro. A informação é que o ex-conselheiro não estava na residência. A PF de Barra não especificou quais objetos foram apreendidos na casa do ex-conselheiro.

13h28 -
 Os dois advogados conduzidos durante a operação Ararath para prestar depoimento, identificados como sendo os irmãos, Alex Tocantins e Kleber Tocantins, atuaram há mais de uma década em um ação envolvendo a extinta Sanecap (Companhia de Saneamento de Cuiabá). O advogado Kleber já prestou depoimento a um delegado da Polícia Federal. 

13h27 - 
O desembargador aposentado, Paulo Lessa, acaba de chegar a sede da Polícia Federal em Cuiabá. Ele irá representar o ex-secretário de Fazenda, Eder Moraes, preso durante a operação Ararath, desencadeada na manhã de hoje (20). Ele informou à imprensa que iria tomar conhecimento do teor das investigações e que seu filho, Fábio Lessa, também iria atuar na mesma bancada de defesa.

13h12 - 
O deputado José Riva (PSD) acaba de chegar à Superintendência da Polícia Federal, em Cuiabá. Ele foi encaminhado à unidade em um carro descaracterizado e não prestou nenhuma informação à imprensa. Após a prisão em sua residência, no bairro Santa Rosa, o parlamentar estadual foi conduzido por uma escolta composta por seis veículos. A mulher dele, Janete Riva, acompanhou na manhã de hoje (20) o cumprimento do mandado de busca e apreensão em sua residência.

12h41 - 
A defesa de Janete Riva informou a pouco que sua cliente não é alvo da operação Ararath e que prestou depoimento à Polícia Federal na condição de testemunha.

11h58 - 
O secretário de comunicação do Estado, Marcos Lemos, acaba de chegar à Superintendência da Polícia Federal onde em uma rápida entrevista informou que conversou na manhã de hoje (20) com o governador Silval Barbosa e o mesmo disse estar tranquilo e por isso compareceu espontaneamente para prestar depoimento já que sua casa, no bairro Jardim das Américas, foi alvo de cumprimento de mandado de busca e apreensão na manhã. Barbosa informou ainda ao secretário de Estado que aguarda que tudo seja rapidamente esclarecido. Lemos negou que mandados tenham sido cumpridos na sede do Palácio do  Governo e ratificou que as informações sobre o cunho da operação Ararath são desencontradas até mesmo para os advogados.

11h24
 – Acabam de chegar à Polícia Federal dos advogados Ulisses Rabaneda e Válber Melo, ambos atuam na defesa do
governador Silval Barbosa. Instantes após a chegada dos advogados, o peemedebista também foi entrou no prédio para prestar depoimento.

11h14 - A esposa do deputado estadual José Riva, ex-secretária de Cultura do Estado Janete Riva chegou a Polícia Federal após o fim do cumprimento do mandado de busca e apreensão em sua residência em Cuiabá.

10h58 - O advogado Ricardo Monteiro, que defende Ricardo Neves deixou a sede da PF e informou que seu cliente foi chamado para prestar esclarecimentos porque é sócio de Mauro Carvalho em um Pequena Central Hidrelétrica (PCH) e fez uma transação com o Bic Banco. O empresário teria sido citado em um depoimento de Júnior Mendonça à Polícia Federal.

Acabaram de chegar na sede da Polícia Federal, na avenida do CPA, em Cuiabá, quatro grande empresários, encaminhados por agentes durante a quinta fase da Operação Ararath, deflagrada contra lavagem de dinheiro, para prestarem esclarecimentos sobre o esquema investigado.

Riva e Eder são escoltados por dezenas de agentes e seguem em avião da PF para Brasília

São eles Anildo Lima Barros, ex-prefeito de Cuiabá e dono de empreiteira; Altevir Magalhães, sócio-proprietário do grupo Modelo, Mauro Carvalho e Pérsio Briante. Além deles, foi encaminhado à PF o ex-secretário-adjunto da extinta Secretaria de Infraestrutura do Estado Eziquiel Lara.

De acordo com informações preliminares apuradas junto à Polícia Federal e a defesa de alguns dos empresários, o grupo não foi detido, apenas encaminhado para prestar esclarecimentos sobre um esquema com fraudes em um empréstimo do governo do Estado, para a aquisição de maquinários, durante a gestão do então ex-governador Blairo Maggi (PR), quando Eder Moraes (PMDB) era secretário de fazenda.

Este não é mesmo caso do já conhecido “Escândalo dos Maquinários”. A Polícia Federal investiga uma possível irregularidade em empréstimos do estado junto ao Bic Banco, instituição financeira a qual Eder Moraes teria influência. Os recursos teriam sido empregados para a aquisição dos caminhões. Busca e apreensão na casa de Eder Moraes teria encontrado uma planilha com quatro empresas relacionadas para a transação.
 Fonte Olhar Direto.

domingo, 18 de maio de 2014

Jornalistas da Rede Globo denunciam emissora por várias irregularidades, inclusive assédio moral

Jornalistas da Rede Globo denunciam emissora por várias irregularidades, inclusive assédio moral

Antonio Mello, Blog do Mello

"Embora ainda seja a maior e mais poderosa rede de TV do Brasil, a Rede Globo já não pode tanto, como antes.

Além do mal que faz ao país com seu poder oligopólico, agora ela começa a fazer mal para dentro, atingindo diretamente seu corpo de jornalistas. A denúncia é do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro:
Jornalistas da Rede Globo confiam na mediação do Ministério do Trabalho para erradicar irregularidades que têm se multiplicado na emissora. Redução em salários, assédio moral, acúmulo de funções, jornadas de 13 dias sem folga e banco de horas negativo foram algumas das denúncias apresentadas por cerca de 40 profissionais da empresa que estiveram reunidos com o Sindicato por mais de duas horas na tarde desta terça-feira (06/05) em um colégio do Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio. A mesa redonda com o ministério poderá ajudar a esclarecer possíveis ilegalidades cometidas pela Globo no processo de reestruturação em curso.

A reunião foi convocada a pedido dos jornalistas da Rede Globo após redução abrupta nos salários, desde março, por uma decisão da empresa de evitar que seus funcionários trabalhem além da jornada legal de cinco horas mais duas extras. O problema é que essas horas extras robusteciam a remuneração dos jornalistas, em um sistema estimulado pela emissora, já que a média do salário-base por lá é baixo. Há casos de profissionais que perderam R$ 2.000 de um mês para o outro.

Como compensação, a Globo ofereceu uma indenização calculada sobre a média das horas extras pagas nos últimos seis meses. A compensação, de baixo valor e que não resolve a perda mensal nos salários, é encarada pelos jornalistas e pelo Sindicato como um ‘cala boca’ oferecido pela empresa.

As justificativas dadas pelo setor de Capital Humano – nome do departamento de recursos humanos da Rede Globo – aos funcionários foram um verdadeiro festival de assédio moral. Os jornalistas relataram que foram chamados um a um para conversar com analistas de recursos humanos, que não respondiam de forma clara as perguntas e até chegaram a espalhar boatos de que jornalistas fraudavam o ponto para ganhar mais. O gestor direto era chamado a participar em muitas dessas reuniões, numa atitude claramente intimidatória.

Pelo fim do ‘cheque especial’ do banco de horas

Para além dos salários, os jornalistas da Rede Globo também se queixaram do sistema de banco de horas, em que começam o mês devendo 21 horas – que seriam relativas aos sábados não trabalhados. O Sindicato reiterou que a prática é ilegal, apesar de estar disseminada nas redações do Rio que adotaram o controle de ponto. A Justiça entende que a empresa deve abonar as horas dos dias em que não requisita o funcionário. O fim desse ‘cheque especial’ do banco de horas deverá ser negociado com os patrões nas rodadas da campanha salarial.

Acúmulo e desvio de funções, jornadas de até 13 dias sem folga e a obrigatoriedade de tirar uma hora de descanso no meio do expediente são outros assuntos que deverão ser tratados na conversa com a mediação do Ministério do Trabalho. Ficou acertado no encontro de segunda-feira que uma nova reunião será marcada no mesmo local, em dois horários, para atrair mais jornalistas insatisfeitos com o desrespeito aos direitos trabalhistas na Rede Globo. [Fonte]"
 fonte: Brasil Brasil 

Blairo Maggi pode anunciar candidatura

Blairo Maggi pode anunciar candidatura
» Política
Por Gazeta Digital em 18 de Maio de 2014 ás 08:30
Senador Blairo Maggi (PR), do exterior (Áustria), convocou reunião ampliada com a cúpula republicana, prevista para seu retorno, no dia 27 deste mês, em Cuiabá, que poderá mudar todo o processo de discussões sobre o embate eleitoral de 2014.
Ao entrar em contato com o suplente que ocupa sua vaga no Senado, José Aparecido dos Santos, o Cidinho, Maggi pediu à legenda que “aguarde sua volta ao Estado porque quer, junto com o partido, tomar a decisão sobre o projeto político da legenda”.
No PR, é crescente o movimento que admite a possibilidade de ele vir a assumir a corrida ao comando do Estado. Fonte do partido assegura que nos últimos dias Maggi teria olhado com outros olhos o tabuleiro político, admitindo a chance de ocupar o principal posto na chapa majoritária.
Na tarde de ontem, ao confirmar as informações do pedido da reunião entre republicanos, o presidente estadual e pré-candidato ao Senado, deputado federal Wellington Fagundes, preferiu não dar vazão a expectativa de que Maggi possa reavaliar. “Acho que essa questão está fechada. Mas ainda tem pessoas no partido que pedem ao senador Blairo Maggi uma reanálise da sua posição. Temos um projeto de disputar o Senado, inclusive com apoio do próprio senador, e por enquanto seguimos esse encaminhamento”, assinalou Fagundes.
Cidinho é um dos mais ferrenhos defensores do retorno de Maggi ao pleito geral deste ano. E não parte apenas dele essa postura, sendo acompanhado de outros membros da direção estadual, de prefeitos do interior e também de líderes de legendas aliadas. No atual quadro, Wellington fez questão de frisar que o partido ainda mantém conversas com o PDT do senador Pedro Taques, em que pese as críticas de pedetistas como o presidente, Zeca Viana, sobre a necessidade de os republicanos se posicionarem em relação a construção de uma aliança.
“O PR só tomará uma decisão com o senador Blairo Maggi que é uma das maiores lideranças do partido no Estado. E não estamos falando de oposição ou de situação. Estamos falando de um programa de construção para Mato Grosso que é um estado em desenvolvimento, que muito contribui para a balança comercial do país, mas que precisa de apoio do governo federal”. Ao mencionar esse panorama, Fagundes deixa aberto o ambiente para compor com Taques. “Um estado de dimensões como Mato Grosso precisa do respaldo de todos que possam ajudar, e por quê não estar num palanque suprapartidário?”.
Nessa análise, destacou ainda a crença de que poderão estar juntos, em Mato Grosso, boa parcela de presidenciáveis. Taques conta em seu bloco com siglas como o PSDB, do deputado federal Nilson Leitão e o PSB de Mauro Mendes, com os pré-candidatos à presidência da República, Aécio Neves e Eduardo Campos, respectivamente.
Fagundes, que já abriu mão de sua candidatura ao Senado em eleições passadas, não descarta repensar sobre o assunto. “Todas as decisões passam pela legenda. Já deixei esse projeto em outra conjuntura eleitoral e cabe somente ao partido dirigir os encaminhamentos. Neste momento, o plano é disputar o Senado e temos que discutir com todos, da oposição à situação”.
 com Fonte: Leia Lucas

Chefe do MPE diz que novas operação serão deflagradas


O procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Paulo Prado, negou que as ações do Ministério Público Estadual (MPE) tenham viés político ou partidário. Recentemente, alguns deputados estaduais acusaram o MPE de agir com interesse político, como quando ofereceu denúncia contra o ex-governador e hoje senador Blairo Maggi, por conta do chamado "Escândalo dos Maquinários".

A denúncia, feita após Maggi ser inocentado pela Justiça Federal, sequer foi aceita pela Justiça. Mesmo assim, Prado refuta a acusação.

"Essas críticas são de pessoas que estão envolvidas diretamente nas investigações. São pessoas que temem perder os seus privilégios. A população só aplaude. Agora, aquele segmento ou sujeito político que, de repente, vai ter que prestar contas, devolver dinheiro e ser afastado do cargo, se tornar inelegível ou não poder disputar eleição, obviamente, não pode estar satisfeito com a atuação do Gaeco", disse Prado, em entrevista exclusiva ao MidiaJur.

O chefe do MPE avaliou as recentes operações com Gaeco, como a "Aprendiz", cuja investigação resultou na prisão do ex-vereador João Emanuel (PSD), e a "Arqueiro", que investiga supostas fraudes na Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social. "Mais coisas vêm por aí", disse.

Paulo Prado negou que seja partidário da candidatura do senador Pedro Taques (PDT) ao Governo do Estado. "Não tenho partido político.. Sou amigo do Pedro há muitos anos, como sou amigo do Jayme Campos, do Blairo Maggi, de vários deputados, prefeitos e vereadores", disse.

Na entrevista, o procurador apontou a falta de planejamento do Governo do Estado como a principal causa do atraso em obras da Copa do Mundo, em Cuiabá e Várzea Grande, como as trincheiras e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

Confira a seguir os principais trechos da entrevista de Paulo Prado ao MidiaJur:

MidiaJur – Em função do trabalho do Gaeco, nos últimos dois anos, o Ministério Público Estadual tem sido alvo de duras críticas, entre elas, a de que seria usado politicamente. Em alguns casos, a maioria das investigações é questionada no Judiciário e parte delas é anulada. Como o senhor analisa esse quadro?

Paulo Prado –
 As críticas fazem parte do jogo. Algumas delas até servem para nós corrigirmos e realinharmos nossa postura; as outras críticas são de pessoas que se sentem prejudicadas e que têm algum conhecido ou algum protegido alvos das operações do Gaeco. Agora, o que nós percebemos é que a grande maioria da população procura o Gaeco para denunciar, entregar documentos, para repassar provas, narrar fatos etc. justamente por confiar no trabalho do Ministério Público. Isso me alegra muito. Quase sempre, o Gaeco é procurado por servidores públicos, muitos dos quais estão cansados de ver coisas erradas. Isso tem contribuído para o desbaratamento de quadrilhas que sangram os cofres públicos.

MidiaJur – No início do ano, o desembargador Juvenal Pereira da Silva questionou o poder de investigação do MP e suspendeu a Operação Aprendiz [deflagrada em 28 de novembro de 2013], que investigava o então presidente da Câmara de Cuiabá, João Emanuel (PSD). Nesse caso específico, o senhor acredita que é um fato superado ou deixou alguma rusga celeuma entre o ministério e o Judiciário?

Paulo Prado –
 Da nossa parte, é um fato isolado, encerrado. Eu espero que não tenha ficado nenhuma sequela, nenhuma celeuma. Respeito o desembargador, no aspecto em que ele questiona o poder de investigação do Ministério Público. Mas, pelo voto dos outros dois colegas deles, com profundo embasamento, eu percebo que isso está superado.

MidiaJur – Nas últimas operações, como destaque para a Aprendiz, o MP também foi duramente criticado, principalmente por alguns advogados, pela forma como todo o processo foi conduzido. Como o senhor vê isso?

Paulo Prado –
 O que eu posso dizer é que recebi muitos telefonemas de diversos advogados nos cumprimentando pela operação. De advogados que, inclusive, externavam solidariedade antes críticas feitas pelos próprios colegas. Lógico que há advogados que recebem para isso. Afinal, todo cidadão tem direito à defesa. Isso faz parte do jogo e eu entendo. Mas, se você for ver quem está atacando, constata que são pessoas que defendem justamente os criminosos.

MidiaJur – De um modo geral, o MPE também é acusado de executar, por meio do Gaeco, operações com suposta conotação político-partidária. E, considerando o momento pré-eleitoral, os comentários nos bastidores são que o órgão estaria sendo utilizado para beneficiar um determinado candidato e/ou grupo político.

Paulo Prado- Essas críticas são de pessoas que estão envolvidas nas investigações. São pessoas que temem perder os seus privilégios. Agora, se você ouvir e pesquisar junto ao grosso da população sobre o que ela pensa dessas operações, a realidade é outra. Nós realizamos esse tipo de pesquisa e consulta livre, sem direcionamento. A população só aplaude. Agora, aquele segmento ou sujeito político que, de repente, vai ter que prestar contas, devolver dinheiro e ser afastado do cargo, se tornar inelegível ou não poder disputar eleição, obviamente, não pode estar satisfeito com a atuação do Gaeco.

MidiaJur – Três grandes operações do Gaeco - Assepsia, Aprendiz e Arqueiro -, de fato, movimentaram o ambiente político. Há previsão de outras ações do tipo?

Paulo Prado -
 Há mais coisa vindo por aí... Muito mais coisa...

MidiaJur – Por ser um ano eleitoral, não há o risco de essas ações serem colocadas sob suspeita de perseguição ou de algum tipo de vinculação política?

Paulo Prado 
– Reafirmo o que disse anteriormente: os que enxergam o trabalho do Ministério Público por esse viés, de uma forma ou de outra, têm culpa. As pessoas que não estão sendo processadas e que têm conduta correta esses aplaudem. Quem quem faz as críticas são aqueles que são alvos diretos das investigações.

MidiaJur – Qual a atitude do MPE quando as investigações do Gaeco são questionadas na Justiça e as operações acabam sendo anuladas?

Paulo Prado –
 A realidade é que essas pessoas conseguem apenas pequenas vitórias. No final, em todas as ações realizadas pelo Gaeco, de 2010 para cá, o Tribunal de Justiça manteve a condenação. Eu acredito que, doravante, o Tribunal vai ser implacável porque o que nós temos de provas, e as informações e perícias técnicas são incontestáveis. Eu acredito que não há escapatória.

MidiaJur – Recentemente, nas últimas operações do MPE, houve muita reclamação em relação ao “vazamento” de informações para a imprensa, mesmo antes de as partes terem sido intimadas ou de a investigação ter sido concluída. Foi aberta alguma investigação para apurar esse tipo de conduta?

Paulo Prado – 
Temos investigado a fundo, e nós somos contra vazamentos. Estamos fazendo de tudo para que isso não aconteça. Estamos tentando identificar de onde têm surgido esses vazamentos e, da nossa parte, a orientação é para jamais se agir dessa forma. Até porque atrapalha o próprio Ministério Público e é nocivo para aquilo que nós nos propusemos fazer.

MidiaJur – Recentemente, o MPE propôs uma ação civil pública contra o ex-governador e atual senador Blairo Maggi, no caso que ficou conhecido como “Escândalo dos Maquinários”. O que chamou a atenção é que o processo foi proposto alguns dias depois de a Justiça Federal ter absolvido o parlamentar das acusações. A principal acusação foi de uso político da instituição.

Paulo Prado – Especificamente, a pessoa que está autorizada a responder é o procurador de Justiça Siger Tutiya, autor da proposta. Sei que ele é um homem sério, honesto, sem envolvimento político com ninguém, discreto, que trabalha há 25 anos na instituição e que merece muito respeito. Não vejo na atuação do doutor Siger nenhum cunho político. Se se analisar a biografia dele, a história de vida dele, vai se constatar que se trata de um homem imparcial e sério.

MidiaJur – De outro lado, ventilou-se na mídia que o senhor teria participado de uma reunião política com o senador Pedro Taques (PDT) e com o ex-juiz federal Julier Sebastião (PMDB) e que isso significaria que o senhor e o MPE teriam preferências político-partidárias.

Paulo Prado – 
Não existe nada disso. Sou amigo do Pedro Taques há muitos anos, como sou amigo do Jayme Campos, do Blairo Maggi, de vários deputados, prefeitos vereadores... O Pedro, eu conheço antes de ser membro do Ministério Público. Antes de tudo, somos cuiabanos. Nos encontramos em um jantar. Agora, se amanhã ou depois eu for convidado para jantar com o [prefeito de Cuiabá] Mauro Mendes, com o [ex-vereador e pré-candidato do PT ao Governo do Estado] Lúdio Cabral, sem dúvida, aceitarei.

Com o Pedro Taques, não se tratou de uma reunião secreta, só foi um jantar. Eu conheço o Julier de longa data, é um homem sério e correto, que marcou a sua história. São pessoas seríssimas e jamais discutimos questões políticas. Eu não sou candidato a nada. Na verdade, sou candidato a terminar bem a minha gestão. Só espero que quem quer que seja que venha a ser governador pelo Estado de Mato Grosso olhe com carinho por essa terra de Rondon, principalmente para as questões ligadas à Saúde, Educação, área social e escoamento da produção.

MidiaJur – Como o senhor avalia os políticos de Mato Grosso, no quesito administração?


Paulo Prado – Eu acho que a população é que tem que responder. Perguntar para ela se está sendo bem atendida, quanto tempo aguarda na fila para conseguir um exame de raio X, quanto tempo uma mulher precisa fazer um exame de mamografia, como está o atendimento nos hospitais regionais. O que parece é que as coisas não estão bem e a população precisa ser ouvida.

MidiaJur – O MPE tem um orçamento menor que outras instituições que não têm estrutura nas cidades polos, apenas em Cuiabá. Como administrar a instituição com poucos recursos?

Paulo Prado –
 Nós estamos em 80 comarcas do Estado de Mato Grosso. Só em Cuiabá e Várzea Grande, nós temos quatro sedes. Temos sedes próprias em praticamente todas as cidades onde há promotorias, e onde não há sede própria, temos casas alugadas para receber com dignidade os cidadãos. Não conseguimos igualar os valores com Assembleia Legislativa e Tribunal de Contas. Nada contra os valores que esses dois organismos recebem, mas eu só acho injusto que nós, com uma estrutura 80 vezes maior, por todo o Estado, não recebamos pelo menos o equivalente. Estou tentando mostrar politicamente para o governador e o presidente da Assembleia uma injustiça sem precedentes. Espero um dia sensibilizá-los de que precisamos melhorar o orçamento do MPE.

MidiaJur – Qual o resultado das notificações recomendatórias que o Ministério Público tem feito aos gestores públicos?

Paulo Prado – Muitas delas, com o próprio Governo do Estado, surtiram efeitos. O nosso objetivo é preveni-los, para evitar uma demanda judicial, um desgaste. Nós elencamos nas notificações todas as irregularidades legais. A notificação não é para tentarse intrometer nos poderes Executivo e Legislativo. Ela é como uma prevenção, como um aviso pedagógico e que um estudo foi feito e princípios legais foram desrespeitados. Agora, insistirem em correr o risco e desrespeitar a lei, nós seremos obrigados a propor as ações cabíveis.

MidiaJur – Como o Ministério Público tem fiscalizado as obras da Copa do Mundo em Cuiabá?

Paulo Prado – 
Esse é um problema que enfrentamos desde o início da administração - o constantes atraso nas obras da Copa. Nós criamos um grupo de promotores, sob a coordenação do doutor Clóvis de Almeida Júnior, para acompanhar todas essas obras, principalmente aquelas que são indispensáveis, uma exigência da Fifa. Como, por exemplo, a Arena Pantanal, que até agora não está 100% pronta; o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, que ainda não está preparado para receber as cerca de 20 a 30 mil pessoas que virão para o Mundial.

MidiaJur – O senhor está satisfeito com a atuação do MPE no que diz respeito ao acompanhamento das obras do Mundial?

Paulo Prado – 
Nós estamos fiscalizando, sabemos tudo que está acontecendo. Agora, nesse instante, é preciso cuidado, pois qualquer tipo de ação pode impedir que Mato Grosso seja sede da Copa. Então, o que os colegas estão fazendo é pedindo perícias, analisando contratos, vendo a qualidade do que está sendo feito, os valores das obras. Estamos a menos de um mês da Copa, e nem o Ministério Público, nem o Tribunal de Contas e nenhum órgão de controle, nesse instante, vai propor alguma coisa para atrapalhar.

Vamos torcer para que dê tudo certo e, terminada a Copa, vamos avaliar qual a atitude a ser tomada, doravante.

O Ministério Público não está calado, está acompanhando desde o início, tem conversado muito com o secretário da Copa [Maurício Magalhães], tem orientado, tem notificado, buscado o diálogo. Conversamos muitos sobre a morte de um funcionário de uma empresa terceirizada, na Arena Pantanal. O MPE alertou sobre os problemas relacionados à cadeiras do estádio. Alertamos sobre os problemas de trincheiras e do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). O MP tem sido um órgão de Estado preocupado em fazer com que Mato Grosso faça bonito. Agora, vamos ver até o dia da Copa o que será concluído e quem tem a responsabilidade e quem não tem para podermos agir.

MidiaJur – Como o MPE agirá no período pós-Copa?

Paulo Prado – 
Primeiro, precisamos esperar que o evento aconteça para, então definir qual será o trabalho do ministério. Há um grupo criado especialmente para isso.

MidiaJur – Por ter proposto, no ano passado, uma ação para que o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) não fosse o adotado pelo Estado, o MPE acabou sendo apontado com um dos responsáveis pelo fato de as obras do modal não terem sido concluídas a tempo do Mundial. O senhor acredita que esse ônus deve ser colocado na conta do MP?

Paulo Prado – Mato Grosso teve cinco anos para concluir as obras da Copa. Não é faltando 30 dias que nós vamos dizer que esse ou aquele segmento é o culpado. Foram cinco anos e Executivo tinha definido, a princípio, quando o governador era Blairo Maggi, que o modal seria o BRT. Quem atrasou, quem dificultou foi o próprio Executivo. Não estou aqui para dizer se é bom ou ruim, mas eles definiram. Eu fui à apresentação que fizeram do BRT, com valores e tudo mais... Entregue o projeto ao então governador, este e outros atores da cena política resolveram mudar o modal. Tiveram os motivos deles e não estou aqui para questionar.

Quem atrasou as obras do VLT foi a incerteza administrativa, aliada à falta de planejamento existente no Estado de Mato Grosso, de uma equipe de governo que não fala a mesma língua. Quem errou foram eles, se alguém atrasou foram eles. Mudança de equipe, troca de secretário.. Só para se ter uma ideia, trocaram três vezes o comando da Secopa: começou com Adilton Sachetti, entrou o Éder Moraes e, agora, por último, Maurício Magalhães. Isso também contribuiu para atrasar a maioria das obras da Copa.

MidiaJur – Mas, Cuiabá não pode ser considerada a única das 12 sedes da Copa do Mundo onde as obras estão atrasadas...

Paulo Prado – 
Nas demais sedes, o atraso é uma constantes. Para se ter uma ideia, o estádio da abertura do Mundial, o Itaquerão, em São Paulo, ainda não está com as obras concluídas e nem serão terminadas a tempo do evento. Da mesma forma, acontece em Curitiba, onde a Arena da Baixada, o estádio do Atlético-PR, ainda está em obras. Não vamos sacrificar o Estado de Mato Grosso como o patinho feio. Existem praticamente reclamações no Brasil inteiro: começam pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, que são modelos de administração, até aqui. Bem que o quadro poderia ser outro, mas isso não aconteceu, infelizmente.

MidiaJur – O senhor acha que vamos passar vergonha?

Paulo Prado – 
Eu peço a Deus que não aconteça isso. Como brasileiro, cidadão, cuiabano, como um apaixonado pelo Brasil, eu torço para isso não aconteça. Mas os sinais me mostram que poderemos sofrer algum tipo de mal estar.

MidiaJur – O senhor já entrou no seu segundo ano de gestão. Como avalia o trabalho que já foi realizado até aqui?

Paulo Prado – 
O primeiro ano foi de muitos desafios e turbulências, principalmente por causa da questão da PEC 37, em que houve uma movimentação muito grande na tentativa de impedir o Ministério Público de investigar. Eu sempre defendi que o Ministério Público e a Polícia Judiciária Civil, que são duas instituições importantíssimas, trabalhassem juntas. Eu respeito demais o trabalho das Polícias Civil e Federal e acho que nós temos de somar esforços. Afinal, a criminalidade está muito intensa no país.

Constatamos, diariamente, aumento das ações do Comando Vermelho, PCC [Primeiro Comando da Capital], tráfico de drogas, homicídios e latrocínios. Eu vejo que aquele momento da PEC 37 foi muito delicado, porque as instituições estavam em um momento bom, trabalhando em conjunto e, de repente, a proposta distanciou novamente as instituições, criando uma rivalidade e nos distanciando.

MidiaJur – Agora o trabalho, então, é de resgate?

Paulo Prado -
 Nós temos que resgatar tudo isso, porque todos nós somos servidores públicos. A ação civil pública, que é uma ação importantíssima, não é só o MPE que pode propor, a Defensoria pode, a OAB, os sindicatos, os conselhos podem. Isso não nos diminui, somos todos aliados. Defendo que o poder de investigação do Ministério Público seja direcionado mais para investigar as grandes organizações criminosas, usando o conjunto de experiência de procuradores, promotores, agentes e delegados. Agora que a PEC foi rejeitada, nós temos que resgatar o trabalho que antes era realizado em parceria. Precisamos de uma reaproximação e de travar um diálogo.

Eu vejo o quanto é importante que o Ministério Público e as polícias Civil, Militar e Federal, a Receita Federal e o Tribunal de Contas trabalhem juntos contra as organizações criminosas.

Quem salvou o Ministério Público da PEC 37 foi a sociedade, a imprensa, o povo que foi àss ruas. No início, nós tínhamos muitas dificuldades de sermos recebidos por deputados e senadores, porque a grande maioria está sendo processada. Ou têm nos seus redutos eleitorais pessoas que estão sendo processadas.

MidiaJur – O que realmente mudou com a aprovação da PEC 37?

Paulo Prado –
 Eu acho que, depois da PEC 37, todos nós acordamos para a situação que existe uma movimentação silenciosa em nível de Planalto Central que quer calar o Ministério Público e está insatisfeito com ele. O que nós percebemos que, na hora “H”, os verdadeiros aliados do Ministério Público foram a população e a imprensa. Então, nós temos que nos aproximarmos ainda mais da população. Nós precisamos achar um mecanismo de linguagem que esteja mais acessível à população.

Para isso, estamos criando, no nosso setor de Comunicação Social, o MPTV e vários instrumentos de diálogo, para possibilitar um contato mais próximo e mais diário com a população, porque a situação preocupou todo o Ministério Público brasileiro. Nós estamos sentindo uma movimentação silenciosa mais organizada também em nível de Congresso Nacional, através de leis que visam a diminuir o nosso poder de atuação.

MidiaJur – O Gaeco em Mato Grosso tem atuado voltando as atenções para os crimes ditos como de “colarinho branco”, que envolvem os crimes praticados por gestores públicos, como desvio de recurso. O senhor acredita que quando o órgão começa a voltar os seus olhos para uma atuação muito mais forte frente a esses crimes é que as críticas começam a surgir?

Paulo Prado –
 Quando o Gaeco começou a focar de forma ainda mais incisiva nesse tipo de crime, como foi o caso do Mensalão, que foi uma investigação 100% do Ministério Público, ressuscitou algo que estava adormecido, ressuscita uma PEC 37. Aqui mesmo, na Polícia Fazendária, a doutora Ana Carla Cristina, excelente promotora, já trabalha há anos com delegado de Polícia, numa uma relação muito boa. Em Rondônia, o Gaeco conta com os préstimos de delegados. Temos que melhorar a nossa relação com a sociedade, o nosso diálogo com todos os segmentos organizados do Poder e intensificar ainda mais as ações do Gaeco.

MidiaJur – E o trabalho do MT Prev?

Paulo Prado –
 Além da PEC 37, tivemos também o MT Prev e todas as incertezas. Enquanto o Governo Federal não conseguiu implantar na sua estrutura de Previdência Social, ele exige de Mato Grosso que cria e sua, sem que alguns pontos sejam respondidos. Tudo isso também exigiu um estudo e um aprofundamento por parte do Ministério Público. Por exemplo, querem colocar como garantia o patrimônio de Mato Grosso, mas a Secretaria de Administração não tem hoje qual é o patrimônio imobiliário do Estado.

Eles vão levar de três a sete anos para ter isso. E como um fundo novo, como o MT Prev, vai conseguir levantar isso? E o fundo de direito, quais são os direitos e o percentual, isso também não foi discutido no texto. Os sindicatos reivindicam um maior número de presença dos trabalhos, mas o sindicato dos empregadores também quer. Tem o sindicato dos trabalhadores que querem uma maior participação e os empregadores também querem.

No tocante à cobrança da Dívida Ativa, em seus melhores dias, você consegue recuperar 5% daquilo que é devido.

MidiaJur – Percebe-se que, nos últimos anos, o MP ampliou sua ações, como por exemplo, no trabalho desenvolvido junto às escolas com a questão do uso de drogas. O senhor acredita que essa é a solução para melhorar a sociedade, trabalhar a prevenção, ao invés de judicializar o processo?

Paulo Prado – 
Nós aprofundamos de forma preventiva três questões. Primeiro, as drogas, em que vários colegas promoveram discussões, palestras, repassam material como o do “Papo Reto”. Realizamos um convênio com o Ministério Público Federal, para realizar um trabalho de orientação em cidades como Alta Araguaia, Campo Novo dos Parecis, Poconé, Sinop, Sorriso, Campo Verde, Nova Mutum, Chapada. O trabalho é desenvolvido dentro da sala de aula e se avalia também a estrutura da escola.

Segundo, os conselhos municipais de Saúde. O procurador Edmilson da Costa Pereira está desenvolvendo um trabalho de treinamento nos polos para que os conselheiros municipais saibam lidar com o SUS (Sistema Único de Saúde).

Terceiro, estamos aprofundando a questão de violência e abuso sexual contra a criança e o adolescente, que é algo assustador e apavorante. Principalmente, porque ele ocorre, geralmente, no lar, com pessoas próximas, e maciçamente contra meninas entre sete e 13 anos de idade.


 Com Fonte        Fonte: Midia Jur       /           Nortãonoticias 
Fonte: Midia Jur

Japoneses não querem dormir em colchonetes e temem por segurança em Mato Grosso durante estada em Cuiabá


Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco
Foto: Josi Pettengill / Secom-MT
Chico Daltro e Silval Barbosa   juntamente com o cônsul geral do Japão, Noriteru Fukishima, nesta sexta-feira (16/05)
Chico Daltro e Silval Barbosa juntamente com o cônsul geral do Japão, Noriteru Fukishima, nesta sexta-feira (16/05)
 Mesmo que todos os motéis e pousadas sejam inclusos como leitos convencionais de hotéis, parcela considerável dos mais de 15 mil torcedores do Japão que vierem a Cuiabá, entre 22 e 25 de junho, corre o sério risco de não acomodações adequadas. Além disso, existe uma preocupação exacerbada com a segurança, especialmente em Cuiabá e Recife (PE).

O cônsul geral do Japão, Noriteru Fukishima, disse para a reportagem do Olhar Direto que recebeu diversos questionamentos de agências de viagem e mesmo de entidades desportivas sobre a decisão de Mato Grosso disponibilizar “alojamentos em escolas públicas” para receber os turistas que não tiverem vagas em hotéis, na Copa do Pantanal Fifa 2014, que se inicia no próximo dia 12.

“Certamente o jogo Japão x Colômbia é o que receberá maior público em Cuiabá. A fase de grupos da Copa 2014 terá uma disputa acirrada”, observou o cônsul geral. “O Japão é uma das seleções mais fortes do futebol asiático e quer manter essa reputação intacta, especialmente no evento futebolístico mais importante do mundo”, emendou Noriteru Fukishima, evitando se referir especificamente ao confronto Japão x Colômbia, que provavelmente deve decidir qual dos dois irá avançar à próxima fase do Mundial.


A proximidade da Copa do Mundo 2014, em especial a partida entre as seleções do Japão e Colômbia que acontece na Arena Pantanal – Governador José Fragelli, deve atrair um dos maiores públicos. Isso porque são esperados cerca de 15 mil japoneses e quase 20 mil colombianos.

O governador Silval Barbosa (PMDB) e o vice-governador Chico Daltro (PSD) recepcionaram, nesta sexta-feira (16/05), executivos que estão em missão por Mato Grosso até este sábado (17/05), e o cônsul geral do Japão, Noriteru Fukishima.

Outro lado

O vice-governador Chico Daltro afiançou que haverá “acomodações dignas”, na Região Metropolitana de Cuiabá, para todos os visitantes, durante a Copa do Pantanal Fifa 2014. Todavia, não soube precisar o número geral de leitos disponíveis e disse que iria consultar a Secretaria de Estado de Turismo (Sedtur). A Câmara de Comércio e Indústria Japonesa no Brasil aguarda uma posição do governo de Mato Grosso.

Chido Daltro assegurou também que a segurança estará funcionando à altura do evento, em Mato Grosso. "Creio que não ficaremos devendo nada a nenhuma das outras sedes. Vamos ter uma atuação exemplar, na segurança", afiançou Daltro.

O secretário de Turismo, Jairo Pradela, não estava em Cuiabá e, ainda, não atendeu nem retornou às ligações da reportagem do Olhar Direto. Através da assessoria da Sedtur, Pradela garantiu 
 Fonte: Olhar Direto

sexta-feira, 16 de maio de 2014

MP apresenta ação contra Seduc

Quarta, 14 de maio de 2014, 08h25 


Da Reportagem
O Ministério Público Estadual ingressou com uma ação civil pública contra a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para que a Pasta resolva o problema de superlotação de duas escolas em Rondonópolis.

Segundo o MPE, alunos das escolas estaduais Elizabeth Freitas Magalhães e Carlos Pereira Barbosa estão acomodados em espaços improvisados devido à insuficiência no número de salas de aula.

O problema foi detectado em fevereiro e, desde então, reuniões foram realizadas na tentativa de resolver a situação. O Estado até teria iniciado as obras de ampliação das unidades, mas não as concluiu.

Na ação, o MPE requer que o governo do Estado seja obrigado a providenciar imediatamente a locação de espaços alternativos para o funcionamento de, pelo menos, cinco salas de aula, até a conclusão das obras de ampliação.

A falta de espaço teria feito, segundo o MPE, com que computadores, instrumentos musicais e livros ofertados pelo governo federal não fossem utilizados pelos alunos das duas escolas.

Consta na ação, que o aumento do número de alunos ocorreu após o surgimento de novos bairros na região. Estima-se que pelo menos 2.765 famílias tenham mudado para as proximidades das duas unidades escolares. 
Fonte MPE

"Questão da regulação da mídia é imperiosa", diz Lula

"Questão da regulação da mídia é imperiosa", diz Lula


"Em palestra no 4º Encontro de Blogueiros, em São Paulo, ex-presidente afirmou que, daqui para a frente, "toda vez que puder abrir a boca, a questão da regulação será a primeira [mencionada]"; Lula fez duros ataques à imprensa - "o que vejo aqui é uma mídia que desanca o País" - e criticou "ataques preconceituosos" contra a presidente Dilma Rousseff, classificando como "falta de respeito" o discurso do deputado Paulinho da Força, no 1º de Maio, que pediu "Dilma na Papuda"; petista alertou ainda para o "choque de gestão" do PSDB; segundo ele, o lema significa "redução de salário e dispensa de trabalhador"

Brasil 247

"Eu me dou o direito de dar entrevista para quem eu quero, na hora que eu quero", disse o ex-presidente Lula, na manhã desta sexta-feira 16, em palestra no 4º Encontro Nacional dos Blogueiros. Ele explicou que ficou "impressionado com a violência com que a imprensa tratou minha entrevista ao blogueiros, lá no Instituto da Cidadania".

Lula foi fundo em sua crítica à mídia. Na primeira parte de seu discurso, ele citou legislações recentes feitas na Inglaterra, Argentina e Equador que impuseram normas ao funcionamento da mídia. "Todos as sociedades democráticas do mundo contam com mecanismos de regulação dos meios de comunicação", disse Lula.

"Nos Estados Unidos, há a proibição da chamada propriedade cruzada. Em outros países, como Espanha, Portugal, França e Itália há leis que tratam dos meios de comunicação. Não venham dizer que isso é censura, ou que estamos querendo controlar os meios de comunicação. Estou citando países capitalistas. Não venham dizer que sou esquerdista, nem citei a Venezuela do saudoso presidente Chávez".

O ex-presidente prosseguiu: "Tenho viajado pelo mundo todo fazendo esse debate, mas o que vejo aqui é uma mídia que desanca o País". Lula alertou ainda: "Queria que ficasse claro que ninguém quer censurar ninguém, queremos apenas gritar mais alto 'Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós".

Lula criticou a negação à política: "A negação da política não melhorou nenhum pais do mundo", apontou. "Eu não acredito em política sem esperança", acrescentou. Ele disse ver como a televisão se dá o luxo de "esculhambar a política". Ele disse que não vale a pena chorar porque tal jornal fala mal do PT, e que o que precisamos fazer é usar os blogs que estão do lado do País.

O discurso do deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, que pediu "Dilma na Papuda" durante evento do 1º de Maio, foi classificado como "falta de respeito" pelo ex-presidente. "Eu nunca vi tanta virulência de ataque preconceituoso contra a Dilma hoje", disse. Segundo Lula, a oposição "está é com medo da Dilma".

Ao falar sobre a crise hídrica em São Paulo, ironizou ao dizer que, se a responsabilidade fosse do prefeito Fernando Haddad, os ataques da imprensa seriam muito piores. "Cadê o choque de gestão?", questionou, em referência ao lema do PSDB. Ele acrescentou em seguida: "O choque de gestão significa: redução de salário e dispensa de trabalhador".

Sobre a Copa do Mundo, Lula disse que não se preocupa com o volume de dinheiro que entrará no País e voltou a dizer que o Mundial é uma "oportunidade extraordinária" do País de mostrar ao mundo como ele é. "Mostrar a beleza desse povo, esse povo alegre, respeitoso". Ele disse que não é necessário criar uma lei contra mascarados. "Não precisa de lei, precisa da sociedade atenta, porque um cara que sai mascarado nas ruas não têm boas intenções". Sobre a possibilidade de se ter manifestações durante a Copa, afirmou: Não vamos ficar com medo de ter passeata, de greve, nascemos com isso. Minha bursite é de tanto carregar faixa".
 Fonte: Brasil Brasil

terça-feira, 13 de maio de 2014

Ciro Gomes, acusa o próprio partido de chantagear a presidente Dilma


Um dos principais nomes do Pros, o secretário de Saúde do Ceará, Ciro Gomes, acusou o próprio partido de chantagear a presidente Dilma  para "colocar um corrupto" no Ministério da Integração Nacional, controlado pela sigla. Ciro fez as declarações, durante visita ao Hospital Geral de Fortaleza com o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

"Não vou aceitar que alguém coloque faca no pescoço da presidente Dilma para colocar um corrupto no Ministério da Integração", disse Ciro. O irmão do governador Cid Gomes (Pros) ameaçou deixar o partido caso a mudança se concretize: "Não aceito ficar em um partido que use a chantagem como ferramenta política".

As afirmações de Ciro foram encaradas como uma resposta ao setor da bancada de deputados do Pros que articula a substituição do ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira (Pros).

Teixeira assumiu o cargo interinamente em fevereiro em substituição ao ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB) e permaneceu no cargo, mas não se opuseram ao desejo da presidente Dilma em mantê-lo no cargo.

Embaraço 

A ação para substituição do ministro Francisco Teixeira está sendo articulada pelo líder do Pros no Congresso, deputado federal Givaldo Carimbão (AL), que quer emplacar no cargo Marcos Fireman, ex-secretário de Infraestrutura de Alagoas no governo Teotônio Vilela (PSDB).

O nome de Fireman foi apresentado ao Planalto pelo próprio Carimbão, numa reunião esta semana com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante. A reportagem não conseguiu contato com Carimbão hoje.

Deputados do partido ameaçam deixar a base aliada e apoiar a candidatura de Eduardo Campos (PSB) caso o Planalto não atenda o pedido.

Um possível apoio a Campos criaria uma situação embaraçosa para Ciro e Cid Gomes, que deixaram o PSB no ano passado por não concordarem com a candidatura presidencial de Campos e por defenderem a reeleição de Dilma.
Fonte; AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

sábado, 3 de maio de 2014

Julier grava inserções para televisão e deve ‘estrear’ na próxima semana


Da Redação - Lucas Bólico
Foto: Lucas Bólico/ Olhar Direto
Julier grava inserções para televisão e deve ‘estrear’ na próxima semana
O pré-candidato ao governo de Mato Grosso pelo PMDB, ex-juiz federal Julier Sebastião da Silva, já colocou o bloco na rua e ‘estréia’ na televisão na próxima semana, em pequenas inserções reservadas aos partidos políticos.

Com Maggi de fora, PMDB marca data oficial para Michel Temer vir a Cuiabá lançar Julier
Julier compara viabilizar candidatura com missão de Noé: harmonizar diferentes interesses

A gravação das inserções com Julier aconteceu na última quarta-feira (30), no escritório do peemedebista. Sebastião deverá aparecer na cadeia nacional de televisão, se apresentando como novo quadro do partido, proveniente do Judiciário.

A estratégia do PMDB é começar a massificar o nome do antigo titular da Primeira Vara Federal de Mato Grosso junto ao eleitorado. Dentro do bloco governista, Sebastião, que conta apenas com a repercussão de suas decisões judiciais, disputa espaço com o pré-candidato do PSD e vice-governador, Chico Daltro, e com o ex-vereador Lúdio Cabral (PT), que goza da notoriedade adquirida na última disputa a prefeito de Cuiabá, polarizada com Mauro Mendes (PSB).

Em sua fala, Julier rememora a atuação no combate ao crime organizado em Mato Grosso, como a prisão do bicheiro João Arcanjo Ribeiro. Ainda de acordo com ele, política se faz com posições corajosas, com responsabilidade e ética.

Desde quarta-feira, quando o senador Blairo Maggi (PR) negou em entrevista coletiva que possa disputar novamente o Palácio Paiaguás, o PMDB tem se movimentado no sentido de consolidar o nome de Sebastião como cabeça de chapa do bloco governista.

Alçado como prioridade da cúpula regional do PMDB, Julier começa a rodar Mato Groso por Rondonópolis, reduto eleitoral do cacique da agremiação, deputado federal Carlos Bezerra.

O primeiro grande ato do debutante no PMDB deve acontecer, no entanto, no dia 16 de maio, em evento na capital que deve contar com a presença do vice-presidente da República, Michel Temer.
Olhar Direto

O Beija-flor-violeta

O Beija-flor-violeta
Rafael Ferreira - 30/04/14

colibri-coruscansBeija-flor-violeta Colibri coruscans fotografado em Pomacochas, Peru. Foto: David Cook
Durante a sua expedição ao Monte Roraima, o colunista de ((o))eco e biólogo Fábio Olmos, relatou ter encontrado, dentre muitas aves, um curioso beija-flor-violeta (Colibri coruscans). Este breve encontro inspira o post desta semana.
Beija-flores são aves de pequeno porte, que medem em média de seis a doze centímetros de comprimento e pesam entre dois e seis gramas. O Colibri coruscans tem 13 a 15 centímetros de comprimento. Os machos pesam de 7,7 a 8,5 gramas, enquanto as fêmeas pesam de 6,7 a 7,5 gramas. Isto faz desta espécie, sem dúvida, o maior dos beija-flores.
A plumagem do beija-flor-violeta é na sua maior parte de um verde azulado brilhante, à exceção das asas que são de roxo escuro e dos bicos e pés, que são pretos.
Ele é encontrado nas terras altas do norte e oeste da América do Sul, incluindo uma grande parte dos Andes, a faixa costeira venezuelana e os tepuis. Também é encontrado na Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Guiana e Peru. No Brasil, está na região norte, no estado de Roraima. Ele consegue viver em ampla gama de habitats verdes semiabertos, como florestas de coníferas ou de eucaliptos, planície e até em jardins e parques.
O beija-flor-violeta é uma ave nectívora (isto é, se alimenta de néctar), mas sua dieta também inclui pequenos insetos, que é capaz de capturar em pleno voo.
Uma ave bastante vocal e agressivamente territorial. Solitários, eles demarcam seu território através do canto, atividade que ocupa boa parte do seu dia. Os cantos variam entre os subgrupos, que desenvolvem suas próprias chamadas.
O período reprodutivo varia de região a região, mas o procedimento é o mesmo: as fêmeas vão encontrar seus companheiros em leks, áreas onde grupos de machos se exibem na tentativa de atrair uma fêmea para o acasalamento. Após o acasalamento, o macho parte e deixa as responsabilidades de nidificação para a fêmea. A mãe coloca dois ovos em um pequeno ninho em forma de taça feita de galhos e folhas. Os ovos eclodem em 17 a 18 dias e os jovens deixarão o ninho em breves três semanas.
Embora o tamanho da população mundial não tenha sido quantificado, a espécie tem uma área de abrangência bem ampla e existe em número suficiente para ser considerada comum. Por esta razão, a Lista Vermelha da IUCNclassifica o Colibri coruscans como Pouco Preocupante.
 fonte  O ECO

Violência no Rio de Janeiro retoma níveis pré-UPPS Número de homicídios no Estado no primeiro semestre de 2014 é semelhante ao de 2008

Agência Estado
Confronto entre bandidos e policiais da UPP da Rocinha deixou uma pessoa morta e outra ferida na noite desta quinta-feira (1º)Ariel Subirá /Futura Press/2.05.2014/Estadão Conteúdo
Os dados de criminalidade no primeiro trimestre de 2014, divulgados pelo Instituto de Segurança Pública, mostram que a violência no Rio voltou aos níveis do mesmo período de 2008, quando o Estado ainda não havia iniciado o programa de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) — a primeira unidade começou a funcionar em dezembro daquele ano no Morro Santa Marta, em Botafogo, na zona sul. Por conta do aumento da violência, com o crescimento dos números de homicídios dolosos, de autos de resistência e de crimes contra o patrimônio, o governo antecipou o plano especial de segurança da Copa e suspendeu a segunda folga semanal de 2.000 policiais militares.
O índice de criminalidade divulgado na sexta-feira (2) mostrou que 1.459 pessoas foram assassinadas no primeiro trimestre de 2014 - próximo do número de 1.562 registrados em 2008. Em 2012, ano em que houve o menor índice de homicídios (4.030, no total), o primeiro trimestre teve 1.100 casos.
Depois das UPPs, índices de ocorrências vinham mostrando declínio. Houve 358 autos de resistência (morte em confronto com a polícia) registrados no primeiro trimestre de 2008. Esse número caiu para 111 em 2012 e 96 em 2013. Em 2014, voltou a subir - está em 153. Os roubos de veículos haviam caído de 7.359 nos três primeiros meses de 2008, para 5.598 em 2012. No primeiro trimestre deste ano, ultrapassou a marca pré-UPP - foram registrados 9.209.
Os roubos de rua (índice que reúne número de assaltos a transeuntes, roubos de celular e em transporte público) também voltaram a subir. Houve 20.648 casos de janeiro a março de 2008. Em 2012, houve 15.422 casos no período. Este ano, foram registrados 23.675.
— Essa ideia que se espalhou de que há migração do crime está fazendo sentido. Há mudança de padrão da criminalidade na Baixada Fluminense e outras áreas da região metropolitana do Rio, como Niterói e São Gonçalo, não só com aumento da criminalidade, mas com pessoas que passaram a circular armadas. Há uma rearrumação do mundo do crime. E as políticas de segurança foram lentas para responder a isso—, afirmou a cientista política Sílvia Ramos, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes.
— O que estamos vendo é um momento de crise da política de segurança, e essa crise vem vindo desde 2013. Chegamos a um momento ótimo em 2012, com redução dos homicídios. Mas isso não se sustentou. A política das Unidades de Polícia Pacificadora não tem sido mais suficiente para segurar os índices de redução de crimes contra a vida—, completou o especialista.
Os dados referentes à atividade policial, comparando-se os primeiros trimestres de 2008 e 2014, mostram que a produtividade vem crescendo. Os registros de apreensão de drogas cresceram 211% (a quantidade não é divulgada), recuperação de veículos teve aumento de 25% e cumprimentos de mandados de prisão subiram 60%. Já o número de registros de armas apreendidas caiu 11%.
O Estado tem 38 unidades de polícia pacificadora, que abrangem mais de 250 favelas e 1,5 milhão de pessoas. O governador Luiz Fernando Pezão disse, na sexta-feira, que não haverá mudança no programa de pacificação. Já o secretário José Mariano Beltrame ressaltou que os dados são referentes aos primeiros meses do ano.
Fonte R7